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Você está cego com as promessas da inteligência artificial?

Avanço da IA ​​e da automação é crescente e global, impulsionado por dois poderosos estímulos: medo e ambição

Anna Frazzetto, CIO

09/08/2019 às 8h30

Foto: Shutterstock

O mundo corporativo está focado nas soluções de inteligência artificial (IA) e pronto para investir na tecnologia. Em uma pesquisa da PwC com 1.000 executivos, 20% dos entrevistados disseram que suas organizações planejam implementar IA em toda a empresa neste ano. Além disso, de acordo com o levantamento Harvey Nash/KPMG CIO de 2019, o uso da IA/automação é prioridade para 17% dos negócios.

O estudo também revelou que mais de um terço dos líderes de TI em todo o mundo acredita que 20% ou mais de sua força de trabalho será automatizada nos próximos cinco anos. O avanço da IA ​​e da automação é crescente e global, impulsionado por dois poderosos estímulos: medo e ambição.

Temer primeiro

Os líderes empresariais de hoje têm um saudável receio de tecnologias disruptivas, já que empresas globais como a Blockbuster, a Borders, a Woolworth's e a Kodak foram levadas à extinção por novos modelos digitais. Eles também vêem líderes da indústria de tecnologia como a Microsoft e a Google fazendo grandes investimentos em IA. Assim, em vez de esperar, os conselhos corporativos estão solicitando aos líderes de TI que invistam e liderem a implantação da IA nas organizações. Afinal, se a IA, como o digital, é a nova promessa de crescimento, não se pode esperar para ver e correr o risco de ficar para trás.

Ambição sem um plano

Muitas empresas também são estimuladas pela ambição de liderar e inovar com a tecnologia, mas, em termos de inteligência artificial, poucos entendem como ela pode funcionar para os seus negócios.

Nos últimos anos, várias tecnologias tiveram seu momento ao sol como "a próxima grande novidade". A primeira criptomoeda foi uma grande tendência. Depois chegou a blockchain, outra tecnologia emergente considerada ideal para transformar indústrias de todos os tipos e tamanhos. Em vez disso, a adoção da solução teve uma história bastante tradicional, com os primeiros adeptos criando um burburinho e com a redução do frenesi. Desde então, estamos começando a ver a tecnologia encontrar uso e promessa em algumas indústrias-chave.

Bem-vindo à inteligência artificial

Uma simples pesquisa no Google mostra que a IA hoje se parece com a corrida pelo ouro. Até pouco tempo atrás, nuvem, Big Data, cryptocurrency e blockchain mantinham a posição de tendência tecnológica de ponta nos negócios, mas agora a IA está se expandindo por toda parte. A inteligência artificial oferece processamento analítico avançado e recursos analíticos que as pessoas não conseguiriam executar. Isso significa que as máquinas podem ajudar as empresas a combinar rapidamente grandes quantidades de dados para identificar tendências e soluções.

Como trabalhar com IA

Assim como a internet já foi, hoje a IA pode ser vista em sua forma mais simples como outra nova forma de programação. Para adotar a IA estrategicamente, as empresas precisam primeiro entender como os recursos de programação automatizada podem ser usados ​​para atender melhor os clientes, os funcionários e os negócios. Aqui estão três maneiras de começar.

Etapa 1: comece com os clientes

O foco no cliente é uma questão essencial que precisa ser revisitada com o surgimento de cada tecnologia: como essa tecnologia me ajudará a conhecer melhor e atender aos meus clientes? Se empresas como a Blockbuster e a Borders tivessem refletido sobre como a internet estava simplificando e melhorando as opções de compras para os clientes, elas poderiam ter modificado seus modelos de negócios para competir e sobreviver.

Em vez de focar na tecnologia da IA, as empresas devem começar por olhar para os seus próprios modelos de negócios e sua própria base de clientes para ver onde estão as oportunidades da IA. Uma das principais áreas em que vemos a IA hoje é no atendimento ao cliente, com os chatbots assumindo uma quantidade crescente de trabalho. Essas soluções estão tornando o atendimento mais ágil e liberando profissionais para atuar em atividades mais estratégicas.

Etapa 2: procure oportunidades baseadas em dados

Os dados estão sendo coletados por tecnologias em toda a sua empresa com mais rapidez do que qualquer ser humano poderia avaliar, analisar e alavancar. O grande avanço na análise de dados tem sido o recurso de aprendizado de máquina que resulta em algoritmos capazes de prever comportamentos e oferecer recomendações. Desde as recomendações que vêm dos serviços de streaming até as opções de compra que surgem na publicidade online, muitos de nós vemos esses algoritmos todos os dias.

Os dados do cliente, quando coletados com permissão, segurança e integridade, oferecem às empresas oportunidades de personalização, desde o envio de descontos ou informações sobre eventos importantes, até a criação de comunicações direcionadas. Como a IA pode coletar e analisar grandes conjuntos de dados a taxas altas, as empresas podem usá-los para prever problemas, oportunidades de mercado e as necessidades dos clientes.

Etapa 3: concentre-se no aprimoramento

Parte do recente burburinho em torno da inteligência artificial tem se concentrado em perdas de empregos que podem ser geradas com as automações. Como no passado, com a evolução da tecnologia, a substituição do homem pela máquina se tornou um tema recorrente.

Quando os bancos adotaram os caixas eletrônicos - um movimento radical no setor bancário na época -, o medo era de que os caixas perdessem seus cargos. Em vez disso, mais filiais foram construídas e mais vagas foram abertas. Com a IA, os novos empregos criados exigirão novas habilidades centradas na tecnologia.

Nesse cenário, todas as empresas devem olhar atentamente para as habilidades de sua força de trabalho e considerar como os trabalhadores que eles têm hoje podem se adaptar a um local de trabalho onde a IA tenha um papel maior. Afinal, a criação de uma força de trabalho pronta para a IA agora é fundamental para o sucesso da tecnologia.

A excitação e o medo da transformação podem ser uma distração. A melhor estratégia para sobreviver à fase da corrida pela IA é manter um pensamento estratégico focado nos clientes. Se a IA puder ajudar a empresa a melhorar a experiência, esse será o lugar certo para começar.

 

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