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Testar deve ser rotina em uma cultura de design centrada no usuário

Para atingir uma experiência satisfatória e positiva, o teste precisa ser constante, porém nem sempre é fácil

Caroline Zambon *

10/10/2018 às 7h28

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Foto:

Em uma cultura de design centrada
no usuário é de grande importância que as pesquisas sejam realizadas
durante toda a jornada que compreende o desenvolvimento de um projeto. Neste
contexto, os testes precisam ser constantes na rotina de quem trabalha na área
de User Experience (UX) para obter uma interação, que, por sua
vez, irá gerar uma experiência considerada (ou não) satisfatória. 

Todas as possibilidades levantadas no desenho
da interface, quando testadas desde o início, contribuem para saber que
caminhos devem ser seguidos para chegar a soluções que estejam o mais próximo
possível da realidade de quem usará o produto ou a aplicação, por exemplo.

De acordo com os pesquisadores Jakob Nielsen
e Donald A. Norman, é preciso criar soluções e funcionalidades
simples, explorar o poder das limitações de telas e
cliques e validar as métricas de usabilidade. Ou seja,
deve-se estar sempre um passo à frente do erro do usuário. 

E por que isso é importante? Ao desenvolver
algo, o profissional de UX cria uma ideia abstrata de usuário,
baseando-se em um recorte pessoal da realidade a partir de suas próprias
concepções. Afinal, pode-se afirmar que não é tão fácil imaginar como outras
pessoas poderiam interagir com este ou aquele produto.

Então, neste contexto, só depois
de conversar com o público-alvo do projeto e realizar testes de
usabilidade, observando como os usuários reais irão utilizar, por exemplo, um
aplicativo, é que os profissionais de UX conseguem entender melhor as
necessidades (e os desejos) de cada um.

Além disso, também é muito importante
envolver as demais áreas da empresa na construção do produto:
desenvolvedores, Customer Experience, comunicação, departamento
jurídico, financeiro, tecnologia, infraestrutura e diretoria. Dessa
maneira, poderão elaborar uma jornada mais próxima do que foi imaginado para
tal utilização.

Vale ressaltar que, apesar dos feedbacks que
serão obtidos a partir de entrevistas com usuários e testes de usabilidade,
algumas surpresas ainda poderão surgir. São situações que ajudarão o
profissional da área a ter os insights necessários para
corrigir os indesejáveis problemas que, até então, não foram pensados e/ou
identificados. 

UX

Tais premissas estão diretamente ligadas à
máxima da área: realizar testes é sinônimo de não “perder dinheiro”. Aplicá-los
ainda em protótipos será primordial para saber se o desenvolvimento do produto
está no caminho certo daquilo que está sendo seguido.

Como se pode perceber, isso será essencial
para evitar tanto os indesejáveis retrabalhos no desenvolvimento que,
por sua vez, já estarão codificados, como também será muito valioso para saber
o que funciona e, principalmente, o que não funciona em algo que teve, ou não,
o seu devido sucesso.

 

(*) Caroline
Zambon é gerente de User Experience do pag!

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