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Internet das Coisas é superestimada
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Internet das Coisas é superestimada

Céticos, especialistas não acreditam que as previsões da indústrias se concretizem nesta geração

Sam Shead

01/07/2015 às 8h20

Foto:

A Internet das Coisas é superestimada e deveria se chamar
“Internet com as Coisas”. Essa foi a ideia defendida por executivos de
tecnologia em um painel realizado na sexta-feira (26/06), em Londres.

Nigel Beighton, vice-presidente de tecnologia da Rackspace afirmou
que existe um número de problemas que precisam ser abordados antes dos
itens do dia a dia -- como meias e pacotes de leite – serem conectados à
rede, acrescentando que dificilmente isso será feito nesta geração.

Padrões de segurança, confiança e privacidade são alguns dos
obstáculos para a conexão de todos os dispositivos à internet, disse
executivo. “Eu entendo a visão, mas sou cético em relação ao tempo”,
pontuou, durante o evento Conectando o Caos.

“Algumas pessoas indicam três anos, mas isso exigiria uma grande
mudança política e a internet não conseguiria lidar com isso nesse prazo
porque nunca foi projetada para lidar com todas as coisas sendo
conectadas”.

Mat Keep, gerente de produtos da provedora de banco de dados MongoDB,
acrescentou que alguns itens e máquinas estarão conectados em certos
setores dentro de três a cinco anos, apontando especificamente para a
manufatura e agricultura.

Apesar disso, ele acredita que a conectividade em uma vastidão de
dispositivos para consumidor ainda está longe. “No momento, nós
discutimos internet com as coisas, não internet das coisas”, explicou.

As declarações seguiram as iniciativas de marketing impulsionadas
pela Cisco e Mediatek proclamando que itens do dia a dia como geladeiras
e luzes logo estarão conectadas à rede – a “internet de tudo”.

A Cisco, fabricante de hardware e plataformas que sustentam
dispositivos conectados, aponta para um mercado global de IoT como uma
oportunidade de US$ 19 trilhões que conectará 50 bilhões de aparelhos
até 2020.

“O sistema de saúde, a poluição e a mobilidade urbana poderiam ser
aprimorados por plataformas confiáveis nas quais as pessoas estivessem
dispostas a compartilhar seus dados”, discorreu Beighton, ressaltando:
“Mas isso ainda está longe de acontecer”.

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Ao invés disso, o executivo acredita no desenvolvimento de
“comunidades das coisas” conectadas à internet, isoladas entre si ao
funcionarem com padrões diferentes, incapazes de se comunicarem.

Keep defendeu o papel dos governos em conectar coisas à rede,
assinalando que o gasto do Reino Unido com IoT (cerca de £40 milhões) é
superado pelo da Alemanha, que já desembolsou milhões em pesquisa e
desenvolvimento.

“Eles se preocupam em perder sua produção para outros países de custo
reduzido e por isso gastam muito dinheiro com pesquisa”, revelou.

Startups britânicas buscam decolar seus negócios baseadas na ideia
segundo a qual tudo será conectado à internet. Entre elas está a
opensensors.io, fundada por Yodit Stanton. A empreendedora pontuou que o
governo do Reino Unido se mostra disposto a ajudar negócios como o
dela, mas que age muito lentamente.

“Acredito que há a vontade, mas o ritmo com que se move é lento
demais para uma startup. Seis meses é uma vida inteira e nós precisamos
nos mexer. Falta conexão em compreender essas velocidades diferentes”,
lamentou Yodit.

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