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Conheça a Nova Economia impulsionada pela pandemia de covid-19
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Conheça a Nova Economia impulsionada pela pandemia de covid-19

Na Nova Economia, sucesso depende de seis princípios que devem nortear o modelo de negócio de corporações de todos os segmentos

Diego Barreto*

24/05/2021 às 13h01

Foto: Adobe Stock

Muito se fala sobre as transformações na relação entre empresas e consumidores, que evolui constantemente e exige que organizações de todos os portes reinventem-se para se adequar às novas necessidades e ao perfil repaginado do cliente. Mas afinal, como é essa nova realidade econômica e de consumo? Quais as bases para esse cenário, e como adaptar-se para ter sucesso?

A Nova Economia pode ser descrita como a tendência capaz de reunir empresas tradicionais e startups, formando ecossistemas que permitem uma nova fase de desenvolvimento do país. É o modelo de negócio que promove a inovação, sustentada pela gestão ágil, com hierarquia mais flexível, times diversos e compromisso com a sustentabilidade.

As transformações decorrentes da Nova Economia já estavam em andamento há algum tempo, mas a pandemia do novo coronavírus serviu como “mola propulsora” para a aceleração desse movimento. São mudanças que iriam ocorrer de qualquer forma, mas têm acontecido de maneira ainda mais rápida do que o imaginado, porque o cenário pandêmico serviu como um ‘divisor de águas’ entre a Velha Economia e a entrada definitiva na Nova Economia.

Há 6 princípios da Nova Economia que devem nortear o modelo de negócio de corporações de todos os segmentos, para serem bem-sucedidas em suas respectivas áreas de atuação. Um dos principais elementos desse novo modelo econômico é a maior facilidade para criar demandas baseadas no desejo de tornar ações e serviços mais ágeis. O consumidor de hoje é muito bem informado e altamente exigente, por isso, é fundamental conhecer de antemão suas expectativas e descobrir, antes da concorrência, necessidades ainda não supridas. Dessa forma, a marca estará “largando na frente” e ampliando suas chances de sucesso ao lançar um determinado produto ou empreendimento.

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Outro princípio da Nova Economia diz respeito às falhas. As corporações devem ser ágeis nas adaptações em relação aos erros, que nem sempre são ruins, mas a forma como se lida com eles é que define o sucesso ou fracasso. Na verdade, os erros são fundamentais para servirem de lição, e devem ser entendidos como oportunidades de ouro para rever processos. Errar e imediatamente corrigir faz parte do ciclo de amadurecimento do negócio. O grande problema é quando a empresa, ao detectar um erro, tenta se ‘esconder’ e fica paralisada, sem reação.

Confiar na equipe também é fundamental. A Nova Economia aposta no poder da inteligência coletiva, na qual a melhor solução vence, não importa de quem tenha partido. Não existem soluções prontas, e essas devem ser buscadas sempre de forma colaborativa. É ilusão procurar por uma ‘receita de bolo’ na hora de elaborar uma estratégia de negócio. As estratégias devem partir da equipe, em conjunto, mas para que isso aconteça o time deve estar psicologicamente seguro. É necessário estimular a transparência e a troca de ideias constante, independentemente da posição hierárquica.

Outro ponto indispensável é promover a disrupção digital. Big data, internet das coisas, inteligência artificial e outros recursos permitem a transformação dos modelos de negócio. A disrupção leva à conexão digital de fornecedores, distribuidores, clientes e governo, todos organizados em rede e envolvidos na entrega de um produto ou serviço específico. Com isso, cada parte interessada produz impacto nos outros e vice-versa, criando uma plataforma em constante evolução, na qual todos devem ser flexíveis para sobreviverem. Essa é a base da Nova Economia.

Na Nova Economia, deve-se pensar a longo prazo. Hoje, o consumidor busca, mais do que nunca, marcas alinhadas aos seus propósitos e crenças. Por isso, a empresa deve definir com clareza seus propósitos e conhecer o público que irá atingir e cativar. Se o propósito é fazer dinheiro pelo dinheiro, a Nova Economia é a porta errada. Nesse novo modelo, não é viável almejar o lucro às custas de um mau serviço, e sim pensar a longo prazo, cultivando a relação duradoura e de confiança com o cliente. A conta em dólares chega no final.

Por fim, a Nova Economia traz uma mudança total de paradigma na relação empresa-cliente, com base na própria organização interna. Enquanto as empresas da Velha Economia são organizadas por unidades de produção, as da Nova Economia dividem-se por segmento de cliente, com foco nos indicadores de comportamento e no ciclo de vida do consumidor. As antigas varejistas trabalham com estoques em locais físicos, enquanto os e-commerces eliminam o custo com armazenamento, investem em uma boa logística e entregam ao cliente qualquer tipo de mercadoria, oferecendo experiências cada vez mais únicas e personalizadas. Ou seja, transformam os centros de distribuição em centros de lucro.

As organizações que não se adaptarem (e rapidamente) a esses novos conceitos correm alto risco de verem seus negócios naufragarem em pouco tempo. Não se pode esquecer que cerca de 1 milhão de companhias fecham as portas todos os anos, mesmo antes da pandemia. As empresas que insistirem no velho modelo de gestão dos negócios muito dificilmente terão sobrevida.

*Diego Barreto é Vice-Presidente de Finanças e Estratégia do iFood e professor de estratégia, negócios digitais e nova economia. É mestre em administração pelo International Institute for Management Development (IMD Business School), com passagens acadêmicas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e Fundação Instituto de Administração (FIA). Mentor Endeavor e da 500 Startups (Vale do Silício). É autor do livro "Nova Economia – Entenda por que o perfil empreendedor está engolindo o empresário tradicional brasileiro"

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