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Mais unidos no pós-covid: CIOs estão mais próximos das áreas de negócios, diz KPMG
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Mais unidos no pós-covid: CIOs estão mais próximos das áreas de negócios, diz KPMG

Estudo conduzido pela KPMG e Harvey Nash com mais de 4 mil CIOs mostrou que uma renovação da TI pós-pandemia deve ser permanente

Carla Matsu

03/03/2021 às 12h36

Foto: Adobe Stock

As áreas de negócios e tecnologia das organizações estreitaram o relacionamento durante a pandemia de covid-19. Novo estudo global elaborado pela KPMG e Harvey Nash com CIOs de tecnologia apontou que a maioria deles (70%) concorda que a crise provocada pela pandemia resultou em maior colaboração entre as áreas. Dos entrevistados, 22% discordaram da afirmação, enquanto 8% se mostraram neutros. Para 61% dos CIOs, essa aproximação será permanente.

O estudo “CIO Survey 2020” contou com as respostas de mais de 4.200 CIOs e executivos de tecnologia de organizações de 83 países. O levantamento traz um recorte do setor de TI considerando os cenários pré-pandemia e pós-pandemia para apresentar uma visão abrangente acerca dos desdobramentos da covid-19 neste mercado.

“A pesquisa evidencia que as empresas estão enfrentando todas as adversidades da pandemia com resiliência", atestou Marcio Kanamaru, sócio-líder de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações da KPMG no Brasil.

As rupturas em modelos de negócio, comportamentos do consumidor e novas formas de trabalho, provocadas pela pandemia, foram, para muitas organizações, um gatilho que impulsionou maiores investimentos em tecnologia. Para 55% dos CIOs de tecnologia da América do Sul, maiores investimentos em TI serão irreversíveis também no pós-covid. O gasto adicional médio também aumentou, segundo o relato dos CIOs entrevistados: um crescimento de 5% no orçamento de TI foi direcionado para lidar com a crise da Covid-19, o que representa cerca de US$ 15 bilhões por semana durante os primeiros três meses da pandemia.

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No Brasil, o cenário não se mostrou diferente. De acordo com o estudo da KPMG e Harvey Nash, maioria (53%) dos entrevistados espera uma alta orçamentária para a área de TI de suas empresas. Para 34%, o orçamento deve continuar igual, enquanto 13% estimam redução.

Para Kanamaru, a pesquisa mostrou também um olhar atento das empresas para as questões de experiência do consumidor e ações direcionadas para o bem-estar das equipes. "A importância do engajamento dos colaboradores e os impactos positivos dessas iniciativas para os clientes é um fator positivo que deve permanecer como um dos legados da pandemia para embasar estratégias de negócios, marketing e vendas", destacou o sócio da KPMG.

O alerta da vez: a cibersegurança

Em um mundo descentralizado, com funcionários trabalhando de suas casas, a segurança da informação e o compliance acerca dos dados das empresas e clientes têm tirado o sono de muitos CIOs. “Durante a pandemia, muitas empresas funcionaram de maneira tão satisfatória que decidiram manter o trabalho remoto em caráter definitivo para algumas funções”, lembrou Marcos Fugita, sócio-líder do segmento de Tecnologia da KPMG no Brasil. "No entanto, há fatores preocupantes decorrentes do uso massivo de recursos tecnológicos, como a questão da segurança cibernética, que deve ser tratada como prioridade máxima. Muitas pessoas nem imaginam a enorme diferença que existe entre gerenciar a rede da empresa e gerenciar um time trabalhando a distância", alertou.

Apesar do alerta, o recorte de segurança ainda parece não assumir grande protagonismo entre as preocupações. No Pré-covid, 21% dos CIOs entrevistados consideraram "melhorar a segurança e a confiança" como um dos principais objetivos de negócio que a direção da empresa espera que a equipe de TI aborde. Em um cenário pós-covid, esse número aumentou de forma tímida - para 25%. Ao mesmo tempo, 43% dos líderes de tecnologia esperam que mais da metade de sua equipe continue trabalhando predominantemente em casa.

Como fica a previsibilidade no pós-covid?

As estruturas abaladas pela pandemia reduziram a confiança de muitos mercados. O estudo evidenciou que prever está cada vez mais difícil. Na pesquisa global, 60% dos respondentes afirmaram ser muito difícil traçar prognósticos para longo prazo a partir das incertezas trazidas pela pandemia. No Brasil, quando perguntados sobre quanto tempo acham que levará para que sua empresa ter uma visão precisa do futuro para que possa tomar decisões de planejamento de longo prazo, os CIOs disseram que o tempo é: 4 a 6 meses (43%), já está acontecendo (25%), 7 a 12 meses (18%), 13 a 24 meses (7%) e até 3 meses (7%).

Sobre as expectativas de transformação, na pesquisa de antes da pandemia, 82% dos respondentes acreditavam que a transformação era simplesmente uma parte do business-as-usual. Além disso, quase todos (97%) os líderes de tecnologia estão fazendo mudanças e 34% estão planejando realizar mudanças de peso ou radicais.

“Apesar de todos os avanços, é fato que ainda faltam incentivos para os brasileiros inovarem, correrem menos riscos e testarem novas tecnologias. Neste ponto, temos desafios importantes para enfrentar nos próximos anos”, afirmou Daniel Pacheco, sócio de Consultoria em Tecnologia da Informação da KPMG no Brasil.

Diversidade

O estudo também buscou investigar o avanço da Diversidade nas organizações. Mas, entre líderes em tecnologia, esta permaneceu inalterada em relação à pesquisa do ano passado, embora existam algumas diferenças regionais. Na América Latina, 16% dos líderes de tecnologia são mulheres, acima da média global de 11%, e o maior índice na comparação com demais países e regiões: Países Nórdicos (13%), Estados Unidos (13%), Reino Unido (10%), Europa (9%) e Ásia-Pacífico (7%).

O estudo "CIO Survey 2020" está disponível na íntegra no link.

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