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Líderes brasileiros apontam áreas de investimento impulsionadas pela Covid-19
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Líderes brasileiros apontam áreas de investimento impulsionadas pela Covid-19

Estudo da IBM também mostra que os executivos estão enfrentando uma proliferação de iniciativas devido à pandemia e tendo dificuldade de foco

Da Redação

23/10/2020 às 18h00

Foto: Adobe Stock

Um novo estudo revelou que quase seis em cada dez organizações pesquisadas aceleraram suas transformações digitais devido à pandemia. Entretanto, conforme a Covid impulsionava adoção de tecnologias para auxiliar nesse processo, executivos C-level perceberam o papel crítico das pessoas na condução da sua transformação contínua, o que os levou a se preocuparem mais com a segurança dos colaboradores. Há dois anos, apenas 2% dos executivos brasileiros priorizavam a segurança no trabalho, mas 52% planejam focar nisso até 2022.

O estudo, conduzido pelo IBM Institute for Business Value (IBV), diz que as empresas respondentes - 3.800, em 20 países - estão vendo com mais clareza a crucialidade das pessoas na condução de sua transformação contínua. Os líderes pesquisados destacaram a complexidade organizacional, as habilidades inadequadas e o esgotamento dos funcionários como os maiores obstáculos a serem superados - tanto hoje quanto nos próximos dois anos.

A maioria (83%) dos executivos brasileiros acredita que têm ajudado seus funcionários a aprenderem as habilidades necessárias para trabalhar de uma nova maneira, e 82% dos dizem que estão apoiando a saúde física e emocional de sua força de trabalho.

Do outro lado, pesquisas de consumo do IBV em andamento mostraram que as expectativas dos funcionários em relação aos empregadores mudaram em meio à pandemia - os funcionários agora esperam que seus empregadores tenham um papel ativo no apoio à sua saúde física e emocional, bem como às habilidades de que precisam para trabalhar de novas maneiras.

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"Para muitos líderes, a pandemia foi o ponto de inflexão necessário para impulsionar a transformação digital. Ela provou que, mais do que nunca, a tecnologia é a principal aliada para que a empresa opere de uma forma madura, ágil, resiliente, gerando experiências únicas ao cliente. Mas essa transformação só será sustentável se as empresas prepararem seus talentos para essa nova era, com skills que permitirão a criação de uma cultura de reinvenção digital constante dentro da empresa", diz Thais Marca, Managing Partner para IBM Services na América Latina.

Para resolver essa lacuna, a IBM recomenda que os executivos priorizem o bem-estar de ponta a ponta dos funcionários. Líderes empáticos que estimulam a responsabilidade pessoal e apoiam os funcionários a trabalhar em equipes autodirigidas que aplicam o design thinking, princípios Agile, ferramentas e técnicas DevOps podem ser benéficos.

As organizações também devem pensar em adotar um modelo holístico e multimodal de desenvolvimento de habilidades para ajudar os funcionários a desenvolver as habilidades comportamentais e técnicas necessárias para trabalhar no novo normal e promover uma cultura de aprendizagem contínua, diz a empresa.

Neste cenário de transformação digital e cultural, a disrupção abrupta gerada pela pandemia de Covid-19, por fim, mostrou como pode ser importante para as empresas serem construídas para a mudança. A maioria das organizações está fazendo mudanças permanentes em sua estratégia organizacional. Não à toa, dois terços (66%) dos executivos globais entrevistados disseram que concluíram iniciativas que antes encontravam resistência e barreiras tradicionais, como tecnologia, imaturidade e a oposição dos funcionários à mudança.

Além disso, 94% dos executivos pesquisados planejam participar de modelos de negócios baseados em plataforma até 2022, e muitos relataram que aumentarão a participação em ecossistemas e redes de parceiros.

Investimento em tecnologia

Embora muitas empresas tenham acelerado a transformação digital devido à pandemia, ela deverá ser prioridade para mais da metade dos executivos mesmo após o seu fim. Para 51% dos executivos entrevistados no Brasil, a transformação digital será prioridade para os próximos 2 anos. E para dar continuidade a esse plano, os líderes de negócios planejam aumentar a priorização de novas tecnologias, como nuvem e inteligência artificial.

O percentual de líderes que planejam aumentar a priorização da inteligência artificial nos próximos 2 anos, por exemplo, subiu de 31% para 48%, um aumento de 17 pontos em relação ao período atual.

Também cresceu 30 pontos percentuais o número de executivos brasileiros que planejam aumentar a priorização da escalabilidade operacional em até dois anos de (5% a 35%). Dentro desse contexto, o crescimento da prioridade em nuvem será de 21 pontos (de 59 para 80%) nesse mesmo período.

Os brasileiros ainda têm planos de aplicar cada vez mais a automação em todas as funções do negócio, mas grandes saltos são esperados em aquisições (3,2x), risco (2,5x), cadeia de suprimentos (2,8x) e P&D (3,2x).

A crise também levou as organizações a se preparem para novas interrupções. Mais da metade (56%) dos respondentes de organizações brasileiras que produzem bens materiais compartilharam que planejam priorizar mais capacidade disponível para enfrentar qualquer nova crise nos próximos 2 anos. Essa porcentagem foi a mais alta em todos os países para planos de capacidade adicional para a cadeia de abastecimento.

Além disso, 51% dos executivos pesquisados planejam priorizar a cibersegurança.

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