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O que a pandemia ensinou sobre cibersegurança às empresas?
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O que a pandemia ensinou sobre cibersegurança às empresas?

Para além da tecnologia, principal elo da segurança de dados são as pessoas; Ações de conscientização são imprescindíveis

Rafael Variz*

26/02/2021 às 14h29

Foto: Adobe Stock

O ano de 2020 foi transformador para o mundo dos negócios. Com a chegada da pandemia do novo coronavírus, organizações ao redor do mundo precisaram readequar seus modelos de trabalho e pensar em estratégias para garantir sustentabilidade, produtividade e segurança para seus profissionais. A implementação do trabalho remoto em caráter urgente virou alternativa para muitas companhias que tiveram que fechar seus escritórios e passaram a operar à distância para manter seu funcionamento.

Com esse cenário, uma preocupação que já era frequente para as empresas ganhou ainda mais atenção: o risco de ataques cibernéticos e vazamento de dados sensíveis. Um levantamento realizado pela HLB Internacional, identificou que 63% dos profissionais de TI ouvidos afirmaram que, desde o início da crise sanitária, a empresa mudou algo em suas estratégias e protocolos de segurança com o objetivo de evitar e mitigar problemas. Apesar disso, o relatório apontou que 58% das organizações não estavam preparadas para o home office.

Por passarmos por uma transformação digital forçosa e repentina, apesar de muitas organizações terem seus protocolos de segurança da informação implantados, ainda não há um preparo para garantir um ambiente remoto totalmente seguro. Se olharmos para o mercado local, vemos a fragilidade enfrentada em relação a esse tema, pois o país ocupa o primeiro lugar em ataques cibernéticos da América Latina.

Recentemente recebemos no Brasil a notícias do chamado mega vazamento, uma exposição de mais de 223 milhões de CPFs, CNPJs, salário, entre outros dados de brasileiros, cuja origem ainda é desconhecida. Dados da Kaspersky, empresa de cibersegurança, reforçam essa fragilidade e colocam o Brasil com maior porcentagem de ataques ransomwares ─ softwares maliciosos utilizados por criminosos para sequestrar dados e exigirem pagamento de resgate em troca do retorno destas informações.

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O país registrou 49,69% dos ataques, seguido por México com 22,57% e Colômbia com 8,07%. Nesse sentido, recebemos no Brasil recentemente a notícia do chamado “mega vazamento”, cujo efeito foi a exposição de mais de 223 milhões de CPFs e outros dados de brasileiros, e cuja origem ainda é desconhecida.

Ainda segundo os estudos, o trabalho remoto potencializou ataques de força bruta (Brute Force Attacks) conduzidos ao Remote Desktop Protocol (RDP), ferramenta de acesso à distância para postos de trabalho ou servidores, registrando um crescimento de 333% em relação aos primeiros meses de 2020. Esse tipo de invasão tem como foco descobrir o nome dos usuários e senha para acessar o RDP e conseguir acesso remoto ao computador.

Com todos esses gargalos, é imprescindível que as empresas contem com uma equipe técnica especializada para monitorar constantemente seus ambientes tecnológicos e implementar controles para mitigar possibilidades de riscos cibernéticos. Além disso, é importante salientar que o principal elo da segurança de dados são as pessoas. Portanto, ações de conscientização de colaboradores quanto ao que e como compartilham informações são imprescindíveis.

*Rafael Variz é sócio e líder de serviços de TI da HLB Brasil

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