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Venture captures mantém altos investimentos em blockchain

Mesmo com a desaceleração do mercado de criptografia, as VCs seguem apostando alto

Redação

05/04/2019 às 17h07

Foto: Shutterstock

Há dois anos, o bitcoin estava em alta, deixando pessoas ricas da noite para o dia. Com o tempo, os preços das criptomoedas caíram e elas nunca mais recuperaram sua valorização. O mercado de criptografia tem um futuro incerto pela frente?

Para os especialistas em capital de risco, a tecnologia das criptomoedas é uma aposta de longo prazo no mundo financeiro. Em entrevista ao MIT Technology Review, Meltem Demirors, diretor de estratégia da CoinShares, destaca que as flutuações de curto prazo nos mercados de criptomoeda não importam. Desse modo, é um erro confundir o mercado de moedas digitais com o mercado de investimento em projetos de moeda digital, que ainda é um “mercado grande e muito ativo.”

Tanto que as venture capital (VCs) continuam apostando alto em empresas de blockchain. Esses investimentos chegaram a US$ 334 milhões somente nos primeiros três meses de 2019, reportou a PitchBook, empresa de dados financeiros e software. A maior negociação envolveu a Figure, startup que utiliza a tecnologia blockchain para fornecer empréstimos imobiliários, que arrecadou US$ 65 milhões em fevereiro.

Os investimentos estão em linha com 2017, quando US$ 1 bilhão foi levantado por empresas de blockchain. Contudo, em 2018 foram arrecadados mais de US$ 5,5 bilhões em capital para essas empresas. O motivo: a especulação gerada pela alta das moedas em 2017 atraiu um fluxo maciço de maciço de capital de risco. Oito dos dez maiores acordos de capital de risco para empresas de blockchain aconteceram em 2018. De acordo com o MIT, a grande diferença é que esses investimentos de risco eram apostas de longo prazo nas empresas, e não apostas de curto prazo.

Especialistas do mercado estão longe de considerar que as criptomoedas enfrentam uma crise. Isso já aconteceu, por exemplo, em 2015, quando o futuro dessas moedas foi questionado. Agora, a indústria acredita que está mais estabelecida e, consequentemente, vem atraindo interesse de investidores institucionais, como Bakkt e Coinbase, que se juntaram para arrecadar quase meio bilhão de dólares. Isso significa mais credibilidade ao mercado e maior adoção dos ativos de criptografia.

A tecnologia blockchain, contudo, ainda enfrenta desafios técnicos fundamentais que a impedem de operar em larga escala. Por esse motivo, as empresas de capital de risco vêm financiando novos sistemas de blockchain. No ano passado, as plataformas Dfinity e Hedera Hashgraph receberam mais US$ 100 milhões, enquanto o Algorand, sistema pelo professor do MIT Silvio Micali, arrecadou US$ 62 milhões.

As finanças descentralizadas, que incluem qualquer tipo de serviço financeiro que não depende de instituições financeiras tradicionais como intermediários, estão entre as principais apostas das VCs. Como declarou Wilson, da Union Square Ventures. "Acho que veremos a escala dos blockchains nos próximos anos para permitir que as principais aplicações dos consumidores sejam construídas.”

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