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Você está construindo uma boa imagem?

Muitos profissionais desconhecem a importância de fatores como aparência e a capacidade de comunicação no desenvolvimento de suas carreiras

Meridith Levinson, CIO/EUA

09/02/2019 às 20h11

Foto: Shutterstock

A construção de uma imagem positiva dentro da empresa representa uma das principais dificuldades enfrentadas por muitos profissionais no que diz respeito ao desenvolvimento de carreira. Mesmo reconhecendo a importância do marketing pessoal na evolução profissional,  gestores de TI, principalmente, têm dificuldades em praticar ações para desenvolver essa habilidade no seu dia a dia.

De acordo com a especialista em imagem profissional e fundadora da consultoria de carreira Aspire, Randi Bussin, o interesse dos CIOs pelas técnicas de marketing pessoal aumentou nos últimos anos. Muito dessa preocupação deve-se ao fato de que profissionais de áreas de negócio passaram também a ser vistos como aptos para responder pelo departamento de tecnologia.

Para a autora do livro “You are a Brand”, Catherine Kaputa, a imagem que um profissional passa a seus interlocutores é tão ou mais importante do que seu currículo. “Isso porque, no mundo corporativo, as habilidades muitas vezes vistas como secundárias são aquelas que realmente levarão alguém ao sucesso”, afirma a especialista.

Catherine explica que essas capacidades menores - que incluem saber gerenciar pessoas, cativar colegas de trabalho, a forma de se relacionar com superiores e subordinados - são o verdadeiro caminho para alcançar os objetivos profissionais. “A credibilidade transmitida durante uma entrevista ou apresentação é insubstituível”, analisa a autora.

Quanto aos obstáculos para os CIOs terem um marketing pessoal adequado, as especialistas elencam um conjunto de fatores que podem atrapalhar esses profissionais:

1. Alguns não gostam de admitir que questões práticas podem influenciar o avanço de suas carreiras.
“Muitos dos profissionais de tecnologia frustram-se ao notar que hoje as regras acadêmicas não levam ao sucesso no ambiente corporativo”, diz Catherine. Ela defende que na escola esses gestores deparavam-se com a realidade de que, se estudassem bastante, seriam reconhecidos. No entanto, segundo a especialista, no trabalho a inteligência não basta para determinar o sucesso.

2. Eles não gostam da ideia de que a aparência é importante.
Concordando ou não, a imagem de uma pessoa é estritamente ligada a sua aparência. “Existem estudos comprovando que a maneira como as pessoas são vistas pelas outras podem determinar se conseguirão um emprego, ou não, por exemplo”, afirma Catherine, que complementa: “Quem quiser ser um vice-presidente de tecnologia deve ter em mente que representará a empresa perante os diversos públicos com o qual ela se relaciona e, por isso, deverá estar muito bem arrumado.”

3. Eles não enxergam o todo, no que diz respeito a si mesmo. 
Segundo Randi, para alguns CIOs é extremamente difícil identificar quais são seus pontos fortes que devem ser destacados na construção da marca pessoal. “Eles precisam ser tão detalhistas no dia-a-dia que se tornam destreinados no momento de olhar para o todo”, afirma ela.

4. Muitos não gostam de se autopromover.
A autopromoção, que representa uma das chaves do marketing pessoal, é natural para algumas pessoas, mas não para os gestores de TI. Eles precisam entender como comunicar suas habilidades e demonstrar que geram vantagem competitiva às empresas nas quais atuam.

Mas a autopromoção é essencial, segundo Peggy Klaus, especialista em comunicação e liderança que escreveu um livro sobre o assunto, chamado, "Brag! The Art of Tooting Your Own Without Blowing It".

“Você precisa fazer com que as pessoas saibam o que está fazendo, o sucesso dos projetos, os obstáculos que superou, para que seja lembrado como uma pessoa importante”, reforça Klaus. A autora tem um bom argumento: Precisamos contar aos chefes que estamos trabalhando e o que já fizemos. Isso é a autopromoção em sua forma mais básica e não tem nada a ver com ser chato, mas com fatos. E não devemos nos sentir mal por divulgar a realidade.

Seguem duas dicas de profissionais que levam a sério o conceito de autopromoção estratégica e que podem ajudá-lo a atingir a fama:

1. Crie sua marca
Para tornar seu nome conhecido, você precisa entender claramente qual a sua imagem. Será que você é fantástico com seus clientes, um líder extraordinário, um guru da arquitetura ou um especialista em manufatura?

Só após entender exatamente em qual imagem você se encaixa pode criar sua marca pessoal, inclusive para promover habilidades mais valores do que as associadas ao seu cargo atual.

Faça uma enquete entre amigos e descubra cinco atributos de marca que melhor o descrevem. Elabore um breve resumo, de apenas uma página — um “mission statement” pessoal — e crie um perfil em redes sociais ou um blog para divulgá-lo.

E lembre-se sempre: à medida que você conhece novas pessoas, ingressa em novas organizações e faz coisas novas, tem que continuar criando e aprimorando sua marca.”

2. Relacione-se
Com sua marca nas mãos, você quase pode ver seu nome brilhando em neon. No entanto, esse é o momento de respirar fundo e começar a trabalhar sua marca entre pessoas conhecidas, no famoso networking. Assim, pode-se testar a marca e aprimorá-la enquanto o risco ainda é baixo.

Outro passo importante nessa fase de relacionamento é buscar pessoas que o coloquem em contato com editores ou organizadores de eventos interessantes para a sua área.

Networking não é uma coisa casual. Você precisa ter uma ótima lista de endereços e um plano para aumentá-lo. Gaste pelo menos 30 minutos por dia acrescentando contatos à sua lista.

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