Home > Tendências

Como CIOs podem usar a web 2.0 nas empresas

Especialista norte-americano aponta sete comportamentos que devem ajudar os executivos de TI a emplacarem iniciativas baseadas em web 2.0 nas corporações

03/07/2007 às 11h50

rede int news.jpg
Foto:

Uma promessa da Enterprise 2.0, ou seja, a web 2.0 para o mundo corporativo, é levar as informações relevantes para as pessoas que precisam delas usando blogs, wikis e outras ferramentas do gênero. A definição é de Dion Hinchcliffe, presidente e CTO da consultoria Hinchcliffe and Company, especializada no tema. Segundo ele, a intenção é garantir que o conhecimento não se perca com a saída de profissionais da empresa, reduzir os custos com treinamento e impulsionar a colaboração entre funcionários.
Diferente das implementações de software tradicionais – top-down e centralizadas –, a ferramentas da enterprise 2.0 ganham poder graças aos usuários e as aplicações devem ser disseminadas de forma viral, como acontece no MySpace ou no YouTube. Neste ambiente, é o interesse e a participação dos usuários que garante o sucesso. Sendo assim, as empresas têm de criar situações que resolvam questões como medo, abertura, orçamento apertado e interoperabilidade das novas aplicações com os sistemas legados. Hinchcliffe dá algumas dicas para usar esse tipo de ferramenta nas corporações:

1. Venda os benefícios da enterprise 2.0 para a diretoria. A oposição à web 2.0 deve partir exatamente das posições mais altas e mais influentes na hierarquia corporativa – e a sua estratégia deve estar preparada para isso. Comece com um projeto pequeno, mas que tenha impacto claro em algum processo de negócio. Além disso, reduza a aura de risco da enterprise 2.0 começando com uma iniciativa interna e mais facilmente controlável.

2. Entenda como a TI pode ser beneficiada com a web 2.0. Muito vem sendo feito em relação à “TI das sombras”, ou seja, as tecnologias trazidas para a corporação por funcionários não autorizados e que acabam abrindo brechas de segurança na companhia. Mas a TI pode ser uma habilitadora da enterprise 2.0 ao criar uma política de segurança consistente e ferramentas efetivas.

3. Faça o seu trabalho em relação a ferramentas e plataformas. Em relação a wikis, Hinchcliffe recomenda a MediaWiki, usada pela Wikipedia e que tem código aberto, e a Confluence, produto comercial usado largamente pelas corporações. Para blogs corporativos, a sugestão é o WorkPress, uma das plataformas mais populares e bonitas.
Como grande parte dos produtos nasceram para o mercado em geral – e não para as corporações –, não atendem a alguns requisitos que as empresas precisam. Mas, de acordo com o consultor suítes da chamada enterprise 2.0 devem começar a chegar ao mercado, com funcionalidades de segurança e gestão mais apropriadas para o mercado corporativo.

4. Certifique-se de que está tudo certo. Andre McAfee, professor da Harvard Business School (que cunhou o termo enterprise 2.0) criou um checklist das capacidades necessárias para levar a web 2.0 para a corporação. Confira: Busca (a informação tem de ser “buscável”), Conexões (links devem conectar posts em blogs, wikis e outros), Autoria (ferramentas simples devem permitir que qualquer um contribua e edite o conteúdo), Tagging (os usuários tem de poder classificar o conteúdo de uma forma que faça sentido para eles mesmos), extensões (aplicações devem incluir sugestões e recomendações, do tipo, “se você gosta de X, provavelmente vai gostar de Y”) e sinais (tecnologias como o RSS que avisa aos usuários quando há novo conteúdo).

5. Encontre um case de enterprise 2.0. Hinchcliffe cita a história do banco de investimentos Dresder Kleinwort, que teve muito sucesso com wikis. Encontre uma e entenda muito bem como o projeto foi tocado.

6. Use ferramentas simples e permita transparência. A enterprise 2.0, como a web 2.0, é uma conversa sincera, baseada em liberdade de expressão. Ao mesmo tempo que uma empresa precisa adotar esse tipo de aplicação com recursos de segurança, privacidade e governança, é essencial manter o espírito de transparência. Se os usuários sentirem que a transparência pode ter alguma conseqüência negativa, eles ficarão relutantes em usar as ferramentas. E, acima de tudo, as ferramentas devem ser simples ou ninguém vai se dar ao trabalho de usá-las.

7. Entenda que o mundo da enterprise 2.0 está sempre em desenvolvimento. Para funcionarem, as aplicações da enterprise 2.0 devem ser muito interativas, concentrando nas mãos dos usuários a maior parte da inovação e da mudança. O que está funcionando? O que não está funcionando? Quais funcionalidades você gostaria de ter? Estas são questões que os executivos devem fazer e, em muitos casos, partirá dos próprios usuários as sugestões para que as ferramentas fiquem mais interessantes. Neste mundo em constante desenvolvimento, os produtos nunca estão prontos.

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter Newsletter por e-mail