Home > Tendências

Uso de IA em detecção de fraudes deve triplicar até 2021

Segundo estudo da ACFE, apenas 13% das organizações utilizam aprendizado de máquina para detectar e impedir fraudes atualmente

Divina Paredes, CIO.com

28/06/2019 às 15h58

Foto: Shutterstock

De acordo com uma pesquisa global realizada pela Association of Certified Fraud Examiners (ACFE) em parceria com a SAS, apesar de apenas 13% das organizações utilizarem a inteligência artificial e aprendizado de máquina para detectar e impedir fraudes, outros 25% planejam adotar essas tecnologias até 2021. Para o estudo, foram analisadas informações fornecidas por mais de mil membros da ACFE.

O relatório mostra a tendência do aumento do uso de biometria como parte de programas antifraude, com 26% dos entrevistados citando a tecnologia como solução a ser implantada. Além disso, 55% das organizações pretendem aumentar seus orçamentos em tecnologias antifraude nos próximos dois anos.

Segundo os resultados do estudo, durante esse período 72% das empresas esperam utilizar monitoramentos automatizados e soluções para detecção de anomalias. Da mesma forma, aproximadamente metade das companhias pretendem usar análise preditiva e análise de dados.

“Como os criminosos encontram novas maneiras de explorar a tecnologia para criar esquemas e prejudicar as vítimas, os profissionais antifraude também devem adotar tecnologias mais avançadas para detê-los”, explica Bruce Dorris, diretor executivo da ACFE. “O grande avanço da IA, aprendizado de máquina e modelagem preditiva revela que, além do hype, a análise avançada está ajudando os investigadores a darem passos à frente dos fraudadores”, completa James Ruotolo, diretor sênior de produtos da SAS.

Dentre as tecnologias mais populares para programas antifraude, destaca-se a biometria, solução mais citada pelos entrevistados. Em seguida, aparecem as tecnologias de blockchain e automação, cada uma com 9% de uso como solução antifraude por parte das empresas. Em último lugar surge a realidade virtual ou aumentada, com apenas 6% de usuários para esse tipo de aplicação.

A pesquisa também observa que algumas empresas criaram grupos de compartilhamento de dados, onde as organizações podem acessar informações para identificar tendências e criar iniciativas para a proteção de ameaças. No estudo, 29% dos entrevistados revelaram que atualmente contribuem com esses grupos, outros 21% estariam dispostos a participar no futuro e metade não têm planos de participar do compartilhamento de dados para ajudar a prevenir e detectar fraudes.

Os especialistas observam que compartilhar dados dessa forma pode trazer grandes benefícios, mas muitas empresas podem optar por não participar das iniciativas por preocupações com a privacidade de suas informações.

 

 

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter Newsletter por e-mail