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2016, o ano do Banco Digital
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2016, o ano do Banco Digital

Bancos e fintechs trabalhando lado a lado, expansão dos meios de pagamentos digitais, Big Data gerando melhorias e novos produtos e serviços serão alguns dos desafios tecnológicos enfrentados pelo setor em 2016

Marcio Kikuti e Leandro Duran *

26/01/2016 às 6h38

Foto:

Em 2016, as incertezas na economia e as
disrupções causadas por startups transformarão significativamente os serviços
financeiros oferecidos pelos bancos aos clientes. Baseados nas previsões para
2016 feitas por Jim Marous, um dos grandes pensadores do banco digital, fizemos
uma leitura sobre como esses prognósticos afetarão o Brasil.
Bancos e fintechs trabalhando lado a
lado, expansão dos meios de pagamentos digitais, Big Data gerando melhorias e
novos produtos e serviços são alguns deles. 

1. A
plataformização dos serviços bancários

Em 2016, ficará mais evidente a
aproximação entre os bancos de varejo e as fintechs brasileiras, criando juntos
plataformas de serviços bancários semelhantes ao que são hoje Amazon (EUA) ou
Mercado Livre (Brasil) para o varejo. De um lado, os bancos têm uma base de
clientes consolidada e crescente, além de estabilidade, confiança, capital e
experiência em atender à exigente regulamentação do Sistema Financeiro
Nacional. Na outra ponta, por não dependerem de sistemas legados, as fintechs
têm mais facilidade e agilidade na criação e aprimoramento de seus produtos e
serviços. 

No Brasil, o InovaBRA (Bradesco) e Cubo
(Itaú) são exemplos já conhecidos desta aproximação. O Santander, por sua vez,
promoverá o FintechVentures em São Paulo, e a startup selecionada
será acelerada pelo Santander Innoventures. Acreditamos que em 2016 as
inovações resultantes dessas iniciativas já começarão a fazer parte do dia a dia
dos correntistas.

2. Menos
obstáculos na Jornada do Cliente

Dois terços das decisões dos clientes são
determinadas pela qualidade da experiência em sua jornada, Engajá-lo durante
todo o processo e converter interesse em vendas, em vez de esperar que procurem
espontaneamente por produtos e serviços, é cada vez mais necessário.

O primeiro passo é entender que “canais
digitais não são apenas um ‘caminho barato’ para interagir com clientes; eles
são críticos para fazer promoções, estimular vendas e aumentar a participação
no mercado”, como diz a pesquisa da McKinsey, “Digitizing the consumer decision journey”.

Aliando experiências orientadas pela experiência do usuário (User Experience) à releitura digital dos
relacionamentos bancários, serão criados produtos mais adequados e
relacionamentos mais profundos. Será o início da “uberização” dos bancos.

Em 2015, o Nubank se popularizou a
promover um novo relacionamento com os clientes de cartão de crédito através de
plataforma digital, dispensando presença física e papéis. Rapidamente se tornou
uma referência para os concorrentes, principalmente considerando que os
brasileiros adoraram a experiência e ainda há espera para aderir ao cartão.

3. Transformando
Big Data em ação

Capturar e usar conhecimento sobre os
clientes pode ajudar as organizações a construir e solidificar relacionamentos.

 A coleta, armazenagem, análise e
visualização de dados são tarefas que exigem flexibilidade e escalabilidade. A
tecnologia necessária para isso deixou de ser um sonho e hoje está disponível
para instituições de qualquer porte.

As instituições financeiras acreditam que Data Analytics é um diferencial competitivo e que é crucial para determinar os
vencedores no futuro. No entanto, os clientes não confiam ou confiam pouco que
seus bancos e financeiras entendem suas reais necessidades.

Os clientes esperam que suas instituições
financeiras processem seus dados em tempo real e os apresentem de volta como
recomendações, de forma personalizada e humana. Para acelerar isso, os bancos
precisarão contar com bons parceiros técnicos em vez de desenvolver essas
competências dentro de casa.

Um grande passo está sendo dado pelo
Itaú, com a construção do novo Centro Tecnológico na cidade de Mogi Mirim (SP),
um dos maiores do mundo para processar e aplicar inteligência de negócio num
ambiente de Big Data. 2016 será o ano em que veremos resultados práticos desse
tipo de investimento aparecer no dia a dia dos clientes.

 4. Expansão dos
meios de pagamentos digitais

No Brasil ainda é muito baixo o uso de
smartphones para o pagamentos de compras feitas em pontos de venda. Porém, dois
anos depois da publicação do marco regulatório sobre pagamentos móveis, alguns
novos players e produtos podem começar a mudar esta situação.

A Apple publicou, em dezembro de 2015,
uma vaga para gerente sênior de desenvolvimento de negócios para Apple Pay no
Brasil. A Samsung, por sua vez, anunciou em seu painel na CES 2016 os próximos
países a receberem seu sistema, depois de EUA e Coreia, serão Cingapura,
Austrália e Brasil. Além disso, já temos as carteiras digitais da Stelo e da
Mastercard e o cartão Ourocard-e do Banco do Brasil, que permite o pagamento
via NFC na Cielo. Outra iniciativas interessantes são o TokPag e o Cartão
Virtual (NVC) do Itaú.

A grande dúvida é se os consumidores
trocarão o cartão por estes novos sistemas. Tudo indica que a adoção deste
métodos pelos varejistas ditará o ritmo desta expansão.

5. Exploração de
novas tecnologias

O mercado bancário brasileiro, criador do
Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e do cartão com chip, sempre foi um
celeiro de inovações. Porém, nos últimos anos as inovações tecnológicas -
internet, mobile, cloud e big data - estão surgindo em uma velocidade maior do
que os bancos conseguem suportar.

O desafio é conhecer e explorar
tecnologias como blockchain (livro-razão distribuído, confiável, em tempo real
e custo quase zero), inteligência artificial (alcançando novos níveis de
eficiência, custo, velocidade e volume), robôs (os novos investidores e
traders) e internet das coisas (IoT, trazendo wearables e objetos para o
sistema).

Algumas iniciativas neste sentido são o
depósito de cheque por foto e as agências Bradesco Next. Banco do Brasil, Itaú
e Bradesco já integram informações de conta corrente nos smartwatches. E o Banco
do Brasil pretende explorar novos canais e serviços com IoT, principalmente
após migrar para o IPv6. Em cinco anos, a Cisco estima que a receita gerada por
IoT no setor financeiro brasileiro atinja a ordem de US$ 58 bilhões.

 

(*) Márcio
Kikuti
é Estrategista Digital e Leandro
Duran é Arquiteto de Soluções da CI&T

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