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Data Center em 2017: desafios e tendências
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Data Center em 2017: desafios e tendências

Segurança, disseminação do IoT, sustentabilidade e a procura por soluções DCIM são alguns dos fatores que irão determinar os novos caminhos do mercado. É bom prestar atenção, mesmo que sua opeção seja IaaS

Da Redação

13/12/2016 às 8h16

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Foto:

Estamos avançado na era da computação em nuvem e isso cria desafios e oportunidades para empresas que utilizam soluções em nuvem e serviços de colocation, diz Gary Niederpruem, CMO da Vertiv.

“Em 2016, nós focamos em tendências disruptivas, como novos modelos de cloud computing e no papel da responsabilidade social. Este ano estamos focando na infraestrutura crítica que ajuda empresas de computação em nuvem, colocation e edge computing a se adaptarem às mudanças esperadas para 2017 e adiante”, comenta o executivo.

Esta semana, a empresa divulgou seis desafios e tendências de infraestrutura de data center que acredita que devem ser observadas em 2017.

1. A infraestrutura espalha-se para suportar a vanguarda da conectividade
A
TI distribuída e a Internet das Coisas industrial (IoT) estão
aproximando os recursos de TI dos usuários em localizações remotas e em
plantas industriais. Embora o data center tradicional se mantenha
fundamental para a distribuição de aplicações e serviços, cresce a cada
dia a importância de micro data centers e network closets. Network
closet é o espaço onde equipamentos de rede gerenciáveis e operáveis
remotamente são instalados.  Essa tendência é confirmada pela crescente
proliferação de sensores IoT e outros dispositivos que exigem acesso
mais rápido à informação. Em resposta a essas mudanças, as corporações
se voltarão a soluções pré-configuradas de micro data centers que
suportam implementações rápidas. Outras respostas são a maior
padronização e o gerenciamento remoto em localizações de TI
distribuídas. Vale destacar que padronização e modularidade estão se
tornando tão importantes nas localizações de TI distribuídas quanto são
nos grandes data centers.

A
disseminação de sensores IoT por lugares que, no passado, não contavam
com tanta infraestrutura de tecnologia, está levando os gestores a
reavaliar a situação de network closets atuais e localizações remotas de
TI. Passa a ser essencial assegurar que os suprimentos de energia e
refrigeração sejam adequados para atender à crescente criticidade dessas
localizações.

2. O gerenciamento térmico alinha-se à sustentabilidade
Nos
últimos cinco anos, a refrigeração apresentou mais mudanças do que
qualquer outro sistema de data center. Impulsionadas pelo desejo de
reduzir os custos de energia, as abordagens tradicionais focadas em
fornecer “refrigeração máxima” foram suplantadas por abordagens mais
sofisticadas, empenhadas em remover o calor da maneira mais eficiente
possível. O uso de tecnologias avançadas de economia e a contínua
evolução dos controles térmicos inteligentes possibilitaram estratégias
de gerenciamento térmico altamente resilientes que suportam PUEs
inferiores a 1,2.

Agora,
enquanto a eficiência energética permanece uma preocupação fundamental,
o consumo de água e o uso de compostos refrigerantes surgiram como
considerações importantes em determinadas regiões geográficas. Graças à
gama expandida de estratégias de gerenciamento térmico hoje disponíveis,
os operadores de data centers estão personalizando o gerenciamento
térmico com base na localização do data center e na disponibilidade de
recursos. As tendências do mercado global mostram um aumento do uso de
novas tecnologias alavancando a refrigeração evaporativa e adiabática
que usa água para resfriar o ar circunjacente. Essas tecnologias estão
proporcionando um gerenciamento térmico altamente eficiente, confiável e
econômico.

Nas
localidades em que a disponibilidade ou o custo da água são um
problema, sistemas de refrigeração sem água ganharam impulso.

Um
sistema tradicional open-loop baseado em água gelada usa cerca de 15
milhões de litros de água para resfriar 1 MW de capacidade de TI em um
ano. Novas tecnologias compreendendo
economizadores de compostos refrigerantes bombeados que não usam água e
não introduzem ar externo no data center economizarão mais de 4 bilhões
de litros de água na América do Norte em 2016. 

3. A segurança cibernética se torna uma prioridade máxima na gestão do data center
Embora
as violações de dados continuem a constituir a maioria das manchetes
relacionadas à segurança, problemas de segurança também passaram a
afetar a  disponibilidade do data center. O estudo Cost of Data Center
Outagesde 2016,
realizado pelo Ponemon Institute, revelou que os ciberataques foram
responsáveis por 22 por cento das interrupções de operação de data
centers estudadas. Um exemplo disso é que, em dezembro de 2015, um
ciberataque à malha elétrica na Ucrânia foi provocado por hackers que
desativaram remotamente o sistema de no-break.

À
medida que mais dispositivos são conectados para permitir um
gerenciamento e automação simplificados, as possibilidades de ameaça
também aumentam. Os profissionais de data center estão acrescentando
segurança à sua crescente lista de prioridades e começando a buscar
soluções que os ajudem a identificar vulnerabilidades e aprimorar a
resposta a ataques. Gateways de gerenciamento que consolidam dados de
múltiplos dispositivos para suportar DCIM estão surgindo como potencial
solução. Com algumas modificações, eles são capazes de identificar
portas inseguras ao longo da infraestrutura crítica e fornecem um alerta
precoce de ataques de negação de serviço.

datacenterc

4. O DCIM comprova seu valor
O
DCIM (Data Center Infrastructure Management, sistemas de gerenciamento
da infraestrutura do Data Center) continua a mostrar seu valor. Essa
visão vem tanto de sua capacidade de resolver problemas quanto por sua
habilidade de gerenciar o cada vez mais complexo ecossistema do data
center. Gestores com visão de futuro estão usando DCIM para atacar
desafios do data center, tais como conformidade regulatória, suporte ao
Information Technology Infraestrutura Library (ITIL) e gerenciamento de
ambientes híbridos. Além disso, o DCIM está sendo expandido além do data
center nuclear para proporcionar gerenciamento centralizado de
localizações distribuídas. Finalmente, os provedores de co-locação estão
encontrando no DCIM uma valiosa ferramenta para analisar seus custos
por cliente e para fornecer aos seus clientes visibilidade remota aos
seus ativos.

O
DCIM surgiu como o precursor da IoT no data center, fornecendo a
visibilidade, a maior coordenação entre os sistemas e o suporte à
automação que constituem o cerne da proposição de valor da IoT.

5.  As alternativas para baterias de chumbo-ácido se tornam viáveis
Novas
soluções estão surgindo para o elo fraco nos sistemas de energia de
data centers à medida que os operadores buscam reduzir o footprint, peso
e custo total das tradicionais baterias chumbo-ácido reguladas por
válvulas (VRLA). A mais promissora delas é a das baterias de íons de
lítio. Com os preços em queda, e as soluções químicas e de construção
continuando a avançar, as baterias de íons de lítio estão se tornando
uma opção viável para o data center e estão sendo escaladas para
suportar exigências row e room-level.

Embora
essas modalidades de baterias estejam no mercado há algum tempo, a
melhora da relação custo/benefício desta tecnologia está aumentado a
disseminação dessas soluções na indústria de Data Centers.

Além
disso, o uso crescente de energias renováveis em grande e pequena
escala está tornando as aplicações de armazenamento de energia cada vez
mais atraentes ao mercado. Há muito tempo, os operadores de data centers
têm interesse em alternativas para as baterias chumbo-ácido, mas as
tecnologias disponíveis não conseguiram igualar o valor e a capacidade
de armazenamento das baterias tradicionais. Agora estão surgindo
alternativas reais capazes de reduzir o footprint, expandir os tempos de
operação e aprimorar a sustentabilidade.

6.  O projeto e a implementação do data center ganham integração e aceleração
A
integração da tecnologia vem crescendo no espaço do data center há
vários anos, à medida que os operadores buscam soluções integradas
modulares, que possam ser rapidamente implementadas, facilmente
escaladas e eficientemente operadas.

Em
2017, essa mesma filosofia está sendo aplicada ao desenvolvimento de
data centers. Atualmente, a velocidade de entrada em operação é um dos
principais impulsores das empresas que desenvolvem o grande volume da
capacidade dos data centers. As empresas já perceberam que o tradicional
isolamento entre as fases de engenharia e construção é pesado e
improdutivo. Como resultado, o mercado está  abraçando uma abordagem
turnkey para as fases de projeto e implementação de data centers.
Trata-se de uma estratégia que tira o máximo proveito de projetos
modulares integrados, construção off-site e gerenciamento disciplinado
de projeto. Fornecedores que unem expertise em infraestrutura,
capacidades de projeto e engenharia e um sofisticado gerenciamento de
projeto para fornecer uma capacidade turnkey conseguem construir data
centers melhores em prazos mais curtos.

Fica
claro, portanto, a importância do mercado evoluir para alinhar-se a
essas novas tendências. “Tirar vantagem dessas mudanças exige um
parceiro de infraestrutura com uma visão consultiva, com uma profunda
compreensão de todos os aspectos das operações de data centers e uma
completa gama de serviços de projeto, gerenciamento de projetos e
manutenção”, ressalta Gary Niederpruem, CMO da Vertiv.

 

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