Home > Tendências

Comece já a tirar proveito da tríade do intraempreendedorismo

São três fatores que podem incentivar a inovação nas organizações, em especial nas de base tecnológica

André Krummenauer *

02/02/2016 às 7h55

Foto:

As
empresas estão constantemente em busca da inovação e de um diferencial
para ampliar a sua vantagem
competitiva. Com um olhar atento para dentro da organização, muitas
delas encontram entre seus colaboradores a vontade e a competência para
tanto. Este é o perfil dos intraempreendedores, colaboradores que
buscam, criam e implementam ideias, possuem capacidade
diferenciada de analisar cenários e de encontrar oportunidades. O
intraempreendedorismo influencia diretamente na satisfação do
colaborador, auxiliando ainda na retenção de talentos, otimização de
recursos e manutenção do capital intelectual. É possível afirmar
ainda que essa modalidade de empreendedorismo pode estar condicionada a
três aspectos: o perfil dos colaboradores, o ambiente e a cultura
organizacional e, finalmente, o papel da liderança.

Para
fomentar o intraempreendedorismo nas organizações, gestores devem estar
atentos aos colaboradores
que se destacam pela vontade de inovar e de fazer parte de algo maior. A
geração Y costuma ter papel preponderante neste contexto, pois são
pessoas sedentas por criar, buscar novidades e não costumam permanecer
engajados em rotinas extremamente burocráticas
e repetitivas. Na Involves, temos o engajamento desse público como um
desafio diário e, felizmente, nossa rotatividade é baixa, sobretudo em
decorrência da “liberdade sem libertinagem” que buscamos propiciar a
eles. Além de reconhecer as conquistas coletivas
e individuais, essa geração também precisa de desafios e de ter sempre
clara a expectativa de crescimento da carreira dentro da empresa.

A
motivação dos colaboradores para incentivar o intraempreendedorismo
está intimamente relacionada
à cultura organizacional da empresa. Ou seja, é preciso investir na
criação de um ambiente favorável, adotar a postura proposta por Peter
Senge de organizações que aprendem, nas quais “as pessoas aprimoram
continuamente suas capacidades para criar o futuro
que realmente gostariam de ver surgir”. É importante considerar que, em
uma empresa de cultura fechada, burocrática, em que as pessoas são
"fazedoras de processos", as conquistas pessoais estarão sempre
distantes, por mais inovador e criativo que um profissional
seja.

Na
construção da cultura organizacional favorável ao
intraempreendedorismo, também tem papel chave
o líder, aquele que exerce a liderança legítima, baseada no exemplo.
Esse colaborador representa e serve à equipe, direcionando os objetivos
individuais para que sejam comuns ao time. Na Involves, todos os
trimestres cada time se reúne e define os objetivos
individuais e coletivos, que extrapolem a rotina diária e que rendam
algo diferente do trabalho habitual. Além de conquistarmos uma equipe
alinhada, geramos um ciclo virtuoso, em que cada pessoa reconhece os
objetivos e as conquistas dos colegas.

Os
benefícios mútuos do fomento ao intraempreendedorismo não devem ser
ignorados por gestores e colaboradores e, portanto, acredito que a
construção de uma
cultura favorável deve ser prioridade. É evidente que algumas
características das novas empresas de tecnologia, como a flexibilidade
de horários e a remuneração variável, são bastante facilitadoras, mas
não há receita pronta e o ideal é não tentar imitar a
empresa X ou Y. A verdade é que cada organização deve encontrar o seu
caminho, estabelecendo pequenas práticas que façam com que as pessoas
sintam-se parte das conquistas coletivas e que incentivem o
comportamento intraempreendedor.

 

 

(*) André Krummenauer é administrador na Involves