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Tecnologia Wearable chega ao mercado corporativo

As possibilidades para os dispositivos vestíveis nas empresas são ilimitadas

Alexsandro Labbate *

25/02/2016 às 6h40

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Imagine o seguinte cenário: Um representante de um serviço de
atendimento ao cliente está ajudando uma pessoa ao telefone, já bastante
irritada, sem contudo conseguir esconder a sua perturbação e irritação.
Com o aumento da interação, em vez de apenas ouvir sobre o incidente,
os gerentes de atendimento são capazes de intervir e oferecer uma
assistência adequada, a partir do acesso aos sinais vitais e de saúde do
cliente. Ou então, imagine que um dos motoristas de sua frota, exausto,
adormece ao volante e um gestor é capaz de falar com ele e conduzi-lo
com segurança a uma área de descanso, graças ao acesso de seus sinais de
saúde. Tudo isso e muito mais, tonou-se possível, graças à tecnologia
wearable.

A ascensão da Tecnologia Wearable
A tecnologia wearable não é nova, entretanto suas aplicações para as
empresas de serviço ao cliente só agora estão sendo utilizadas de
maneira mais efetiva. Um estudo de 2013 realizado pelo Centro de
Tecnologia Criativa e Social da Goldsmiths, da Universidade de Londres,
revelou que cerca de 33% dos adultos do Reino Unido e dos Estados Unidos
descobriram que a tecnologia wearable ajudou no desenvolvimento de suas
carreiras. Outra pesquisa sobre Human Cloud no Trabalho apontou que a
tecnologia wearable aumenta a satisfação no trabalho em 3,5% e a
produtividade dos funcionários em 8,5%.

De acordo com o pesquisador Chris Bauer em entrevista ao Portal
RealBusiness, os resultados do estudo revelam "a aplicação e o poder
potencial dos dispositivos wearable no local de trabalho a partir de
currículos biométricos dos funcionários e painéis executivos
organizacionais em tempo real para a alocação de recursos. Utilizando os
dados gerados a partir desse tipo de dispositivo, as empresas podem
aprender como o comportamento humano impacta na produtividade,
desempenho, bem estar e satisfação no trabalho”.

A adoção da tecnologia wearable aumentará à medida que as pessoas e
empresas visualizem seus benefícios, incluindo como ela melhora a vida
de um indivíduo ou o desempenho de uma organização. O CTO da Rackspace
no Reino Unido, Nigel Beighton, vê a necessidade de empresas e
profissionais analisarem os dados da tecnologia wearable "e
compreenderem o contexto mais amplo em torno dessas informações, como a
localização, tempo, postura e até mesmo a temperatura e o humor de cada
indivíduo. Com foco nesses dados, assim como nos dispositivos, as
tecnologias vestíveis podem fornecer insights significativos para
otimizar o desempenho e a satisfação. Especialmente tecnologia wearable
acompanhada de big data".

Roupas Inteligentes como ferramenta de negócios
O uso de roupas inteligentes para monitorar os sinais vitais e de
saúde dos trabalhadores tornou-se uma realidade. De acordo com a empresa
Wearable Technologies, 2015 foi um "ano excepcional" para o emergente
mercado de relógios e roupas inteligentes. Um dos recursos mais
importantes das roupas e relógios inteligentes são os sensores e
monitores de sinais vitais relacionados à saúde. As roupas inteligentes
oferecem feedback em tempo real dos sinais vitais e de saúde dos
usuários e se conectam a aplicativos para reportar as informações para
smartphones e computadores. A maioria das roupas inteligentes pode
monitorar as frequências cardíaca e respiratória, padrões de sono,
temperatura, calorias queimadas e intensidade da atividade.

Apesar da maioria das roupas inteligentes estar no mercado de saúde e
fitness, esta tecnologia começa a ser disponibilizada para o setor de
saúde - em hospitais e instalações de cuidados pessoais ou para bebês -
auxiliando os novos pais no acompanhamento de padrões de saúde e sono, e
para empresas que desejam monitorar seus funcionários.

Roupas Inteligentes e a Força de Trabalho em Campo
As empresas estão cada vez mais se tornando móveis, com mais
trabalhadores em campo e fornecedores independentes que dependem como
nunca de dispositivos e aplicativos móveis. De acordo com um artigo do
Portal CIO, uma recente pesquisa da Apperian revelou que mais de 70% das
empresas entrevistadas planejam equipar mais de 1.000 funcionários com
aplicativos móveis e 1/3 está implementando aplicativos móveis em mais
de 5.000 trabalhadores nos próximos dois anos. Além disso, o Gartner
prevê que 50% dos empregadores exige que seus funcionários forneçam seu
próprio dispositivo para o trabalho e relata que 38% das empresas devem
parar de fornecer dispositivos para os trabalhadores em 2016. À medida
que mais companhias adotam políticas de BYOD, torna-se crucial para a
força de trabalho em campo ser capaz de carregar seus dispositivos de
maneira rápida e fácil, enquanto estão em movimento.

A tecnologia wearable e as roupas inteligentes estão resolvendo este
problema. Enquanto estilistas estão se inspirando em painéis solares
flexíveis e criando roupas e acessórios que acomodam dispositivos
portáteis, encontramos alguns designers que estão criando desde camisas,
às calças de brim, jaquetas de esqui e luvas de inverno que poderiam
facilmente fazer parte da força de trabalho em campo.

Wearable Solar - A designer de moda holandesa, Pauline Van Dongen,
está criando trajes leves conectados que incluem painéis solares para
que o usuário possa carregar seu smartphone. Suas criações carregam até
50% da carga total de um smartphone quando utilizadas no sol por uma
hora. Ela colaborou com Christiaan Holland, da Universidade HAN de
Ciências Aplicadas e com o especialista em energia solar, Gert Jan
Jongerden, no projeto Solar Wearable, para integrar a tecnologia
fotovoltaica em roupas confortáveis e na moda.

CIO2503

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Wearable, como este vestido, poderia ser uma solução de software
móvel que permite aos funcionários para carregar seus telefones sem a
necessidade de estar perto de uma tomada.

Agloves – Fazer parte de uma equipe de trabalho em campo pode ser
muito difícil no inverno, pois é quase impossível usar smartphones e
tablets com luvas, já que as luvas típicas não são sensíveis ao toque
das telas dos dispositivos. É nesse momento que a Agloves aparece. A
empresa oferece uma variedade de luvas aderentes construídas com prata
para aquecer e gerar condutividade, de modo que todos os dez dedos
tornam-se veículos condutores para o uso em qualquer dispositivo
touchscreen.

As possibilidades para os wearables no mercado são ilimitadas e é
animador observar para onde empresas e designers estão levando essa
tecnologia. Assim como a previsão dos analistas do setor, acreditamos
que a tecnologia wearable trará ganhos exponenciais em satisfação e
produtividade tanto para os representantes de serviço ao cliente como
para os funcionários da força de trabalho em campo.


(*) Alexsandro Labbate é gerente sênior de marketing da ClickSoftware para as Américas

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