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Tráfego global de dados móveis aumentará sete vezes entre 2016 e 2021

Serão 49 exabytes por mês em 2021, gerados por 11,6 bilhões de dispositivos conectados no mundo, segundo projeções da Cisco para os próximos 5 anos

Da Redação

07/02/2017 às 11h41

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A Cisco divulgou esta manhã os resultados do Visual Network Index (VNI) Mobile, estudo global que apresenta as projeções de crescimento mundial do
tráfego móvel (das conexões 2G até às 5G), incluindo tráfego de vídeo e as conexões por dispositivos
móveis, demanda por redes WiFi e conexões máquina-a-máquina, entre
outras.

Os resultados apontam para um tráfego sete vezes maior que o atual em cinco anos, atingindo 49 exabytes por mês até 2021 (um exabyte equivale a um bilhão de gigabytes e a mil petabytes). O que dará um tráfego  total anual de 587 exabytes, equivalente a 122 vezes mais do que todo o tráfego móvel global gerado apenas 10 anos antes, em 2011, e 131 trilhões de imagens (por exemplo, MMS).

Haverá 11,6 bilhões de dispositivos conectados no mundo, incluindo os módulos M2M, superando a população mundial projetada para época ( de 7,8 bilhões de pessoas).

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Segundo o estudo, até 2021, a população global terá mais telefones celulares (5,5 bilhões) do que contas bancárias (5,4 bilhões), água canalizada (5,3 bilhões) e telefones fixos (2,9 bilhões).  

Quase três quartos de todos os dispositivos conectados à rede móvel serão dispositivos "inteligentes".  E a grande maioria do tráfego móvel de dados (98 por cento) será originado desses dispositivos. 

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A explosão do volume de aplicações móveis e a adoção de conectividade móvel pelos usuários finais estão impulsionando o crescimento do 4G, que logo será seguido pelo crescimento do 5G. A previsão da Cisco e de outros especialistas da indústria é de implantações em larga escala de infraestruturas de 5G com início até 2020. “As operadoras de telefonia móvel precisarão contar com recursos inovadores para proporcionar alta velocidade, baixa latência e provisionamento dinâmico que se esperam das redes 5G para acompanhar as novas tendências de serviços móveis com crescentes demandas dos assinantes e de aplicações de IoT”, explica Hugo Baeta, diretor do segmento de operadoras da Cisco Brasil. 

A Cisco projeta que as redes 5G serão responsáveis por 1,5% do tráfego total de dados móveis até 2021 e gerarão 4,7 vezes mais tráfego do que a conexão média 4G e 10,7 vezes mais tráfego do que a conexão média 3G.

As velocidades de conexão da rede móvel aumentarão três vezes em 2021 . A velocidade média de 6,8 Mbps em 2016 atingirá 20,4 Mbps em 2021. As conexões 4G, que hoje respondem por pouco mais da metade  do tráfego total( 53%) serão 74% (quase o dobro do tráfego gerado por conexões 3G).

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O smartphone médio irá gerar 6,8 GB de tráfego por mês em 2021, um aumento de quatro vezes em relação à média de 2016  (de 1,6 GB por mês). Significa dizer que em 2021, o tráfego agregado de smartphones será sete vezes maior do que é hoje, com um CAGR de 48 por cento. 

O vídeo móvel aumentará 9 vezes entre 2016 e 2021, representando 78% do tráfego total de dados móveis até o final do período de previsão. O vídeo móvel ao vivo crescerá 39 vezes entre 2016 e 2021, respondendo por 5% do tráfego total de vídeo móvel em cinco anos. No Brasil, o tráfego de vídeo móvel crescerá 6,8 vezes entre 2016 e 2021, uma taxa de crescimento anual de 47%.

A Cisco estima ainda que haverá 929 milhões de dispositivos wearable no mundo, um crescimento de quase três vezes em relação ao total de 325 milhões em 2016. Globalmente, o número de dispositivos wearable com conexões de celulares incorporadas chegará a 69 milhões até 2021 — acima do patamar de 11 milhões em 2016. No Brasil, o número de dispositivos werable será de 15 milhões até 2021 – em 2016 eram 5 milhões. E o tráfego M2M no País crescerá 11 vezes entre 2016 e 2021, uma taxa de crescimento anual de 63%. 

Crescimento em Realidade Virtual (RV) e Realidade Aumentada (RA)
Aplicações de realidade virtual estão se somando à adoção de wearables, tais como headsets. O volume de headsets de RV vai crescer de 18 milhões em 2016 para aproximadamente 100 milhões até 2021 — um crescimento de quase cinco vezes. Globalmente, o tráfego de RV vai crescer 11 vezes, de 13,3 petabytes/mês em 2016 para 140 petabytes/mês em cinco anos, e o tráfego de RA vai crescer sete vezes entre 2016 e 2021, de 3 petabytes/mês em 2016 para 21 petabytes/mês.

Mais dados sobre as Redes Móveis em 2016
O tráfego global de dados móveis cresceu 63% em 2016 , atingindo 7,2 exabytes por mês no fim do ano contra 4,4 exabytes por mês no final de 2015.

Significa que o tráfego de dados móveis cresceu 18 vezes nos últimos 5 anos . As redes móveis transportaram 400 petabytes por mês em 2011.

O tráfego de quarta geração (4G) representou 69% do tráfego móvel em 2016 . Embora as conexões 4G representassem apenas 26% das conexões móveis em 2016, elas já representavam 69% do tráfego de dados móveis, enquanto as conexões 3G representavam 33% das conexões móveis e 24% do tráfego. Em 2016, uma conexão 4G gerou quatro vezes mais tráfego em média do que uma conexão 3G.

O offload móvel superou o tráfego celular em uma margem significativa em 2016; 66% do total de tráfego de dados móvel foi descarregado para a rede fixa através de WiFi ou femtocell. No total, 10,7 exabytes de tráfego de dados móveis foram descarregados para a rede fixa a cada mês.

Quase meio bilhão (429 milhões) de dispositivos móveis e conexões foram adicionados em 2016 . Os smartphones representaram a maior parte desse crescimento, seguido pelos módulos M2M. Os dispositivos móveis mundiais e conexões em 2016 cresceram para 8,0 bilhões, ante 7,6 bilhões em 2015.

Globalmente, os dispositivos inteligentes representaram 46% do total de dispositivos móveis e conexões em 2016; eles representaram 89% do tráfego de dados móveis. Para os propósitos deste estudo, "dispositivos inteligentes" referem-se a conexões móveis que possuem capacidades avançadas de multimídia / computação com um mínimo de conectividade 3G. Em 2016, em média, um dispositivo inteligente gerou 13 vezes mais tráfego do que um dispositivo não inteligente .

As velocidades de conexão da rede móvel (celular) cresceram mais de 3 vezes em 2016 . Globalmente, a velocidade média de downstream da rede móvel foi de 6,8 Megabits por segundo (Mbps), acima de 2,0 Mbps em 2015.

O tráfego de vídeo móvel representou 60% do tráfego total de dados móveis no ano passado. O tráfego de vídeo móvel agora representa mais de metade de todo o tráfego de dados móveis.

O uso médio de smartphones cresceu 38% . O volume médio de tráfego por smartphone foi de 1.614 MB por mês, ante 1.169 MB por mês em 2015. Os smartphones (incluindo os phablets) representavam apenas 45% do total de dispositivos móveis e conexões, mas representavam 81% do total do tráfego móvel . O smartphone típico gerou 48 vezes mais tráfego de dados móveis (1.614 MB por mês) do que o típico celular básico (que gerou apenas 33 MB por mês de tráfego de dados móveis).

Em 2016, havia 325 milhões de dispositivos usáveis ​​(um sub-segmento da categoria máquina-máquina [M2M]) . Destes, 11 milhões de wearables tinham conexões celulares embutidas.

O uso de dados por proprietários de dispositivos iOS (smartphones e tablets)  ultrapassou a de uso de dados de dispositivos móveis Android. Até o final de 2016, o consumo médio de iOS excedia o consumo médio de Android na América do Norte e Europa Ocidental, onde o uso do iOS era de 4,8 GB por mês e o Android era de 3,2 GB por mês.

Além disso, 43% dos dispositivos móveis eram potencialmente compatíveis com IPv6 . Essa estimativa é baseada na velocidade de conexão de rede e na capacidade do sistema operacional.

O número de tablets conectados por dispositivos móveis aumentou 26% para 184 milhões, e o número de PCs conectados a dispositivos móveis aumentou 8% para 136 milhões. O  tráfego médio de dados móveis por PC / Tablet foi de 3.392 MB por mês, comparado a 1.614 MB por mês por smartphone.

Já o uso médio de featurephones aumentou para 33 MB por mês em 2016, comparado a 23 MB por mês em 2015. Os aparelhos básicos ainda representam 47% dos aparelhos da rede.

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