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Transformação digital é acima de tudo uma mudança de cultura

Apesar dos desafios, empresas tradicionais priorizam a digitalização do negócio em suas pautas. TI e áreas de negócio alinhadas são fundamentais nessa jornada

Fabiana Rolfini

18/03/2018 às 18h59

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Muito mais que adotar novas tecnologias, a Transformação Digital envolve a reestruturação de processos e a quebra de paradigmas para absorção de uma nova cultura digitalizada. Com um novo mindset, muda também o papel da TI, de meramente operacional para o de evangelizadora, alinhada às áreas de negócios.

No Grupo Angeloni, rede de supermercados, farmácias e postos de combustível da região Sul, o processo de transformação digital é pauta de discussão prioritária para os próximos cinco anos, e é um grande desafio para a companhia, que completa 60 anos em 2018.

Segundo Gustavo Silveira Gaidzinski, CIO da Angeloni, as mudanças culturais de uma empresa familiar e que atua no mercado varejista, um setor tradicionalista, não são fáceis de serem implementadas. “Dos 10 mil funcionários, 70% deles não possuem contato algum com o digital, então será um projeto muito desafiador”, comenta.

Para Augusto Carelli, superintendente de TI da Confederação Nacional da Indústria (CNI), as empresas tradicionais ingressam na Transformação Digital de uma forma muito periférica e não conseguem, muitas vezes, atingir um modelo de negócio disruptivo. “Entendo que as empresas que nascem digitais saem à frente por já nascerem disruptivas, há um ganho efetivo neste processo”, afirma o executivo, que entrou na companhia para liderar a jornada rumo ao digital.

Proximidade com o negócio
Ambos os executivos ressaltam que a Transformação Digital só será bem-sucedida em uma organização se a TI estiver alinhada com as demais áreas de negócio. No entanto, nem todos os colaboradores entendem a necessidade dessa integração. O papel da TI, portanto, é o de virar a chave.

Ronaldo Ribeiro, gerente de TI e telecom da Cenibra, acrescenta que esse é um dos desafios enfrentados na corporação, que tem se inserido na indústria 4.0 com projetos em IoT e cloud, com apoio consultivo do Gartner. “Ainda há dificuldade de compreensão dessas transformações por alguns departamentos, que são opositores ao processo”, declara.

Segundo ele, a TI da Cenibra atualmente foca em automatizar ao máximo os processos pelo uso das tecnologias, retirando as ações puramente manuais, e oferecendo as áreas de negócio ferramentas mais colaborativas que tragam maior rendimento em suas ações do dia a dia.

Transformaçãodigital

CIO como protagonista
Nessa jornada, o CIO tem papel fundamental, tanto por sua proximidade e especialidade com a tecnologia, como pela sua ampla visão do negócio como um todo, o que abre um leque de estratégias que contribuam no sentido inovador e de ganhos financeiros.

“O CIO é o principal responsável por alavancar essas mudanças, ele tem o poder de convencimento para os demais gestores dentro da empresa”, salienta Ribeiro. Para ele, uma boa estratégia neste sentido é pensar em tecnologias que trazem resultados mais rápidos, pois elas fundamentam as justificativas para os próximos projetos.

Gaidzinski, do Grupo Angeloni, acrescenta que o CIO é o responsável por iniciar o processo de transformação digital em uma empresa, mas não necessariamente em terminá-lo. “As áreas de negócio, alinhadas ao time de TI, são aptas a dar continuidade e desfecho aos projetos”, finaliza.

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