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Quatro tendências preocupantes de segurança para 2017

O ano que vem promete ser ainda mais agitado quando o assunto é a proteção tecnológica

Vanja Svajcer *

25/11/2016 às 9h09

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Foto:

O futuro próximo das ameaças cibernéticas de segurança é
preocupante. Com o aumento no poder da tecnologia e a invenção de novos
modelos e dispositivos, hackers e governos aproveitam para criar novos
ataques em prol de seus interesses. 2017 promete ser um ano agitado
quando o assunto é proteção tecnológica. Abaixo, eu listo quatro
tendências preocupantes para o futuro e que devemos ficar bastante
atentos.

1. Ataques usando IoT se tornarão mais comuns:
embora mais recursos de segurança sejam integrados a dispositivos de
IoT em 2017, tornando o modelo mais seguro, um número maior de aparelhos
será usado como plataforma para disseminar ameaças direcionadas e
ataques DDoS. Os sensores que permitem que a tecnologia funcione, com
seu poder computacional limitado, tem sua segurança muito dependente dos
fabricantes e, por conta do acesso restrito ao estado do sistema, é
difícil de detectar ataques bem-sucedidos. Assim, em 2017 veremos mais
hackers focando no comprometimento desses aparelhos.

2. Bancos no alvo:
em 2017, veremos um aumento no número de ameaças relatadas em serviços
bancários e violações em seus sistemas. Após diversos relatórios sobre
grandes ataques bem-sucedidos às plataformas de transação eletrônica
SWIFT em 2016, esperamos registrar um maior número de violações
semelhantes. O motivo é que os bancos passarão a detectar essas ameaças e
irão compartilhar suas descobertas com o mercado.

segurança

3. Ciberataques entre países com motivação política:
nações irão acusar umas as outras de motivar politicamente os
ciberataques em 2017. Após diversas grandes violações motivadas
politicamente em 2016 (como a invasão ao DNC), veremos um aumento dessas
ameaças conduzidas por superpotências cibernéticas mundiais. Esses
ataques provavelmente resultarão no vazamento de documentos e
informações confidenciais com o objetivo de comprometer a reputação da
vítima. No entanto, atribuir ataques a Estados também será cada vez mais
difícil e, provavelmente, veremos muitos hackers serem
responsabilizados incorretamente por Países que tem como finalidade
coletar informações políticas e negar a responsabilidade por suas
violações.

4. O poder dos DDoS na guerra:
O poder de fogo dos ataques DDoS em 2016 aumentou a níveis alarmantes,
permitindo que os hackers lancem ataques usando largura de banda na
escala de Tbps, exigindo proteção especializada – que pode ser fornecida
apenas por algumas poucas organizações no mundo. Em 2017, essa força de
DDoS cada vez maior será usada para atacar a infraestrutura de internet
de países inteiros para suportar ataques militares físicos. Com maiores
tensões militares em diversos lugares do mundo, é provável existam mais
ataques DDoS em 2017 dedicados a deixar países inteiros offline.

(*) Vanja Svajcer é gerente sênior de pesquisa de segurança da Hewlett Packard Enterprise