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Virtus nasce da fusão de sete empresas brasileiras de TI

Companhia, que nasce com receita somada de 80 milhões de reais, pretende agregar pelo menos três novas empresas ao grupo até o final deste ano

Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

06/03/2008 às 15h28

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Sete companhias brasileiras de software de gestão de TI anunciaram hoje (06/03) sua fusão para a criação da Virtus. Antes mesmo que a integração entre elas esteja completa, algo previsto para um período de dois anos, elas pretendem agregar pelo menos mais três empresas ainda este ano.

As companhias que se uniram, e cujas marcas passam a figurar apenas em produtos, são Automatos, Dedalus, Trellis, Intelekto, Biosalc, Visionnaire e Volans. Juntas, elas tiveram um faturamento da ordem de 80 milhões de reais no ano passado, segundo André Fonseca, que veio da Automatos e assumiu a presidência da nova companhia.

A Virtus nasce com cerca de 800 profissionais e uma carteira de 1 mil clientes, entre os quais Vivo, Oi, Carrefour, Nestlé, Embraer e Gol. Segundo Fonseca, o controle é pulverizado - ninguém tem participação majoritária - entre os três investidores institucionais, que são Intel Capital, Ideiasnet e SPTec. O grupo de empreendedores - algo como 20 - tem um compromisso em contrato de não deixar a companhia em um período de dois anos.

De acordo com o executivo, a idéia nasceu dentro da Automatos como uma opção de crescimento no mercado mundial de gestão de TI. "A atual fragmentação da indústria brasileira de software gera carência de recursos, baixo investimento e esse cenário gera e perpetua a fragmentação", afirmou, em encontro com a imprensa. "O relativo insucesso do Brasil na exportação de software pode estar nessa fragmentação", completou.

Oferta ampliada
"Não é uma fusão de iguais, de empresas que fazem a mesma coisa", salientou Fonseca. "O viés é o de completar a oferta e o resultado será uma gama nova de softwares e serviços", afirmou. Por isso, ele informou que não deve haver corte de pessoal, apenas a eliminação das redundâncias.

O mercado-alvo, de acordo com o executivo, é o conjunto de cerca de 17 mil empresas de médio e grande portes. Em um primeiro momento, no entanto, elas querem "crescer dentro da base" com a oferta ampliada.

Segundo ele, "o núcleo de sete empresas é só o começo". Segundo ele, ainda este ano três novas companhias vão se juntar ao grupo, nas áreas de segurança, gestão de infra-estrutura de TV digital e software para gerenciamento de ativos físicos, como cabeamento. A idéia, no entanto, é optar pela fusão, e não pela compra de outras empresas. "Não é o nosso modelo", disse Fonseca.

Ele achou prematuro estimar quanto será o faturamento da nova companhia este ano porque sabe que ele depende em parte do ritmo da integração das sete companhias. O executivo admite que o processo completo de integração pode levar dois anos. As empresas terão um centro de serviços compartilhados, mas manterão parte de suas instalações em separado.

A Virtus nasceu sem necessidade de aporte de recursos, de acordo com Fonseca, em uma fusão costurada pelo Banco Fator. Segundo ele, entretanto, assim que traçar um plano de investimentos para o futuro, a companhia pode buscar uma rodada de aportes, dos atuais e de novos sócios.

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