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Os principais fatores para o sucesso de uma nova era em cloud computing
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Os principais fatores para o sucesso de uma nova era em cloud computing

Empresas de todos os tipos aceleram adoção de cloud como elemento central de sua estratégia de TI. Mas e como fica a migração nos bastidores?

Marcos Paraíso*

10/10/2019 às 9h30

Foto: Shutterstock

Nos últimos 10 anos, cloud computing vem se tornando cada vez mais parte de nosso dia-a-dia. Inicialmente, percebíamos isso como consumidores em serviços de e-mail público ou armazenamento de dados pessoais na nuvem em ferramentas como BOX ou Google Drive.

Paralelamente, diversas startups foram criadas utilizando como base cloud computing. Como imaginar serviços como a Netflix, Uber, Airbnb, WhatsApp e tantos outros sem o advento de cloud? Além de aspectos como simplicidade de consumo, elasticidade de recursos e alcance mundial, o modelo financeiro de custos variáveis permitiu que estes serviços se tornassem viáveis e disponíveis ao redor do globo. São os modelos de negócio “born on the cloud” que, como o próprio nome diz, possivelmente não existiriam sem a nuvem.

Hoje, empresas de todos os tipos aceleram a adoção de cloud como um elemento central de sua estratégia de TI. Estima-se que até agora menos de 20% de suas aplicações foram migradas para cloud. Isso aponta para duas questões importantes:

1. A maior parte da transformação ainda está por vir;

2. Muitas das aplicações legado dependem de características de segurança, disponibilidade e desempenho que levam ao limite algumas das capacidades dos serviços de nuvem pública existentes hoje.

Entretanto, há um ponto pacífico: como qualquer tecnologia de sucesso, cloud computing está “desaparecendo”, se tornando onipresente. Deixamos de notar sua existência apesar de estar presente no nosso cotidiano, em um pedido de táxi em um app, na recomendação do filme que você irá assistir à noite ou até na reserva de passagens em suas merecidas férias.

Mas como isso funciona por trás das cortinas? O que permite que possamos nos esquecer de algo que é uma das principais bases de nossa sociedade digital?

Por trás dos bastidores

Não há mágica. Por trás de qualquer provedor de nuvem pública estão data centers, software, servidores, armazenamento e dispositivos de rede. Mas então, qual a diferença entre esse modelo e os data centers operados por muitas empresas?

Há algumas diferenças fundamentais. A primeira, é a escala. Os provedores de nuvem em hiper escala possuem volumes muitas vezes superiores aos empregados por qualquer empresa. Falamos de dezenas ou centenas de data centers interligados por redes de comunicações de dados robustas espalhadas pelos 5 continentes.

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Estima-se que um serviço de nuvem pública necessita de uma escala de 1 milhão de servidores para que possa começar a oferecer retorno sobre o investimento realizado. Essa gigantesca escala permite que os recursos sejam percebidos como “infinitos”, ou seja, os provedores trabalham diuturnamente para medir e crescer a sua capacidade instalada de forma equilibrada para atender as demandas quase imprevisíveis de volumes crescentes de usuários.

Já em data centers privados, as empresas necessitam constantemente realizar ciclos de planejamento de capacidade, aprovação de investimento e implantação de recursos. Tudo isso consome tempo e recursos e é comum a insatisfação com a demora e a qualidade dos serviços oferecidos, passando uma sensação de sempre haver um passivo de demandas por atender.

Outra diferença central é a extensiva automação do acesso aos serviços em nuvem. Um usuário solicita com um click serviços de cloud em qualquer localidade do mundo e isso simplesmente acontece. Para grande parte dos recursos a demora é de apenas alguns segundos ou minutos através de self-service e sem intervenção humana. Tudo é orquestrado por uma camada de software de controle do provedor que pode ser acessada por um portal ou por APIs públicas. Poucas empresas são capazes de replicar este feito internamente, mesmo em escalas limitadas e bem menores como nuvens privadas.

Finalmente, a localização é um fator chave. Os principais provedores de cloud realizam constantes investimentos para garantir que seus serviços estejam o mais próximo possível aos seus usuários. Aqui funciona uma equação que equilibra diversas considerações como potencial e crescimento de cada mercado, localização geográfica além de temas como regulação e custo de fazer negócios em uma localidade. Quantas empresas conseguem atingir a este tipo de alcance global?

Para onde vão os 80%?

Como mencionado anteriormente, a adoção de cloud pelas empresas se acelera e ainda está apenas começando. O IDC estima que até 2023 mais de 50% dos investimentos de TI das empresas será empregado no consumo de cloud pública*, o que demonstra o movimento por vir. Mas quais os fatores principais para o sucesso neste novo capítulo de cloud computing?

1. Flexibilidade de implantar aplicações em qualquer modelo, seja ele local ou em um provedor de cloud pública ou qualquer combinação destes elementos;

2. Tecnologias abertas para garantir acesso a rápidos ciclos de inovação, múltiplos provedores e evitar situações de dependência de tecnologias proprietárias;

3. Segurança que permita garantir proteção horizontalmente na infraestrutura implantada em diversos provedores e ambientes;

4. Disponibilidade e resiliência através do uso de provedores de cloud que ofereçam características como múltiplas zonas de disponibilidade e aplicações capazes de operar de forma distribuída em regime multicloud;

5. Transparência de uso, gestão e governança em numa nova realidade onde uma aplicação ou serviços de negócio podem estar em infraestrutura própria, um ou múltiplos provedores de cloud pública.

Finalmente, há um fator que algumas vezes pode ser crítico que é localização. Embora os serviços de cloud pública sejam projetados para consumo em qualquer local do planeta e sejam oferecidos a partir de centros de dados estrategicamente situados, a localização dos mesmos é muitas vezes um fator crítico para migração para cloud. Alguns dos motivos podem ser regulação, quando somente se pode utilizar um dado em um país, latência, gravidade dos dados ou mesmo políticas internas de localização dos dados das próprias empresas.

Tudo isso dá uma dimensão das mudanças que estão por vir nos próximos anos e a consequente corrida do ouro por profissionais qualificados e líderes capazes de entender esta nova dinâmica. Uma coisa é certa, o relevo de TI no mundo e no Brasil irá se transformar profundamente nos próximos anos.

*Marcos Paraíso é executivo de Watson & Cloud Platform IBM Brasil

 

 

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