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Como gerenciar servidores e aplicativos hospedados na nuvem
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Como gerenciar servidores e aplicativos hospedados na nuvem

Confira algumas práticas recomendadas que você pode aproveitar para ajudar a alinhar o gerenciamento de infraestrutura e os aplicativos locais e hospedados na nuvem na era da TI híbrida

Gerardo Dada *

15/09/2016 às 19h45

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Migrar algumas partes da infraestrutura da organização para a nuvem é uma prioridade, apesar de apresentar um cenário de gerenciamento desafiador. Mas o gerenciamento de servidores e aplicativos na nuvem não precisa ser algo intimidante. Os profissionais de TI podem se equipar melhor para gerenciar (ou preparar-se para gerenciar) servidores e aplicativos em um ambiente de TI híbrido lidando com várias considerações importantes, além de aproveitar certas práticas recomendadas para a otimização do data center.

Para começar, uma das coisas mais importantes a se ter em mente na era da TI híbrida é que a nuvem não é a solução para tudo. Inúmeras empresas começam implementando ambientes de TI híbrida sem primeiro considerar quais cargas de trabalho fazem mais sentido em cada ambiente. Embora seja tentador olhar para a crescente popularidade e os benefícios da computação em nuvem e dizer, “Vamos passar alguns de nossos aplicativos para o AWS e ver como funciona”, sem um entendimento básico de todas as cargas de trabalho e do que elas exigem para proporcionar um desempenho otimizado, o mais provável é que você acabe prejudicando os esforços da sua organização para gerar economias de custos, aumentar o desempenho e a agilidade, ou qualquer outro benefício antecipado da computação em nuvem.

Por exemplo, é fácil supor que a nuvem seja barata e que sua empresa economizará muito. Isso é certamente verdade se você pensar estrategicamente sobre o que transferir para ela – talvez um servidor Web acessado com pouca frequência ou um aplicativo cuja escala esteja aumentando tão rapidamente que seja mais eficiente que cresça na nuvem. No entanto, as organizações frequentemente subestimam as taxas de serviço e a arquitetura necessária para atender aos SLAs e descobrem posteriormente que, na verdade, operar essa carga de trabalho na nuvem acaba saindo mais caro. Até mesmo startups nascidas na nuvem podem acabar assumindo tamanhas proporções que pode fazer mais sentido migrar partes de sua infraestrutura de volta para um local físico mais barato.

E, sem a devida pesquisa, um administrador pode inadvertidamente passar uma carga de trabalho de missão crítica para um ambiente de nuvem que não foi projetado para proporcionar o nível de tempo de atividade ou segurança necessário, o que pode levar a uma variedade de problemas de desempenho e conformidade dos dados.

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Outro desafio inerente ao gerenciamento de servidores e aplicativos em um ambiente de TI híbrido é que, pelo menos em parte da sua infraestrutura na nuvem, você acaba não apenas com menos visibilidade, mas também com menos controle. Imagine uma das recentes interrupções generalizadas da nuvem, quando toda uma região geográfica de serviço fica inativa. Em vez de poder atravessar o corredor para diagnosticar e solucionar fisicamente o problema como você faria com uma infraestrutura totalmente local, seu tempo de resolução depende de quão rápido o provedor pode identificar e solucionar o problema.

Assim, qual é a melhor maneira de gerenciar servidores e aplicativos hospedados na nuvem e, ao mesmo tempo, fazer a manutenção de sua infraestrutura local? Qual é a melhor forma de olhar os dados em ambos os locais de uma mesma maneira que permita otimizar seu ambiente e a experiência do usuário final? Apresentamos algumas práticas recomendadas que você pode aproveitar para ajudar a alinhar o gerenciamento de infraestrutura e os aplicativos locais e hospedados na nuvem na era da TI híbrida.

• Monitore a nuvem a partir das instalações. Da mesma forma como devem estabelecer uma visão unificada de todo o hardware local, no qual a infraestrutura pode ser composta por soluções de fornecedores diferentes, os profissionais de TI devem implementar uma ferramenta capaz de proporcionar uma visão de todo o ambiente de TI híbrida. Os dados gerados por essas ferramentas permitirão tomar decisões bem informadas sobre que cargas de trabalho devem ser mantidas localmente ou na nuvem. Por exemplo, com uma ferramenta de monitoramento eficaz, você pode ver que alguns componentes na nuvem estão mais lentos ou são mais dispendiosos e trazê-los de volta para as instalações locais. O contrário também pode acontecer: o monitoramento dos dados revela que está faltando espaço e é preciso passar alguns itens para a nuvem para obter uma escalabilidade rápida e fácil.

Além de sua importância na identificação de requisitos de cargas de trabalho, o monitoramento disciplinado em um ambiente híbrido também garante que o data center esteja operando com a máxima eficiência possível. Você deve poder ver, em um único painel de controle e a qualquer momento, quando o desempenho de um aplicativo na nuvem está se deteriorando ou quando um de seus servidores físicos está acima da capacidade e precisa de novo provisionamento. Isso permite identificar áreas problemáticas proativamente e acelerar o tempo de resolução antes que afetem os usuários finais e que centenas de tíquetes da central de ajuda apareçam na caixa de entrada da sua equipe.

• Identifique as métricas de suas cargas de trabalho. Antes de migrar qualquer coisa para a nuvem, é essencial avaliar que tipo de tempo de resposta você deseja e espera e como mensurá-lo. Qual é a prioridade do aplicativo que você está pensando em passar para a nuvem? Quais são os SLAs? Quão estável é a carga e como será a evolução da carga de trabalho ao longo do tempo? Como você reverterá o custo para os negócios? Comece com esses tipos de perguntas e trabalhe retroativamente para identificar a tecnologia mais adequada para a carga de trabalho. Nós, profissionais de TI, gostamos de começar pela tecnologia e identificar cargas de trabalho mais tarde, mas o inverso ajuda a criar um histórico de estorno/visibilidade retroativa que demonstra aos negócios como um ambiente de TI híbrido é favorável e eficaz.

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• Tenha um plano B. Alguns profissionais de TI esperam que os provedores de nuvem garantam que coisas como segurança e desempenho da rede “simplesmente funcionem”. Mas no final das contas, você e o resto do departamento de TI são efetivamente responsáveis pelo desempenho da infraestrutura e dos aplicativos e tudo que é feito como serviço deve contar com um plano B. Como saber quando ocorrerá um problema? Como saber se o problema é seu ou do provedor, e qual é o seu plano de mitigação? Quais são os detalhes do SLA do provedor? Qual é a arquitetura recomendada? Você deve refletir e planejar com base nos piores cenários possíveis nos primeiros estágios de um ambiente de TI híbrida para prevenir esses problemas antes que venham a ocorrer e estar preparado para o caso de efetivamente acontecerem.

Uma estratégia de monitoramento unificada é a melhor maneira de estar à frente de problemas potenciais de desempenho, segurança e capacidade, identificar a causa raiz – se o problema está do seu lado ou é do provedor de nuvem – e saber quando é hora de apelar para o plano B.

• Lembre-se de que a nuvem não é a solução para tudo, e que não há nada de errado nisso. A nuvem veio para ficar e representa o futuro da TI para muitas empresas. Mas isso não implica no fim da infraestrutura de TI local tão cedo, e a ideia por trás da estratégia de TI híbrida é otimizar as suas cargas de trabalho com base nos componentes e requisitos específicos delas. Se seu banco de dados exige um desempenho extremamente alto e já está funcionando perfeitamente no local, então deixe-o onde está. Por outro lado, sempre existe muita coisa que pode ser migrada para a nuvem. Por exemplo, a maioria dos aplicativos da Web deve armazenar elementos gráficos (bem como arquivos e vídeos grandes) na nuvem para aproveitar as vantagens de um CDN e liberar os servidores Web.

Em última análise, apesar da corrida para a nuvem, não existe uma maneira “correta” de adotar elementos de computação em nuvem e introduzir a TI híbrida na sua organização: cada caso é diferente, e essa jornada deve durar vários anos. Sua empresa deve desenvolver um diagrama que ajude a mapear a futura integração com a nuvem com base na avaliação de cada carga de trabalho, levando em conta requisitos, vantagens potenciais, custos e urgência.


(*) Gerardo Dada é vice-presidente de marketing de produtos da SolarWinds

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