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Cinco parâmetros para medir corretamente a qualidade do software

A qualidade de um aplicativo é mais do que simplesmente a soma da qualidade de seus componentes. O maior erro é esquecer esse fato

Jitendra Subramanyam, NetworkWorld/EUA

09/05/2014 às 7h44

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Avaliar a qualidade de um software é um mistério. Muitos
profissionais de TI ficam frustrados sobre como definir e medir a
qualidade das aplicações.

Não surpreendentemente, essas dificuldades resultam de um foco
incorreto sobre o processo pelo qual o software é construído. Achamos
que podemos definir essas atividades e medi-los com precisão para que as
pessoas possam ver e focar nas atividades necessárias para criar,
melhorar e gerenciar o software.

Mas de nada adianta ter um processo impecável se o produto não estiver
em linha. Infelizmente, esse é o tipo de falha que corremos o risco
quando não somos capazes de medir a qualidade do software.

Essa falta de visibilidade sobre a qualidade está na raiz de muitos
problemas de gestão de software. Os executivos de negócios não conseguem
entender por qual motivo um software custa tanto, demora tanto tempo
para ser desenvolvido e ainda tem custos associados para mudá-lo. CFOs e
CEOs, por sua vez, não conseguem entender por que o investimento em TI é
tão alto.

Você deve estar pensando: "Será que não cuidamos da qualidade de
testes de software?" Mas o teste é na melhor das hipóteses uma solução
parcial. O teste não é realmente concebido para medir a qualidade
estrutural do software - a qualidade do design de um aplicativo e da
fidelidade de sua implementação para o projeto.

Um software bem concebido, bem arquitetado e bem executado possui
alta qualidade. É fácil trabalhar com ele, mantê-lo e melhorá-lo para
suprir as demandas dos negócios. Nós sabemos que medir a qualidade do
software é bom, mas podemos, de fato, medi-lo? Sim, graças a produtos
que realizam essa tarefa.

Em uma aplicação, a qualidade de qualquer componente depende de
outros componentes que ele está integrado. A qualidade de um aplicativo
como um todo é, portanto, mais do que simplesmente a soma da qualidade
de seus componentes. O erro mais frequente em engenharia de software é
esquecer esse fato.

Por isso, qualquer sistema que possa ajudá-lo nessa tarefa deverá medir cinco pontos:

1. Alcance: deve ser capaz de lidar com várias
tecnologias. A maioria dos aplicativos modernos contém vários idiomas e
sistemas que são ligados entre si de forma complexa.

2. Profundidade: deve ser capaz de gerar mapas
completos e detalhados da arquitetura do aplicativo do Graphical User
Interface (GUI), ferramenta de captura, processamento e análise de
imagem, para o banco de dados. Sem essa detalhada arquitetura, seria
impossível obter contextualização da aplicação.

3. Tornar o conhecimento explícito de engenharia de software:
deve ser capaz de verificar a aplicação inteira contra centenas de
padrões de implementação que codificam as melhores práticas de
engenharia.

4. Métricas acionáveis: as métricas de qualidade não
devem apenas informar, mas também orientar sobre como realizar a
melhoria da qualidade do software, mostrando o que fazer primeiro, como
fazê-lo, próximos passos etc.

5. Automatização: finalmente, deve ser capaz de
realizar todos os pontos descritos acima de forma automatizada. Nenhum
profissional ou equipe pode fazer essa tarefa, muito menos fazê-la em um
curto espaço de tempo.

É importante medir a qualidade do software, mas é igualmente
importante executar a atividade de forma correta. Essa ação é muito útil
no desenvolvimento de software, mas, muitas vezes, é melhor não ter
medição alguma do que contar com uma errada.