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Qual é o significado da Internet das Coisas para CIOs?
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Qual é o significado da Internet das Coisas para CIOs?

Pesquisas mostram que as empresas estão fazendo pouco caso da "Internet das Coisas", escoradas em preocupações de segurança, custo e integração

JD Sartain, CIO/EUA

07/02/2014 às 9h57

Foto:

Em um post recente, o analista Andrew Milroy, da Frost & Sullivan, prevê
que mais dados serão geradas por máquinas, ou coisas, do que pelos seres
humanos, já este ano. Por isso, 2014 está programado para ser o ano em que o
foco de ambos, compradores e fornecedores de TI, irá deslocar-se para a
Internet das Coisas, um termo cunhado por Kevin Ashton, co-fundador do Centro
de Auto-ID do MIT, quando ele e sua equipe criaram o sistema padrão de RFID e
outros sensores.

A Cisco Systems tem re-denominado esse movimento para Internet of Everything
(Internet de Tudo), pois acredita que, eventualmente, tudo será conectado. Na
verdade, a Cisco diz que já há mais coisas ligadas à Internet, hoje, do que
pessoas no mundo. "Coisas que eram silenciosa agora têm uma voz [vontade]",
acrescenta Dave Evans, "futurista-chefe da Cisco.

50 bilhões de objetos conectados, mas as empresas não se importam (ainda)

Além de uma grande variedade de dispositivos multimídia (computadores,
smartphones e ferramentas de comunicação), essas "coisas" conectadas
incluem termostatos, sistemas de iluminação, fechaduras, equipamentos de
escritório, eletrodomésticos, vários monitores de saúde, censores médicos e de
fitness, equipamentos agrícolas, máquinas de todos os tipos, e assim por diante.
Com base na definição da Cisco, "tudo" significa "qualquer coisa
com um interruptor on/off."

Alguns céticos argumentam que geeks têm feito estas afirmações durante anos,
desde que Ashton cunhou o termo "Internet das Coisas" em 1999, mas que
de lá para cá pouco mudou para além da conexão de dispositivos eletrônicos e
multimídia. Só a campanha publicitária continua a crescer a cada ano.

De acordo com um White
Paper
elaborado pelos analistas da Forrester, Christopher Mines e
Michele Pelino, há um mínimo de adoção de Internet das Coisas entre os clientes
empresariais. "Nossa pesquisa com 2.013 redes e serviços de
telecomunicações mostra que mais de 50% das empresas não têm interesse e/ou não
têm planos para implementar comunicação máquina-a-máquina (M2M) ou capacidade
de Internet das Coisas (IoT), enquanto apenas 8% nos dizem que têm implementado
sistemas M2M ou IoT", dizem eles.

A falta de interesse, de acordo com a Forrester, está baseada em questões de
segurança (37%), seguida de custos (32%), imaturidade da tecnologia (25%),
desafios de integração, migração e/ou riscos de instalação e questões
regulatórias.

No entanto, a ABI Research prevê que mais de 30 bilhões de dispositivos sem
fio estarão conectados com a Internet das Coisas em 2020; a Cisco diz que serão
50 bilhões. Como isso afetará as organizações e as decisões que os CIOs deverão
fazer em relação ao futuro da conectividade das "coisas"?

Internet das Coisas afetará empresas de todos os setores
Mines e Pelino sugerem que a relação dos CIOs com a IoT será pressionada pelos
efeitos do mundo conectado nos resultados do negócio. "Os CIOs serão um
catalisador crucial para as suas organizações capturarem oportunidades
emergentes e aproveitarem o poder das soluções do mundo conectado",
escrevem eles. "Aplicações e serviços baseados em localização e contexto
vão mudar a forma como as empresas se envolverão e servirão seus clientes. Os
CIOs devem se equilibrar na linha entre o que é possível do ponto de vista da
tecnologia e que é significativo para o negócio."

Andrew Milroy, da Frost & Sullivan acredita que a "explosão"
de uso da Internet das Coisas ao longo dos próximos anos será impulsionada pelo
"uso de sensores de baixo custo, a computação em nuvem, análises avançadas
de dados e mobilidade". Transporte e logística representam as maiores
oportunidades de receita para o ecossistema de Internet das coisas, acrescenta.

A implantação de sensores de baixo custo habilitados para IP  nas coisas abre grandes oportunidades, muito
além de apenas a otimização da cadeia de suprimentos, diz Milroy. Há ganhos
para muitas indústrias - transporte, saúde, produtos farmacêuticos, fabricação,
gestão de energia, gestão de instalações, segurança e vigilância, serviços
públicos, telecomunicações, finanças, seguros e muito mais. Basicamente, todos
os setores farão parte do mundo conectado.

Na opinião dos analistas da Forrester ,os CIOs têm quatro prioridades quando
se trata da Internet das Coisas:

1 - Identificar os resultados do negócio.
2 - Estabelecer parceria com os líderes empresariais para garantir os conjuntos
de habilidades organizacionais.
3 - Abordar as questões de segurança e as preocupações com a privacidade dos
dados.
4 - Avaliar e ampliar habilidades dos 'staffs de software.

"Poucos sistemas conectados são turnkey e, portanto, requerem
arquitetura, integração e experiência em desenvolvimento ágil", afirmam
Mine e Pelino. "A implementação desses sistemas vai exigir forças-tarefas
conjuntas de tecnologia e de negócios", reafirmam.

Finalmente, embora seja esperado que todas "coisas" sejam
IP-enabled, a indústria de TI terá de adotar protocolos padrão para se
beneficiar do verdadeiro potencial da Internet das Coisas, diz Milroy.

"'Coisas' podem não ser capazes de se comunicarem umas com as outras e
com as pessoas que se envolvem com elas. Portanto, ainda corremos o risco de
estarmos criando uma" Internet de Silos".

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