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O que a tecnologia tem a dizer sobre como será o mundo no pós-pandemia
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O que a tecnologia tem a dizer sobre como será o mundo no pós-pandemia

Quarentena imposta pelo coronavírus posicionou a TI para assumir um papel de protagonismo, pelo qual tem lutado há alguns anos

Renato Costa*

04/09/2020 às 14h00

Foto: Adobe Stock

Começo dizendo que não gosto do termo “novo normal”. Embora a Covid-19 tenha colocado todos à prova, introduzindo novos modos de trabalho, nova rotina familiar, nova mobilidade, tudo isso foi consequência da evolução tecnológica dos últimos anos, e não aconteceu em março de 2020. É fruto de inovação e criatividade, atrelados a uma mudança cultural importante, com a maior relevância da área de TI nas grandes empresas.

Ao longo dos últimos anos, a área da tecnologia da informação foi vista como uma área de apoio e uma área facilitadora. Embora sirva como uma ponte para levar outro olhar à condução de processos, ao relacionamento com os clientes, à integração entre os canais, e muitas outras atividades, ainda assim era uma área de apoio e não uma condutora de estratégia corporativa. O que a quarentena imposta pelo coronavírus fez foi posicionar a TI para assumir um papel de protagonismo, pelo qual tem lutado há alguns anos. Isso não quer dizer que a área se tornou mais importante ou melhor do que qualquer outra, isso não! A questão é que tudo o que vem sendo construído ao longo das últimas décadas, pela revolução da internet, se tornou vital para a viabilização de novos modelos de negócios e sobrevivência dos já existentes, numa intensidade incrível neste período que estamos vivendo.

As healthtechs (empresas digitais do ramo de saúde) são um exemplo deste novo cenário e, não por acaso, estão conquistando espaço na pandemia da Covid-19, com investimentos que chegaram a US$ 52 milhões neste ano (até junho), segundo a consultoria Distrito, e que representam um volume 37% maior do que todo o ano de 2019. Mas por quê, se a digitalização não é algo novo? O fato é que a Covid-19 fez uma revolução no mundo dos negócios, o que mexeu com a economia, o trabalho, as relações e, em consequência disso, com todas as empresas do mundo. Bill Gates diz algo que explicita bem esse momento. Ele diz que enxerga dois tipos de empresas no mundo moderno: “As que fazem negócios pela internet e as que deixarão de existir”. Essa frase é fortíssima, e foi esse tipo de crença que fez com que todo tipo de negócio buscasse na tecnologia os novos rumos. Faz sentido, já que a tecnologia da informação, a TI, está em tudo, desde o acesso a um e-mail ou a uma reunião virtual, até o compartilhamento de arquivos. Mas não só. Isso explica porque as cinco empresas mais valiosas do mundo são de tecnologia.

O pulo do gato no entendimento desse indicador é que não são empresas que vendem tecnologia, mas sim que pensam tecnologia. Costumo dizer que as empresas do futuro são as que conseguiram digitalizar todo seu o ciclo de valor - da criação ao pós venda, passando por produção, venda, relacionamento com cliente, marketing e RH. Processos internos e externos regidos por gente competente e fazendo acontecer por meio da tecnologia. Assim fica mais fácil de entender - e visualizar, de certa maneira - como a área de TI conseguiu se destacar, tornar-se protagonista e, melhor ainda, transformar-se em uma aliada no combate à Covid-19.

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Num cenário em que as pessoas não podem se encontrar, mas precisam continuar comendo, se vestindo, se medicando, etc., nada melhor do que a tecnologia para viabilizar esse processo. Mas e agora, o que muda? Como esse protagonismo de TI impacta nas demais áreas? Com a rapidez das mudanças, a tendência é a tecnologia ser cada vez mais utilizada como serviço, possibilitando a mudança de soluções rapidamente. Uma prova disso é a adoção da telemedicina e da teleorientação odontológica, em caráter emergencial, para que os pacientes pudessem tirar dúvidas, receber orientações e até mesmo ter um atendimento médico sem sair de casa.

Também percebo a digitalização avançando nos negócios, com descentralização da tecnologia e cada área assumindo o protagonismo no redesenho dos processos. Nas relações de trabalho, a tecnologia mostra que é chegado o fim da era de “comando e controle”. O home office vem mostrando que é possível aumentar produtividade sem fiscalização do serviço. E, nesse novo modelo, TI se torna protagonista e facilitadora ao mesmo tempo, permitindo que todos desempenhem as suas atividades com os recursos necessários, estimulando a autonomia e a geração de profissionais autogerenciáveis.

Além disso, a produção automatizada (3D), o comércio digital e os serviços de delivery devem ter um crescimento bastante expressivo. Já na interação entre as pessoas, principalmente quanto a eventos e treinamentos, entendo que na sociedade pós-pandemia o virtual deve prevalecer por um tempo. E tudo isso gera a necessidade de investimentos em segurança digital, para a proteção de dados e pessoas.

Por fim, como isso impacta o profissional do futuro? Entendo que a capacitação em TI, mesmo que de forma informal ou complementar, será imprescindível para profissionais ou empreendedores de qualquer área ou ramo. O melhor profissional de RH, Finanças, Marketing, ou de qualquer outra área, será aquele que, além de ser mestre no seu processo, consiga aplicar a tecnologia, tornando os processos mais eficientes e digitais.

Mas é claro que essas são expectativas, baseadas em minha experiência no mercado de tecnologia. A única certeza que temos é que este momento sem precedentes está criando um novo mundo, corporativo e público, de bem estar, saúde, cultura e tecnologia. E quem souber aproveitar, sem passividade, estará vivo no mundo pós Covid-19. A tecnologia está aí para ajudar a todos, agora com mais protagonismo do que antes.

*Renato Costa é CIO da OdontoPrev, empresa líder em planos odontológicos na América Latina

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