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Mais de 48% de todo o gasto em TIC será destinado para a transformação digital

Segundo IDC, TI deve apresentar crescimento de 1,3% neste ano e 4,8% em 2020

Da Redação

05/12/2019 às 17h59

Foto: Shutterstock

Apesar da instabilidade política e econômica na América Latina, a TI deve apresentar crescimento de 1,3% neste ano e 4,8% em 2020, estima a IDC que apresentou na quarta-feira (4) suas previsões para a região. Já o mercado de telecomunicações em 2019 será um ano de baixa de 3,5%.

O setor de TI receberá investimentos em tecnologias consideradas "pilares para a terceira plataforma", incluindo serviços em nuvem, big data/analytics, mobilidade e empreendimento social, destacou Ricardo Villate, vice-presidente da IDC Latin America. Segundo a consultoria, esses setores concentrarão 58% dos investimentos.

Ainda segundo Villate, seis tecnologias "aceleradoras da inovação da terceira plataforma" registrarão aumento de 10% em investimentos nos próximos cinco anos. Um dos destaques é a inteligência artificial, que deve apresentar crescimento de 44,2% em 2020.

"O mundo está se aproximando da supremacia digital - o momento em que a economia digital supera o tamanho da economia não-digital. A economia mundial chegará à supremacia digital em 2023”, declarou o executivo. No Brasil, a expectativa é de que haja investimento de US$ 48 bilhões em TI e US$ 41 bilhões em telecomunicações no ano que vem.

A estimativa é que em 2024, mais de 48% de todo o gasto em TIC será destinado para a transformação e inovação digital - um aumento anual de 22%.

Destaque para o Chief Trust Officer

Também é esperado que 30% das principais empresas latino-americanas contratem um Chief Trust Officer, que será responsável por organizar funções de confiança, como segurança, finanças, recursos humanos, risco, vendas, produção e jurídico. Em 2025, a previsão é de que quase 50% das empresas na América Latina sejam produtoras ativas de software e tenham mais de 90% das novas aplicações nativas em nuvem.

Além disso, mais da metade das novas aplicações incorporará inteligência artificial. “Na economia digital, cada empresa tem potencial de se tornar uma plataforma, com uma comunidade de desenvolvedores externos ao seu redor para ampliar seu valor, além de seu próprio alcance direto”, conclui Villate.

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