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Transformação Digital eficiente exige diferentes sabores de multicloud

Multicloud dá liberdade à transformação digital, otimização de custos, além de aumentar a eficiência operacional

Por Josué Vidal*

19/09/2019 às 12h33

Foto: Shutterstock

As tecnologias exponenciais estão modificando a nossa produtividade, modelos de trabalho, nos fazendo evoluir com rapidez em diversos tópicos de ordem profissional e pessoal e nos possibilitando a abertura a novos modelos de negócios e serviços. E isso significa muito mais do que transportar o universo físico para o digital.

É nesse contexto de transformação digital que a computação em nuvem - ou cloud computing - ganha cada vez mais relevância, auxiliando na otimização do desempenho dos negócios e alcançando resultados ainda melhores.

Hoje já podemos contar com diversas soluções e interações que se mostram essenciais para acelerar e escalar os projetos de disrupção. A multicloud, por exemplo, que consiste na utilização de mais de uma nuvem ao mesmo tempo, se destaca.

Essa prática permite que a transformação digital seja livre, já que não existe uma única plataforma para armazenar os dados, o que gera benefícios como a otimização de custos, melhoria de desempenho e redução de riscos de indisponibilidade, aumentando a eficiência operacional. Dentro deste universo, classificamos seis direcionamentos da arquitetura de multicloud:

1. Cloudification

É a transferência de dados para os serviços de nuvem da web desafogando o datacenter central de uma empresa. O principal benefício da cloudfication é a melhoria no time to market (período de tempo necessário entre a criação de um produto ou serviço e sua disponibilização para venda). Já a dificuldade, por sua vez, é a complexidade na integração entre as plataformas. Um exemplo é quando uma empresa faz campanhas de contratação, os currículos recebidos pelo website ou portal ficam armazenados em um serviço de storage numa das plataformas de nuvem.

2. Multicloud Relocation

É a reorganização de aplicações em nuvem. Os benefícios da realocação são a melhoria na disponibilidade em várias plataformas e a liberdade para a utilização dos serviços de diversos fornecedores. A desvantagem, entretanto, está na arquitetura das aplicações, pois não são todas que possibilitam a realocação. Exemplo: quando a arquitetura da aplicação permite que uma empresa migre uma aplicação para a nuvem.

3. Multicloud Refactor

Caracteriza-se quando uma aplicação é modificada para que seja implantada em várias plataformas de nuvem. As vantagens desta opção são a escalabilidade, o desempenho otimizado, a variedade de alternativas de implementação em mais de uma nuvem e a agilidade na resposta às possíveis mudanças de negócios ou de tecnologias. O desafio é a modernização das aplicações, sendo que estruturas muito antigas não permitem modificação. Exemplo: quando a arquitetura da aplicação não permite uma migração lift-and-shift para nuvem, e desta forma são aplicados ajustes e correções na aplicação para permitir que alguns módulos da aplicação sejam migrados para mais de uma plataforma de nuvem.

4. Multicloud Rebinding

Uma aplicação é armazenada parcialmente em vários ambientes de nuvem e continua a funcionar usando a implantação secundária quando há uma falha com a plataforma principal. Com este direcionamento, o tráfego pode ser reorientado, impulsionando a capacidade do sistema ao máximo. Porém, não há garantia total de disponibilidade do serviço nesta opção, podendo haver inatividade. Exemplo: uma aplicação publicada em duas plataformas de nuvem.

5. Multicloud Rebinding com Cloud Brokerage

Funciona de maneira similar ao Multicloud Rebinding, com a diferença de que há serviços de correção na nuvem em caso de falha na plataforma principal. Exemplo: quando muitas pessoas acessam uma mesma aplicação simultaneamente, fazendo com que essa aplicação pare de responder. Uma ação para mitigar isso em empresas é planejar, previamente, todas as iniciativas digitais, antes de lançar campanhas online.

6. Multicloud Modernization

É a mudança da arquitetura da aplicação, modernizando-a. É necessário entender os componentes da aplicação, dividi-la em múltiplos componentes e redistribuí-los em mais de uma plataforma de nuvem. A redução dos custos e manutenção do que se é compartilhado, nesta opção, são os grandes benefícios, mas o processo de modernização das arquiteturas é trabalhoso. Exemplo: quando a empresa decide reavaliar toda a arquitetura da aplicação com o objetivo de criar uma nova arquitetura utilizando os serviços da nuvem.

Conclusão

Investir em multicloud, portanto, é apostar nos benefícios que a nuvem apresenta, levando em consideração a inovação que essa tecnologia proporciona aos negócios. A boa prática mais importante, contudo, é o conhecimento sólido das propriedades das arquiteturas de serviços disponíveis,
avaliando os desafios e prezando pela infraestrutura, segurança - algo bastante relevante, principalmente nos últimos meses, por causa da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), entre outros requisitos.

*Josué Vidal é arquiteto Sênior de soluções em Nuvem da GFT Brasil

 

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