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Chegou a vez da Internet das Coisas Industrial
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Chegou a vez da Internet das Coisas Industrial

Evolução decorre dos desafios das demandas, melhores e mais rápidos procedimentos, menores margens e pela competição feroz

Por Alexsandro Munhoz*

09/02/2021 às 15h07

Foto: Adobe Stock

Começar 2021 é um alívio bem-vindo, depois de um ano tão difícil para a economia, empregos e indústria. No entanto, há motivos para otimismo, especialmente na manufatura. A demanda por produtos está crescendo, exigindo inovadores métodos de produção. O setor que teve que lidar com interrupções sem precedentes na cadeia de suprimentos, paralisações e desafios de demanda, agora procura maneiras de trabalhar com mais segurança e eficiência no novo ano.

E para atingir este objetivo, a indústria está aplicando cada vez mais o uso de sensores que possam ajudar, tanto no planejamento logístico, na eficiência da produção e, principalmente, na segurança de seus funcionários. É a vez da IIoT, Industrial Internet of Things, que trará como resultado, uma indústria mais ágil e flexível.

Destaco nesse artigo os três primeiros e principais passos para a adoção da IIoT:

Redes

Em relação as redes temos a LPWAN (Lora & Sigfox), atendendo a maior parte da demanda de cobertura entre sensores e seus gateways principais. Deste ponto em diante, contamos com redes mais amplas, como Wifi, Satélites para baixa cobertura e principalmente a rede 4G LTE. Esta apresenta duas faixas pequenas de frequência, a CAT-M e a NB-IOT, a diferença entre elas está apenas no comportamento. A CAT-M permite ao usuário estar sempre conectado à rede, assim os dados são enviados continuamente, em fluxos menores de tempo (exemplo: Tracking Real Time). Já a NB-IOT coleta os dados dos dispositivos de tempos em tempos, ou seja, conecta-se e desconecta-se à rede (exemplo: Medidores de Energia, Medidores de Máquina). Na indústria temos recomendações para ambos os cenários, tanto para a CAT-M no uso de soluções RT/RTLS (Real Time Location System) ou especificamente para o monitoramento da linha de produção usando NB-IOT. Com a chegada do 5G teremos aprimoramentos melhores no tratamento destas frequências.

Sensores

Por sua vez, os sensores deverão ganhar escala para se tornarem presentes no meio industrial, já que sua fabricação deverá ser diferenciada de sensores convencionais de IoT, Internet of Things. Um exemplo é a capacidade de operar em altíssimas ou baixíssimas temperaturas, trepidações, cargas elétricas diferenciadas, entre outros fatores que fazem dos Sensores IIoT mais robustos e duráveis. Espera-se uma longevidade de 8 a 10 anos para cada dispositivo aplicado.

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Os maiores desafios ainda continuam sendo as integrações, pois implementar sensores em ambientes de linhas de produção, utilizando visão computacional, câmeras ou presença são mais simples que integrar sensores nos CLPs (controladores) das máquinas. Cada uma com sua peculiaridade e seu modo de disponibilizar os dados. O desafio é que o sensor possa coletar todos eles de forma menos intrusiva possível, para termos uma eficácia na sua implementação. Mas é totalmente possível.

Dados

Bom, falamos da rede, dos sensores e agora temos uma parte importante que são os dados, fator primordial para justificar a IIoT. O conjunto deste monitoramento é o principal resultado e ganho para indústria. Seu tratamento pode ser local (Intelligent Edge), onde dados vindos dos sensoriamentos possam gerar ações automáticas totalmente programáveis. Essas ações conseguem alarmar outras camadas de informações que possam favorecer a produção. Por fim, estar ligado a Inteligência Artificial principal da empresa, expandindo as visões da produção com as demais áreas da companhia, como demandas de logística, planejamento de produção & manutenção e estoque. Enfim, tudo que possa proporcionar economia, redução de custos, eficiência operacional e segurança.

Entendemos que a fábrica inteligente só será possível com a adoção cada vez maior da IIoT, pois são eles, os dados que deverão estar próximos da sua mão para que as melhores decisões sejam sempre as mais assertivas. Ter um Cokpit Analítico e Preditivo em mãos é como se fosse uma mão boa de baralho.

Já estamos em um mundo conectado, a Internet of Things vem tomando espaço nas cidades inteligentes, no agronegócio, nas frotas e principalmente dentro das residências. Embora as linhas de fabricação apresentem um conjunto único de desafios, as empresas de tecnologia continuam a se concentrar em trazer o valor dos avanços em aprendizado de máquina, visão computacional, robótica e computação em nuvem para configurações verticalizadas, como as manufaturas. E, à medida que a indústria percebe os benefícios que a adoção da IIoT gera, conseguirá responder às expectativas cada vez mais altas dos consumidores e clientes.

*Alexsandro Munhoz é Gerente de Presales da Triad Systems

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