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Por que optar por novos modelos de sustentação de ambientes tecnológicos
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Por que optar por novos modelos de sustentação de ambientes tecnológicos

Na gestão da infraestrutura e dos serviços que garantem a manutenção da saúde operacional é preciso ir além de questões técnicas e tecnológicas

Eduardo de Oliveira Martinelli *

13/04/2017 às 9h27

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Foto:

Transformação e inovação são marcas registradas no mundo a
tecnologia. Sem dúvida, a TI assumiu papel estratégico por ser um vetor de mudanças
e de evolução em qualquer negócio, seja no setor privado, seja no setor
público. Por isso a boa governança digital exige um olhar atento não apenas às
novas tecnologias, mas também a metodologias e modelos que promovam
flexibilidade e agilidade na adaptação a novos ambientes e operações.

No caso da gestão da infraestrutura e dos serviços que garantem a
manutenção da saúde operacional é preciso ir além de questões técnicas e
tecnológicas. É preciso repensar modelos de prestação de serviços, buscando
formas de otimizar investimentos garantindo flexibilidade e elasticidade nas
contratações, de forma que a estrutura possa se adequar às necessidades do
negócio. Foi com essa linha de pensamento que a Agência Nacional de Energia
Elétrica - Aneel repensou completamente seu modelo de contratação de serviços
para a sustentação de ambientes tecnológicos.

Seguindo as
orientações da Instrução Normativa nº 4, da Secretaria de Logística e
Tecnologia da Informação, órgão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
(MPOG) responsável pelas políticas e orientação normativa das atividades no
Governo Federal, a equipe responsável pelo planejamento da contratação de
serviços buscou no mercado soluções que se adequassem a suas necessidades, ao
mesmo tempo que promovessem melhorias em todo o seu sistema de gerenciamento de
tecnologia da informação (TI).

A equipe de planejamento da contratação da agência detectou um diferencial no modelo proposto pela Hepta, de mudança de abordagem na contratação dos serviços de TI de forma a quantificar e
qualificar o esforço técnico e, assim viabilizar a evolução tecnológica. Ao se
apropriar desse novo conceito e personaliza-lo de acordo com as características
e necessidades institucionais, a Aneel conseguiu dar um salto na gestão dos
seus serviços.

O novo modelo de contratação de serviços de sustentação de
ambientes deixou de lado os cálculos baseados em hora/homem, horas de serviços
ou Unidades de Serviço Técnico (UST) e passou a considerar Pontos de Itens de
Configuração (PIC), termo esse cunhado pela Aneel. Isto é, cada item que compõe
o ambiente tecnológico da instituição, seja um servidor ou qualquer outro ativo
relevante do datacenter e rede (switches, sistema operacional, servidores
virtuais, etc), é utilizado para dimensionar o tamanho e complexidade do
ambiente a ser sustentado. Dessa forma, variações sazonais e evoluções do
ambiente são imediatamente detectadas de forma a quantificar e qualificar o
esforço técnico na gestão da operação e consequentemente na governança.

 infraestrutura

Na prática, a agência passou a remunerar a prestação de serviços
terceirizados de acordo com o tamanho e a relevância dos itens que compõem a
sua infraestrutura de datacenter e rede, aplicando de forma efetiva
metodologias reconhecidas no mercado como MGP-SISP e PMBOK para estimar e
avaliar o custo do suporte à implementação de melhorias no ambiente.

De acordo com Victor Hugo da Silva Rosa, Superintendente de Gestão
Técnica da Informação da Aneel, após cerca de um ano com esse novo modelo em
prática foi possível observar as seguintes melhorias:

·  Maior
proatividade da equipe da contratada na detecção e solução de problemas e na
pro­posição de novos procedimentos e, consequentemente, maior rapidez no
atendimento às demandas;

·  Diminuição
da recorrência de problemas, em face de ações preventivas;

·   Maior
estabilidade e disponibilidade e rapidez na atualização dos serviços;

·   Aumento
da eficiência na gestão e fiscalização do contrato, por parte da contratante;

·   Melhor
escalabilidade contratual, de acordo com a evolução da complexidade do
ambiente;

·  Redução
dos custos para a contratante e aumento da atratividade econômica para a contra­tada,
diante da melhor alocação dos profissionais altamente especializados entre
diferentes contratos.

Os resultados
positivos mostram o acerto da escolha e corroboram a importância da consulta ao
mercado como prática de governança. Ao trabalhar em sintonia com o mercado, a
Aneel atingiu um novo patamar de maturidade em seus processos, estabelecendo
uma contratação escalável e elástica, focada em suas necessidades de negócio,
ao mesmo tempo em que simplificou a fiscalização de contratos. Tudo de acordo
com a regulação da área e alinhada às tendências globais de inovação.

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