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Realidade Virtual e lentes de contato inteligentes: futuro ou realidade?
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Realidade Virtual e lentes de contato inteligentes: futuro ou realidade?

Ainda acredito que veremos a utilização das lentes inteligentes como algo natural e o uso da Realidade Aumentada será como uma extensão do nosso próprio corpo

Luiz Alexandre Castanha *

03/06/2017 às 18h32

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Foto:

Se quando você pensa em Realidade
Virtual, imagina algo em um futuro distante, tenho uma novidade para contar: você
está atrasado. A Realidade Virtual e a Relidade Aumentada já formam um mercado que
movimenta 5,2 bilhões de dólares por ano. Os grandes nomes da tecnologia, como Google e
Facebook, já estão aplicando a Realidade Virtual nos seus novos negócios e a
expectativa é que, em 2020, essas tecnologias movimentem cerca de 162 bilhões
de dólares, segundo dados da consultoria IDC.

Felizmente, o mercado brasileiro já
mostra sinais de que está atento à nova tendência. Há algumas semanas, tive a
oportunidade de participar de um painel sobre o assunto, com representantes das empresas Samsung, Qualcomm e mobCONTENT
e Beenoculus, sendo que todas já estão apostando nessa tecnologia.

Dos grandes players, o Google talvez tenha sido um dos mais ousados, arrisco
dizer. Todos devem lembrar do Google Glass, óculos de Realidade Aumentada, que
apesar de muito interessante, enfrentou uma certa rejeição do público. Na
verdade muitas pessoas queriam utilizá-lo e gostaram de como ele funcionava.
Mas o gadget causava um certo medo
nas pessoas ao redor, que ficavam com medo da possibilidade de estarem sendo
gravadas.

Apesar de funcionarem bem, a
tecnologia da Realidade Virtual já vê os óculos inteligentes como uma etapa ultrapassada. Hoje a pesquisa gira em torno das lentes de contato inteligentes. Elas
seriam muito mais práticas, discretas e possibilitariam experiências em
primeira pessoa muito mais realistas.

Quem assistiu a série Black Mirror
deve ter se lembrado do episódio “The Entire History of You”, que apresenta uma
realidade na qual praticamente todos os seres humanos (inclusive os bebês)
possuem um implante atrás da orelha conectado com uma espécie de lente de
contato, que grava os acontecimentos da sua vida, ininterruptamente. Nele, o
uso da lente é visto como algo tão natural que o único personagem que não tem isso
desperta curiosidade (e até mesmo, certa rejeição) nos demais. Ainda não
estamos nesse patamar, mas imaginando todas as possibilidades, acredito que
podemos chegar a uma realidade semelhante. 

Nunca a tecnologia evoluiu com
tamanha velocidade, por isso devemos ficar atentos a tudo o que está surgindo.
E para cada problema, existe alguém com uma solução. No caso das lentes de
contato inteligentes, existem vários questionamentos sobre como ela seria
carregada, já que é um dispositivo eletrônico que precisa de energia, como
todos os outros. Alguns especialistas afirmam que poderiam utilizar a energia
motora para carregar uma espécie de “mini bateria”. Em outras palavras, a cada
piscada, um pouquinho de energia seria gerado e conseguiríamos manter as lentes
em funcionamento sem maiores problemas.

lenteinteligente

Podemos imaginar o dispositivo
sendo utilizado para ajustar a visão, reunir informações sobre a saúde do
usuário, inserir elementos digitais no nosso campo de visão (no caso da Realidade
Aumentada) ou ainda criar uma realidade totalmente virtual e nos permitir
interagir com ela.

As duas primeiras possibilidades já
existem e estão muito próximas da população. Uma empresa já possui lentes de
contato multifocais que usam tecnologia similar a de uma câmera fotográfica
para ajustar o foco e a recepção de luz nos olhos e ajustar com o cérebro. Outra
comercializa lentes inteligentes que são capazes de acertar a visão de pessoas
daltônicas, fazendo que elas enxerguem as cores normalmente. Esses dois
produtos são alguns exemplos do que já temos acesso. E esse é só o primeiro
passo para a Realidade Virtual e Aumentada.

Ainda acredito que veremos a
utilização das lentes inteligentes como algo natural e o uso da Realidade
Aumentada será como uma extensão do nosso próprio corpo. Eu entendo que parece
futurista afirmar isso, mas tenho certeza de que essas tecnologias serão
consideradas algo comum em muito pouco tempo. Um caminho que considero
extremamente positivo é unir essas tecnologias com a educação. Imagine como
será muito mais interessante aprender sobre História, Química ou Geografia
vivenciando os momentos mais importantes do assunto em questão. Ou como uma
empresa poderá realizar treinamentos corporativos muito mais eficazes para seus
funcionários. As possibilidades são infinitas.

 

(*) Luiz Alexandre Castanha é administrador de Empresas com especialização em Gestão de Conhecimento e Storytelling aplicado à Educação

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