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Transformação digital torna o papel de CIO mais complexo nas empresas

No Brasil, estudo da BT revela que a maioria dos tomadores de decisão acredita que o CIO se tornou mais importante na diretoria ao longo dos últimos dois anos, e espera que ele seja uma força inovadora

Da Redação

19/04/2016 às 14h01

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Líderes de TI de todo o mundo estão abraçando a transformação digital para reinventar os processos e sistemas de suas organizações. “O impacto digital é tanto que o nível de importância do CIO na diretoria continua a aumentar”, afirma a BT , em sua mais recente pesquisa – “The BT CIO Report 2016 – The digital CIO”.

Realizado com 1030 CIOs de 11 páise, incluindo o Brasil, o estudo revelou que para 72% dos entrevistados, o líder de tecnologia ganhou mais espaço na diretoria nos últimos dois anos, e 43% dos gestores de tecnologia dizem que agora passam mais tempo lidando com questões corporativas.

Outro aspecto destacado pela pesquisa é que isso desencadeia um desafio cada vez maior de encontrar tempo para desenvolver soluções criativas para o negócio.

Cerca de dois terços (61%) dos entrevistados passam mais tempo mantendo os atuais sistemas de TI do que procurando inovações. Apesar disso, esse índice mostra uma queda em relação a 2014 – quando essa porcentagem era de 74%. Porém, a provedora afirma que o percentual indica que, apesar dos objetivos de transformação digital, o CIO ainda tem que lidar com o legado.

O estudo 2016 também mostra que os gestores de tecnologia estão atentos às tendências mais disruptivas da tecnologia – nuvem, mobilidade e colaboração, e dados. Segundo a pesquisa, 20% das organizações globais já estão totalmente centradas na nuvem, e mais de 46% têm na nuvem mais da metade de suas aplicações e infraestrutura.

Com o CIO atuando como um catalisador, 76% das grandes organizações em todo o mundo têm, ou planejam adotar, uma abordagem “multi-speed” para iniciativas lideradas pela tecnologia. Isso envolve mais criatividade, mais flexibilidade e um modelo operacional mais dinâmico.

De acordo com o levantamento da BT, 65% dos CIOs notam mudanças rápidas nos KPIs do seu próprio desempenho, com uma tendência clara de colocar a transformação digital no centro de suas atividades.

Em 72% das organizações analisadas pela pesquisa da BT, existem grupos contratando e colocando em funcionamento produtos e serviços de TI sem envolvimento da área de TI da empresa.

O relatório sugere que a área de TI cresce de forma mais confortável colocando-se no papel de oferecer as condições necessárias à habilitação de sistemas, de modo geral, principalmente no que toca à segurança dos dados, a infraestrutura adequada e robusta, garantindo a não-duplicidade de esforços em toda a organização.

Segundo a provedora, essas novas responsabilidades estão na base do novo papel do CIO digital, que opera de forma horizontal, atuando em toda a empresa como um facilitador.

Cenário Brasileiro
No Brasil  foram ouvidos 130 CIOs. Entre eles, 75%  relataram que sua infraestrutura atual enfrenta problemas para suportar a rápida adoção de tecnologias digitais. E 80% acreditam que a área está perdendo o total controle dos ativos de TI (embora esse índice seja um pouco menor do que há dois anos, quando era de 88%).

Na maior parte das organizações do Brasil (78%), vários departamentos estão terceirizando e implementando produtos e serviços básicos de TI sem envolvimento da área de TI.

Nuvem, mobilidade e colaboração (45% cada uma) apresentam as mudanças mais profundas.  Apenas 14% das organizações no Brasil se descrevem como totalmente centradas na nuvem (cloud-centric), com todas as suas aplicações e infraestrutura já migradas. Outras 57% são predominantemente cloud-centric, com mais da metade de suas aplicações e infraestrutura na nuvem. Apenas 5% ainda estão completamente on premise.

Entre os maiores desafios para adoção da nuvem, foram apontados a falta de tempo para implementar um ambiente de nuvem completo (51%) e  para adaptação dos sistemas legados (48%). A falta de habilidade interna para implementar um ambiente de nuvem completo (43%) e orçamento (39%) também apareceram como fatores importantes.  Um terço (32%) das organizações no Brasil já percebe a nuvem como algo seguro.

Quanto à liderança, os desafios da disrupção, 73% dos tomadores de decisão sêniores no Brasil relatam que o CIO se tornou mais importante na diretoria ao longo dos últimos dois anos (ante 64% em 2014). Mais da metade (53%) das diretorias no Brasil espera que seus CIOs sejam uma força inovadora.

Cerca de sete em cada 10 (69%) dos executivos seniores de TI no Brasil acreditam que o CIO é forçado a gastar mais tempo com a manutenção dos atuais sistemas de TI do que na busca de novas soluções. Esse índice é menor do que em 2014, quando chegava a 88%.

Entre os novos desafios do CIO estão o desenvolvimento de novos modelos de negócio para lidar com o aumento da colaboração e conectividade (48%), impacto das estratégias digitais dentro da organização (45%) e recrutamento de talentos com as habilidades necessárias (41%).

E 70% dos CIOs brasileiros estão usando KPIs diferentes das utilizadas há 12 meses para medir o sucesso de suas organizações.

Há dois anos, cerca de 16% do orçamento de TI estava fora dos departamentos de TI. Atualmente esse índice é de 17%, o mais elevado em comparação a outros países, especialmente em relação à Bélgica, com 10%.

As áreas que mais demandam apoio nas organizações brasileiras são gerenciamento de relacionamento com o cliente e estratégias de marketing e digital (45% cada uma) e Pesquisa & Desenvolvimento (38%). A maioria ( 77%)  das grandes organizações no Brasil possui, ou planeja adotar, uma abordagem “multi-speed” para iniciativas que dependem de tecnologia. 

Aquelas que já usam ou adotaram uma abordagem “multi-speed” tiveram como motivação a resposta às pressões das unidades de negócios demandando a adoção do método (62%); a busca de maior agilidade para a organização (51%) e a aceleração do “time-to-market” (44%). 

Além disso, conhecimentos relativos a SDN, inovação e nuvem são as maiores lacunas dentro dos departamentos de TI no Brasil, de acordo com 72% dos entrevistados. Também há lacunas no que diz respeito a consultoria para outras áreas do negócio e segurança (69% em cada uma).

Sobre a pesquisa 
O relatório BT CIO report 2016, ‘The digital CIO’ foi realizado em março de 2016 pela Vanson Bourne,  A pesquisa engloba entrevistas de 1030 executivos seniores de TI trabalhando em multinacionais de 11 países (Alemanha, Austrália, Bélgica, Brasil, Cingapura, Espanha, EUA, França, Holanda, Irlanda e Reino Unido), e informações de especialistas em tecnologia e consultoria da BT.

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