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E-mails mais seguros na TAM

Em busca de maior transparência, controle e simplicidade de gerenciamento, a companhia aérea aposta em sistema de gestão de mensagens eletrônicas

Cláudia Zucare Boscoli

22/05/2007 às 12h45

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A TAM, que divide com a Gol a liderança no mercado aéreo doméstico e é a primeira do País em vôos internacionais, precisou, no último ano, passar por alguns ajustes para se adequar a todas as regras a que está submetida por ter ações negociadas nas bolsas do Brasil e dos Estados Unidos.
No Brasil, a TAM está listada no Nível 2 da Bovespa, o que exige maior transparência e práticas de boa governança. Para estar na Bolsa de Nova York (Nyse), deve estar de acordo com as regulamentações da lei Sarbanes-Oxley (SOX). “No começo deste ano, alcançamos a certificação da SOX e, agora, temos de manter a empresa comprometida com o mais alto nível de governança”, conta Markswell Henrique Coelho, gerente de tecnologia.
Ele diz que o papel de TI no processo foi o de discutir procedimentos, avaliar e trocar aplicativos e, principalmente, instaurar uma política de segurança de mensagens eletrônicas. “E-mails enviados e recebidos são sempre um risco, porque o funcionário pode transmitir informações estratégicas, dados financeiros e até números de cartões de crédito de passageiros”, avalia. A solução escolhida pela companhia foi a Symantec Enterprise Vault que, garante Coelho, supriu todas as suas necessidades. “Passamos a reter e arquivar e-mails enviados e recebidos por 30 dias. Depois desse período, a mensagem migra automaticamente para um ambiente on-line criado especialmente para isto, o que ajuda a reduzir custos de storage e facilita o gerenciamento”. Ou seja, sem lotar a caixa de mensagens de ninguém, os e-mails podem ser facilmente recuperados ou consultados por meio de botões disponíveis no próprio browser.

Novidades em segurança
De olho no potencial de mercado que se abre com a preocupação cada vez maior dos CIOs com a gestão dos e-mail, a McAfee também inova no quesito segurança de mensagens eletrônicas. Há três meses, começou a desenvolver projetos-piloto com empresas (cujos nomes ainda estão sob sigilo) do programa DLP, de bloqueio e acompanhamento de arquivos e e-mails confidenciais, apresentado ao público pela primeira vez durante o Executive Meeting 2007 da Brasoftware. Através do DLP, o CIO pode determinar diretamente no servidor de arquivos que tipo de assunto (por exemplo, financeiro) deve ser monitorado dentro das corporações e “etiquetar” todas as mensagens e arquivos relacionados. Assim, pode-se, por exemplo, permitir que um funcionário leia o conteúdo de determinado arquivo sem, no entanto, conseguir alterá-lo, encaminhá-lo, copiá-lo ou imprimi-lo. Outra alternativa do CIO é permitir que tudo isto seja feito, porém, com o monitoramento de qual máquina e qual login realizou tais ações, assim como a data e o horário em que foram feitos, facilitando possíveis investigações internas e externas. Outra vantagem é que o DLP é uma solução híbrida, ou seja, pode ser utilizada tanto dentro do ambiente de trabalho (perimetral) quanto em redes remotas e acessos wireless.

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