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Como se conectar à cloud a partir da América Latina
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Como se conectar à cloud a partir da América Latina

Distâncias mais longas das infraestruturas pode significar maior latência. Mas como acelerar a adoção de cloud e manter a performance ideal?

Por Gustavo Garcia*

13/09/2019 às 15h13

Foto: Shutterstock

A transformação digital é tendência em todo o mundo, apresentando novas oportunidades para os mercados emergentes, entre eles o da América Latina. Embora ainda seja uma das menores regiões em termos de economia digital, é uma das que apresentam as taxas de crescimento mais rápidas. Em 2008, o uso da Internet na região atingia menos de um quarto da população, segundo levantamento da University of Illinois, nos Estados Unidos, publicado no ano seguinte. Atualmente, esse alcance aumentou para mais de 62%, de acordo com a pesquisa The global state of digital in 2019, publicado pelo Hootsuite em janeiro. Além disso, a América Latina deve ter a maior taxa de crescimento de velocidade de interconexão até 2021, conforme projeção feita na segunda edição do Global Interconnection Index, publicado anualmente pela Equinix. Outro sinal de que a América Latina segue bastante acelerada em direção ao mundo digital são os grandes investimentos feitos na região por players como Netflix, Amazon, Google e Apple. Uma matéria publicada em março pela Bloomberg, revelou que o PayPal investiu US$ 750 milhões no Mercado Livre, o oitavo maior marketplace online do mundo, com sede na Argentina.

Com todos esses indicadores de rápido crescimento, é fácil supor que a adoção da cloud na América Latina esteja bastante avançada. No entanto, esse movimento na região está apenas começando. Ainda falta muito conhecimento sobre o que esse tipo de plataforma pode fazer e as empresas que oferecem essa solução precisam assumir um papel mais evangelizador nessa parte do mundo. No entanto, a consultoria Frost & Sullivan projeta que o mercado de infraestrutura como serviço (IaaS) na América Latina atingirá US$ 7,4 bilhões até 2022, a uma taxa de crescimento anual de 31,9%, segundo dados divulgados em 2018.

A conectividade remota à cloud traz desafios específicos para as empresas da América Latina

Três grandes provedores, AWS, Azure e Google, distribuíram suas infraestruturas de computação e de armazenamento e, com exceção de São Paulo, a maior concentração deles próxima da América Latina está na América do Norte, mais precisamente na costa leste dos Estados Unidos. Isso significa que as empresas da região que desejam migrar para a cloud precisarão levar em consideração que seus recursos serão remotos, pois o tráfego terá de viajar para onde a infraestrutura está localizada. Distâncias mais longas podem significar maior latência, o que, provavelmente, impactará a performance.

Então, como as empresas da América Latina podem acelerar sua adoção da cloud, ao mesmo tempo que mantêm a performance ideal?

Como aproveitar a interconexão privada para otimizar a conectividade de rede e de cloud

Se a cloud é, de fato, remota para muitas empresas da América Latina, logo, a interconexão privada próxima das operadoras e dos provedores de cloud se torna um elemento crucial. Isso inclui acesso direto aos sistemas de cabos submarinos, como Monet, GlobeNet, Curie e Seabras-1, que conectam mercados estratégicos da América do Norte, América Central e América do Sul.

O tráfego do México viaja principalmente por Dallas e Los Angeles, enquanto o tráfego do resto da região da América Latina se concentra principalmente em Miami. Isso significa que, para alcançar a cloud, o tráfego da América Latina deve atravessar redes de operadoras localizadas nesses polos de mercados estratégicos. Ao estabelecer um polo de interconexão nessas cidades, onde as empresas podem se interconectar diretamente com várias operadoras e provedores de cloud, as empresas da região podem minimizar problemas de latência. Esses polos também permitem que as empresas migrem aplicações e dados para a cloud, evitando ao mesmo tempo as restrições de performance e as preocupações de segurança da Internet pública.

Vamos supor que uma empresa latino-americana hipotética use o Azure para que seus colaboradores consumam serviços como o Microsoft Exchange, o Office 365, o SharePoint etc. Ao mesmo tempo, seu negócio online é hospedado no Google Cloud, enquanto a AWS é usada para armazenar dados históricos. Essas três clouds terão de trocar alguns dados para funcionar de forma adequada e eficaz. Considerando que a infraestrutura da cloud esteja fisicamente localizada nos Estados Unidos, o tráfego com ponto de origem na América Latina poderá criar altas latências que, provavelmente, resultarão em uma performance inaceitável.

No entanto, ao aproveitar soluções instaladas mais próximas aos stakeholders dessa empresa, adjacentes a várias redes de operadoras e provedores de cloud, seguindo o conceito de digital edge, ela pode acessar circuitos de telecomunicações de sua operadora de escolha, enquanto interconecta-se de forma dinâmica e simultânea a vários provedores de cloud em circuitos privados virtuais de alta velocidade e baixa latência.

Conheça os benefícios de se ter acesso privado a provedores de cloud locais ou remotos:

Fazer parte de um ecossistema: à medida que a economia mundial continua em processo de digitalização, a interconexão de pessoas, coisas, locais, clouds e dados está acelerando. Um ecossistema digital e corporativo próspero permite que as empresas se conectem e colaborem com seus vizinhos (redes, clouds, parceiros ou clientes) de uma maneira mais eficiente. Isso abre as portas para novas possibilidades de valor compartilhado e permite que as equipes de TI se adaptem rapidamente às exigências de seus negócios.

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Flexibilidade de provedores: nenhuma operadora individual é capaz de fornecer conectividade de ponta a ponta para várias clouds, aplicações e locais em todo o mundo. A conectividade direta e segura com diversos provedores de cloud e de rede, incluindo operadoras de cabos submarinos, em uma única plataforma de interconexão global, significa que as empresas da América Latina podem implementar arquiteturas híbridas e multicloud com seu provedor de escolha, em qualquer lugar do mundo. Isso torna viável o exemplo hipotético de usar três provedores de cloud diferentes, além de ajudar a evitar o vínculo com um ou outro fornecedor. Também abre a possibilidade para o aproveitamento de tecnologias de conectividade mais novas e flexíveis, como as SD-WANs, que são mais rápidas e mais fáceis de provisionar.

Performance otimizada e confiabilidade: selecionando as operadoras certas, evitando a imprevisibilidade da internet pública e estabelecendo uma presença na digital edge, é possível limitar o atraso devido a longas distâncias e evitar o efeito provocado por uma latência muito alta. Além disso, ter vários provedores de rede e de cloud significa contar com infraestruturas híbridas redundantes e multicloud mais confiáveis no caso de uma falha.

Menor custo: alguns provedores de cloud cobram uma taxa significativamente superior quando os dados são lidos em uma conexão de internet ou de rede virtual privada. A leitura de dados na cloud usando a interconexão privada direta pode ser até seis vezes mais econômica.

Aumento da segurança e do controle: ao implantar a interconexão privada, as empresas podem habilitar uma segurança distribuída mais próxima dos dados e aplicações que estão protegendo, evitando a internet pública.

*Gustavo Garcia é Global Solutions Architect da Equinix

 

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