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Tendências para o varejo em alta no NRF Retail BigShow 2017

Com base nelas, cada empresa deve planejar e determinar o plano de ataque para que a transformação digital aconteça de forma suave, transparente e com baixo impacto sobre a plataforma de negócios atual

Paulo Henrique Pichini *

23/01/2017 às 14h19

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Foto:

Entre
os dias 15 e 17 de janeiro, em New York, o mundo teve contato com o que
de há mais avançado para a indústria de varejo. Tudo o que foi mostrado
no NRF Retail BigShow 2017 – o maior evento de tecnologia para varejo
do mundo –, desde o mais conceitual ao mais concreto, tinha um único
objetivo: melhorar a experiência do usuário de modo a aumentar o volume
de vendas e diminuir a desistência do cliente e a perda de oportunidades
de negócios.

 Para
atingir essa meta, o mercado vem, há anos, passando por transformações
profundas em seu modelo de atendimento ao cliente, sempre buscando
formas de melhorar a experiência do consumidor, administrar o
inventário, melhorar e facilitar a vida dos atendentes na loja.

 Durante
a NRF 2017, pudemos ver soluções tecnológicas que viabilizam estas
transformações – ofertas prontas e com cases de sucesso pelo mundo, mas
ainda imaturas no mercado brasileiro. Por esta razão, muitos dos
fabricantes e integradores que atuam no Brasil estão criando áreas
especificas para atendimento desta vertical que vem liderando em termos
de importância.

 A
busca pela nova experiência no varejo é tal que, na exposição deste
ano, o grande destaque ficou por conta de soluções espetaculares e
geniais para o segmento, com foco exclusivo em
tecnologia e inovação. Nada de expositores mostrando ideias mais
tradicionais como arquitetura de lojas, desenhos de torres de serviços,
etc.

Como
todos os principais players falaram sobre tecnologia, encontramos as
maiores multinacionais de TI presentes ao evento, porem com discursos e
soluções disruptivas para o momento atual de mercado no Brasil.

Neste
cenário, uma classificação das principais inovações para varejo
mostradas no NRF 2017 passaria por cinco categorias diferentes:

1 – Infraestrutura:
A categoria inclui WiFi, Beacon (Bluetooth) e câmeras para captação de
vídeo usadas em aplicações de segurança, mapeamento de tráfego e
reconhecimento facial. As soluções de infraestrutura mostradas no NFR
2017 listam, ainda, tecnologias de sensoriamento RFDI, QR Code, NFC.
Outra área bem explorada cobre as redes de baixo custo, baixa velocidade
e longo alcance LPwan, ideais para suportar dispositivos IoT.

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2 – Soluções de engajamento do client/prospect:
sempre desenvolvidas sobre a infraestrutura descrita acima, tratam-se
de ofertas de provadores inteligentes com recurso de prova virtual de
roupas a partir do uso de tecnologia de realidade aumentada. O resultado
é que o consumidor experimenta virtualmente trajes diferentes. Os
corredores do NRF 2017 traziam, também, soluções de interação com
cliente que oferecem a ele, eletronicamente, roupas em tamanhos e cores
diferenciadas. Há, ainda, soluções que reconhecem a chegada do cliente
na loja e imediatamente começam a interagir com ele, oferecendo produtos
de acordo com seu perfil, idade, preferências, etc.  

 Extremamente
rica, essa categoria trouxe, também, soluções de checkout rápido e
eficiente. Outra ênfase foi em ambientes interativos dentro dos
provedores da loja.  

 Uma
das novidades mais atraentes: quando o consumidor toca em um produto
dentro da loja, ele passa a visualizar, via digital signage, mesas
digitais ou por meio de seu smartphone, todas as informações sobre
aquele objeto (preço, tamanhos disponíveis, cores).

 Já
existem no mercado, também, ofertas que permitem a unificação da
experiência de compra que, agora, pode ser iniciada em um ambiente
físico (loja) e continuar em meio digital (uma página de e-Commerce, por
exemplo) e vice-versa.

 3 - Soluções que dão poder aos vendedores da loja: Essa
categoria inclui ofertas de inventário automático para controle de
prateleiras. Ou seja: se um produto sai da prateleira, automaticamente
chega outro para substituí-lo. É possível contar, também, com
ferramentas para saber quem está loja, por onde está andando, onde está
parado mais tempo e ainda qual sua idade média, gênero e até mesmo
traços de seu estado de humor frente aquele produto (a solução indica se
a pessoa está feliz, triste, surpresa)  

 A
NRF 2017 mostrou, ainda, ferramenta de interação com cliente para
informá-lo sobre numeração, cores e ainda alternativas a um produto –
isso vale mesmo quando o consumidor ainda está dentro do provador.

 4 - Soluções de controle de inventário: Categoria
baseada no uso de IoT com diversas alternativas de sensores. A NRF 2017
trouxe preços do RFID muito menores, por volta de 0,10 cents cada
etiqueta, além do uso de QR Code para identificação de produtos.

 Uma
vez tendo produtos sensorizados com possibilidades de leitura, é fácil
juntar a essa plataforma soluções que inventariam o armazém. Isso pode
ser feito por meio de torres móveis de leitura, capazes de analisar por
sensor ou por vídeo a disponibilidade de produtos em cada prateleira da
warehouse. A mesma operação pode ser realizada com a ajuda de um drone,
algo que faz sentido especialmente no caso de armazéns com pé direito
muito alto.

 5 - Soluções de gestão estratégica com foco no board da empresa de varejo:
O conhecido NOC (Network Operation Center) conta agora mais um enorme
número de ferramentas de software que permite a criação de um Board Room
capaz de avaliar cada loja, seus resultados e vendas, estoque e
comportamento de clientes. Essa análise pode ser feita a partir de “n”
variáveis, em acessos totalmente online. Para isso, o uso de ferramentas
de Analytics é fundamental. Durante a NRF 2017, ficou claro que essas
ferramentas estão na mão dos grandes fabricantes globais. 

 A
IBM, por exemplo, mostrou a eficiência do uso do Watson para
planejamentos de marketing. É um novo motor de pesquisa voltado para
construção de campanhas de marketing que, cedo ou tarde, irá concorrer
com o Google.

 O
motor de busca do Watson pode melhorar previsões inclusive climáticas,
aumentando a precisão das promoções sazonais (por exemplo, roupas de
verão, roupas de inverno) do varejo. Isso pode aumentar a eficiência da
operação.

 Nos
três dias do NRF 2017, ficou claro que a soma do BigData com Analytics
com recursos de vídeo é o tipo de solução com maior maturidade e maior
disponibilidade no mercado, principalmente no portfólio dos grandes
fabricantes. 

 A hora e a vez do OnmiChannel
Em
resumo, estamos no caminho do varejo omnichannel. Isso está
acontecendo, porém, com uma multiplicidade de alternativas e de custos
extremamente grande.

 Diante
deste quadro, cada empresa deve planejar e determinar o plano de ataque
para que a transformação digital aconteça de forma suave, transparente e
com baixo impacto sobre a plataforma de negócios atual. É essencial
olhar este mundo de soluções com o apoio de empresas de inovação e
tecnologia com comprovada capacidade de entender o grau de maturidade
destas tecnologias dentro do mercado brasileiro. Isso significa checar a
adaptabilidade e a integração dessas inovações do varejo com os
diversos ambientes e públicos que existem hoje no Brasil.

 Esses são pontos críticos de sucesso.

 As
novas soluções de varejo devem ser tropicalizadas. O Brasil é
grande e diverso, com mercados e perfis de consumidores muito originais.

 O
processo de renovação tem como ponto crítico o desenho das fases de
implementação e exige harmonia e sincronicidade entre o Board e as áreas
comercial, de marketing e de TI. É bom lembrar que modelos financeiros
baseados em OPEX vêm cada vez mais viabilizando as propostas e os planos
de transformação digital. Esse é o momento para a mudança bem pensada e
bem implementada. O resultado é, seguramente, o aumento da eficiência e
das vendas, além do surgimento de novos serviços que podem ser
implantados dentro da loja, fazendo toda a diferença.

 

 

(*) Paulo Henrique Pichini é CEO & President da Go2neXt Cloud Computing Builder & Integrator 

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