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Líderes de Sustentabilidade podem melhorar segurança cibernética nas indústrias, aponta estudo
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Líderes de Sustentabilidade podem melhorar segurança cibernética nas indústrias, aponta estudo

Ainda assim, mais da metade das empresas não planeja ter um Chief Sustainability Officer (CSO) para essa responsabilidade

Da Redação

03/11/2020 às 18h00

Foto: Adobe Stock

A maioria das empresas entrevistadas em uma pesquisa estão confiantes de que a estratégia de desenvolvimento sustentável e a função específica de Diretor de Sustentabilidade melhorarão sua segurança cibernética. No entanto, menos da metade planeja introduzir esta função no seu quadro hierárquico.

A pesquisa da Kaspersky, conduzida pelo grupo consultivo ARC, buscou avaliar o estado da cibersegurança industrial, suas prioridades atuais e os desafios que as organizações industriais enfrentam. Segundo o estudo "O estado da segurança cibernética industrial na era da digitalização", para algumas organizações industriais, as violações cibernéticas que afetam a saúde da equipe e de outras pessoas são um dos principais desafios de segurança cibernética que enfrentam.

Enquanto quase todas as empresas (98%) estão confiantes dos benefícios de ter um Diretor de Sustentabilidade para a segurança cibernética, 56% das empresas industriais não planejam introduzir o papel de Chief Sustainability Officer (CSO). No entanto, as organizações parecem ter uma abordagem mista para suas políticas de sustentabilidade, cerca da metade já o fez ou planeja introduzir medidas técnicas (50%) e investimentos (44%) nesta área.

A sustentabilidade requer uma abordagem complexa que cobre muitos aspectos do trabalho de uma organização, desde conformidade regulamentar, uma cadeia de abastecimento confiável e relações confiáveis com o cliente até a responsabilidade social, iniciativas verdes e recursos humanos.

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“As atividades de qualquer empresa, principalmente industrial, afetam muitos aspectos da sociedade. As iniciativas de desenvolvimento sustentável visam garantir que esse impacto seja neutro ou positivo. Dessa perspectiva, a proteção confiável das organizações contra ameaças cibernéticas não é apenas um objetivo individual - é parte de uma tendência geral de sustentabilidade”, afirma Anton Shipulin, Líder de Negócios de Soluções, Kaspersky Industrial CyberSecurity, na Kaspersky.

De acordo com o relatório, o nível de proteção contra ameaças cibernéticas em organizações industriais pode impactar diretamente a segurança de seus funcionários e dados confidenciais de clientes, relacionamentos com parceiros, pessoas e segurança ambiental. Isso significa que as organizações precisam tornar a segurança cibernética parte de sua estratégia de desenvolvimento sustentável para que ela possa aprimorar a abordagem da empresa à proteção cibernética, diz o estudo.

“Adotar um conceito correspondente significa pensar sobre o papel da segurança cibernética na agenda de uma empresa e como ela deve ser melhorada para cobrir a infraestrutura corporativa e industrial, bem como garantir que todos os funcionários sigam as práticas de higiene cibernética adequadas”, complementa.

A pesquisa mostrou que algumas organizações reconhecem as consequências dos ataques que afetam diretamente a vida e a saúde de seus funcionários (32%), e de outras pessoas (18%), bem como a perda de dados confidenciais (28%), como seus principais desafios de segurança cibernética. Iniciativas de sustentabilidade dedicadas, incluindo a introdução da função de Diretor de Sustentabilidade, podem ser vistas como uma forma de mitigar esses riscos e melhorar a proteção da organização industrial contra ameaças cibernéticas relacionadas.

No entanto, as estratégias de desenvolvimento sustentável, bem como os investimentos, medidas e funções dedicados, não estão todos consistentemente alinhados. Embora mais da metade (56%) das empresas não planeje contratar um CSO, 34% já possuem medidas técnicas adicionais em vigor e 25% alocaram investimentos para o desenvolvimento sustentável. Outros 16% e 19%, respectivamente, planejam fazê-lo no futuro.

Os resultados foram analisados a partir da opinião de mais de 330 empresas industriais em todo o mundo, com 10 representantes da indústria consultados em fóruns ARC em todo o mundo e em feiras comerciais.

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