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Gestão de nuvem pública tende a desafiar empresas no pós-pandemia
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Gestão de nuvem pública tende a desafiar empresas no pós-pandemia

Futuro da computação corporativa será cada vez mais pautado por um ambiente híbrido

Raymundo Peixoto*

19/02/2021 às 12h15

Foto: Adobe Stock

Desde o início da pandemia, a necessidade de migrar boa parte das transações de TI para um ambiente digital e acessível de qualquer local fez com que muitas empresas optassem pela adoção da nuvem pública. Para 2021, o Gartner projeta que os gastos com esse serviço tendem a crescer 18,4% globalmente, movimentando receitas de R$ 304,9 bilhões. O desafio por trás dessa tendência, no entanto, está na gestão desses ambientes, para garantir a performance, eficiência e segurança adequados às necessidades individuais de cada companhia.

O que muitas organizações já começaram a perceber – e que tende a ficar ainda mais evidente no médio e longo prazo – é que não basta apenas migrar as cargas de trabalho de lugar. Para aproveitar os benefícios da cloud pública, as empresas precisam avaliar o ambiente mais adequado para garantir a melhor performance e eficiência de cada uma das aplicações. Ou seja, quando muitas equipes não podiam acessar os datacenters locais, mudar para a cloud pública foi, na maior parte das vezes, a única opção. Mas passado esse primeiro momento de adequação, os times de TI se deparam, cada vez mais, com a necessidade de readequação dos ambientes. O que tende a gerar um movimento de crescimento na adoção da cloud híbrida.

É importante lembrar que, apesar do software como serviço (SaaS) prometer a facilidade de terceirizar o gerenciamento das aplicações, ele exige uma extensa realocação de plataforma para tirar proveito de todos os recursos da nuvem pública. O que demanda tempo e conhecimento específico. Além disso, poder entregar acesso seguro e gerenciar os níveis de serviço para clientes remotos representa um importante desafio para as equipes de TI. Isso porque, nesse novo mundo pautado pelo trabalho a distância, fica cada vez mais difícil identificar se um problema na aplicação tem relação com o fornecedor ou com o usuário, por exemplo, por conta de uma instabilidade na internet doméstica.

O que tem acontecido, na prática, é que muitas empresas mantêm os aplicativos rodando no datacenter, mesmo com a contratação dos serviços de nuvem pública. Uma pesquisa global da Enterprise Strategy Group identificou que 89% das organizações ainda consideram ‘importante’ a alocação de cargas de trabalho on premise.

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E a aceleração da transformação digital tende a tornar esse cenário ainda mais desafiador, já que exige uma mudança na forma de desenvolver e implementar as aplicações. Com sistemas cada vez mais voltados a oferecer respostas em tempo real, há a necessidade de processar e analisar os dados o mais próximo possível do ponto em que são criados e consumidos. Mais do que isso, os dados precisam se mover entre várias aplicações, dependendo do caso. O que torna mais eficiente trazer o código para o local de armazenamento, em vez de mover quantidades massivas em redes de longa distância (WANs), tanto por problemas de limitações de largura de banda quanto pelo custo proibitivo para fazer esse movimento.

Por outro lado, a nuvem pública pode ser interessante para desenvolvimento de algumas aplicações, na medida em que permite provisionamento de recursos de infraestrutura sem conflitos. Além disso, esses ambientes são uma boa solução para aplicações em desenvolvimento, onde a capacidade de recursos é desconhecida.

Enfim, o que fica cada vez mais evidente é que a nuvem pública representa uma solução interessante, mas que não atende às necessidades de todas as cargas de trabalho. Essa definição sobre o melhor ambiente para rodar cada aplicação tende a ser pautado cada vez mais pelos requisitos de uso e de negócio. O desafio para as equipes de TI está em como orquestrar essas diferentes plataformas – estejam elas na nuvem privada, nuvem pública, no datacenter ou na borda. O que demanda uma infraestrutura de TI moderna, integrada e que permita gerenciar e escalar esse ambiente híbrido para tirar o melhor proveito de cada plataforma.

Ou seja, o futuro da computação corporativa será cada vez mais pautado por um ambiente híbrido. Em um cenário de transformação digital acelerada, os dados tendem a ter mais valor para o negócio quando estão se movendo para o lugar certo, no momento certo. Esse cenário exige da TI uma abordagem de nuvem híbrida, para permitir velocidade de escala, gerenciamento e mobilidade em uma ampla variedade de cargas de trabalho e ambientes e, ao mesmo tempo, com a garantia de segurança e privacidade.

*Raymundo Peixoto é vice-presidente sênior de Soluções para Datacenter da Dell Technologies para América Latina

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