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Diz que é data driven, mas age no feeling. Por que você está fazendo isso errado?
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Diz que é data driven, mas age no feeling. Por que você está fazendo isso errado?

Se você tem a solução, tem os indicadores, tem BI, mas deixa a 'intuição' comandar a empresa, seu negócio ainda não será baseado em dados

Por Ana Paula Thesing*

28/09/2020 às 16h30

Foto: Adobe Stock

A complexidade dos negócios atuais não permite mais que as decisões sejam tomadas com base apenas na expertise de seus gestores. Por maior que ela seja. Já faz algum tempo que a equação no mundo corporativo mudou, dando 98% de protagonismo aos dados como fonte de consulta e apenas 2% ao que os empresários “entendem” do mercado, o chamado feeling.

Essa cultura orientada por dados, tradução livre do termo “data driven”, já é uma realidade para muitas empresas. Mas o significado de ser data driven é mais do que, simplesmente, utilizar ferramentas que forneçam material para ter insights com base em dados: ser data driven é, de fato, colocar os dados no centro da tomada de decisões. É ter um negócio centrado em dados. É fazer dos dados o guia master das ações e decisões da estratégia de atuação.

E, segundo especialistas, quem quiser se manter ativo e competitivo no mercado deverá mergulhar nesse oceano dos negócios guiados ou, como diz o velho ditado, morrerá na praia.

As organizações que entenderam essa realidade alimentam estratégias e embasam decisões com um grau de assertividade muito superior às demais. O próprio Gartner divulgou um estudo que comprova isso.

Segundo a pesquisa, 86% dos executivos das maiores empresas do mundo colocam dados e estratégias de analytics como prioridade em seus negócios, e fazem isso não apenas para embasar as tomadas de decisões dos anos seguintes, mas para usá-los hoje ou, no máximo, nos próximos meses.

No entanto, muitos são os casos de companhias que adotam estratégias data driven, adquirem tecnologias voltadas ao data driven, falam e fomentam o data driven… Mas não o vivem, ou seja: têm dificuldade de ultrapassar a barreira do “eu acho, eu percebo, eu sei”, para de fato fazer valer os investimentos em Analytics, trazendo os dados para o centro de seus planos de ação.

Em outras palavras: mesmo com a contratação de grandes soluções de BI, Big Data e BA, mesmo com uma política de uso de dados, mesmo com um discurso alinhado sobre ser data driven, muitas companhias não entenderam ainda que de nada adianta comprar a melhor solução do mercado, ou obter os dados mais assertivos, se a empresa não consegue extraí-los, organizá-los e analisá-los.

Não tem para onde fugir, pois sem a captação, análise e aplicação efetiva desses dados, seja de clientes, parceiros, fornecedores ou mercado, será impossível sobreviver nesse cenário de incertezas. Utilizar o pilar das métricas e indicadores com maturidade significa empoderar suas equipes para que descubram não apenas onde podem chegar, mas como chegar. E somente os dados podem mostrar o caminho.

Aliás, vale ressaltar que não se trata apenas das grandes e estratégicas decisões, pois a cultura de dados deve ser implementada também nos departamentos menores, como recursos humanos, financeiro, compras, fábrica e produção, enfim, em todas as áreas do negócio.

Se você tem a solução, tem os indicadores, tem BI, mas deixa a “intuição” comandar a empresa, sinto informar, mas seu negócio não é baseado em dados. Ele é baseado somente na sua opinião. Ou seja, ele não é data driven. E, muito possivelmente, o preço a pagar será a perda de competitividade para empresas que já entenderam e aplicaram este conceito à risca, trazendo a informação para o centro da tomada de decisão.

*Ana Paula Thesing é CMO da BIMachine

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