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Empresas brasileiras estão entre as que mais investem em recursos de dados para tomada de decisões

Estudo da Qlik e IDC analisou identificação, coleta, transformação e análise de dados corporativos de 1,2 mil organizações em 11 países

Da Redação

10/09/2020 às 13h05

Foto: Adobe Stock

Empresas brasileiras detêm a maior pontuação, média de 52,47, em pesquisa que avalia como organizações que investem na criação de recursos de dados para insights (Data 2 Insights - D2I) por meio de pipelines de dados e análises modernos. Daquelas que investem, de forma geral, 90% afirmam que o lucro melhorou, em média, 24%, de acordo com estudo encomendado pela multinacional Qlik.

Outros benefícios desse investimento, segundo a pesquisa, são a eficiência operacional, que 88% disseram que aumentou, em média, 21%; e a receita, que 86% apontaram que cresceu, em média, 23%.

O estudo “Infobrief - Dados como a nova água: a importância de investir em pipelines de dados e análises", foi realizado pela consultoria IDC junto a 1,2 mil líderes de negócios em 11 países. As organizações foram avaliadas em relação ao seu desempenho nas quatro áreas do pipeline de dados: identificação, coleta, transformação e análise de dados corporativos, com uma escala medida de 0 a 100.

Os brasileiros aparecem à frente de indianos (47,39), norte-americanos (46,52), australianos (42,39) e britânicos (40,80), e ficam 17 pontos à frente dos franceses, piores colocados (34,93).

As descobertas geográficas do estudo mostram que existem diferenças importantes na maneira como cada país e região aproveitam os dados. A região das Américas (EUA, Brasil, Canadá) obteve a pontuação média mais alta de 45 pontos, seguida pela APAC (Índia, Cingapura, Japão, Austrália) com 41,8 e EMEA (Reino Unido, França, Alemanha) com 37,8. As Américas estão vendo um aumento acima da média no lucro (19%), enquanto a APAC está vendo uma melhoria na eficiência acima da média (19,7%).

Além de receita e lucro, um dos fatores que mais influenciam na pontuação D2I é o aumento na satisfação/lealdade do cliente, essencial para as empresas em um mercado impactado pela pandemia da Covid-19. A média geral de aumento nessa categoria foi de 19,7%, com a Austrália liderando com uma melhoria de 27% e a APAC tendo a maior média de melhoria em 21,5%, seguida pelas Américas em 19,6 e EMEA em 17,3%.

A pesquisa foi realizada entre fevereiro e março de 2020, com diretores, vice-presidentes e c-levels de organizações com mais de 1 mil funcionários de diferentes setores, incluindo educação, finanças, governo, saúde, manufatura, varejo/atacado, transporte, comunicação e serviços públicos.