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Como fica a cultura do trabalho remoto com a pandemia?

Estudo encomendado pela Citrix avaliou a sensação de produtividade dos funcionários e alerta sobre brechas de segurança no home office

Da Redação

02/09/2020 às 16h00

Foto: Shutterstock

Nova pesquisa encomendada pela Citrix buscou investigar a sensação de produtividade dos colaboradores no período de home office durante a pandemia. Segundo o “Workquake: The New Work Order”, 86% dos entrevistados se percebem igualmente ou mais produtivos trabalhando em casa – em comparação ao trabalho no escritório (57% são mais produtivos de casa e 29% mantiveram a produtividade).

A discussão vinculada à pesquisa é a de que mesmo com a adaptação ao atual cenário de quarentena, o estudo confirma uma acentuada mudança na cultura do home office no Brasil. Isso porque a pandemia proporcionou ao trabalhador desmistificar a possibilidade de se trabalhar – mantendo a produtividade – também fora do escritório.

Em relação à rotina de trabalho, têm-se hoje uma nova versão do home office adicionado ao fator quarentena em que 44% dos trabalhadores ouvidos tiveram que usar o tempo com mais eficiência para concluir tarefas no horário de trabalho além de estudar em casa / cuidar dos filhos durante o dia (32%). E mesmo assim a produtividade se manteve alta sob o ponto de vista do trabalhador.

A pesquisa aponta que antes da pandemia de coronavírus, os funcionários trabalhavam em casa em uma média de 3,74 dias por mês. Ainda, 10% dos respondentes disseram que nunca tinham trabalhado em casa.

“Devido à pandemia, muitas empresas que não tinham a experiência do home office foram forçadas a adotá-lo do dia para a noite. Esse movimento trouxe luz às organizações para a necessidade de promover a Transformação Digital e oferecer aos seus profissionais uma tecnologia que entregue a informação e a aplicação ao usuário com segurança e agilidade. Não sabemos quando e não sabemos se haverá a volta ao escritório como existia antes. Nesse sentido, os profissionais precisam mais do que nunca, ter a liberdade de trabalhar quando, onde e como querem, com acesso garantido, a fim de motivá-los e torná-los mais estimulados nesses tempos de incerteza e insegurança em relação ao futuro”, diz Luis Banhara, diretor geral da Citrix Brasil.

Quando perguntados sobre como o impacto do coronavírus afetou a estrutura do seu dia útil, 60% dos funcionários ouvidos disseram que estão trabalhando com um horário mais flexível. Desse percentual, 52% dos entrevistados disseram que desfrutam da flexibilidade de entrar e sair do trabalho quando escolhem.

Segurança em cheque

O estudo aponta que 39% das pessoas ouvidas estão usando aplicativos, software ou dispositivos para fins de trabalho que não foram oficialmente aprovados pela companhia ou que foram explicitamente banidos por sua equipe de TI ou liderança. Desse percentual, 61% estão usando aplicativos de mensagens instantâneas; 55% estão usando aplicativos de videoconferência; 53% estão usando seus próprios dispositivos pessoais e 52% estão usando mídias sociais.

“A segurança atrelada ao trabalho remoto é uma responsabilidade, mas não precisa ser um desafio. É fundamental que as empresas adotem políticas de segurança eficazes remotamente para se precaverem de possíveis ameaças. Afinal, se o computador e a rede doméstica do trabalhador remoto estiverem desprotegidos, são as informações confidenciais da empresa que ficarão em situação de risco”, alerta Banhara.

Outro dado de destaque é o de que 69% dos entrevistados concordam que após a pandemia de corona vírus, o escritório em casa agora rivalizará com o escritório em termos de capacidade e acessibilidade tecnológica.