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Seu modelo de negócios está pronto para a Indústria 4.0?

Especialistas do Fórum Econômico Mundial estabeleceram 10 etapas para que a transformação digital alcance os objetivos corporativos

Da Redação

30/09/2019 às 17h35

Foto: Shutterstock

Com a chegada da Quarta Revolução Industrial, empresas dos mais diversos setores estão enfrentando desafios para lidar com as novas demandas do consumidor. Buscando entender como as organizações têm trabalhado para a adaptação ao mundo digital, especialistas do Fórum Econômico Mundial descobriram que menos de 10% dos modelos de negócios são economicamente viáveis com os avanços tecnológicos. Até 2030, a previsão é de que os modelos digitais sejam responsáveis por até 30% da atividade econômica global, mas menos de 5% das empresas tradicionais possuem estratégias baseadas em soluções tecnológicas integradas ao planejamento corporativo.

Atualmente, o modelo de negócios mais bem-sucedido, em termos de valor para o cliente, crescimento de receita e avaliação de mercado, é o baseado em plataformas digitais. De acordo com o Fórum Econômico Mundial, 70% das 10 empresas mais valiosas do mundo e 70% das startups "unicórnio" operam esse modelo.

Por conta da tendência, líderes de todos os setores estão investindo cada vez mais no digital, tanto para acompanhar as necessidades do cliente, quanto para se manter relevante diante da concorrência. No entanto, a grande maioria dos líderes não tem confiança de que as suas organizações estão prontas para aproveitar as mudanças associadas à Quarta Revolução Industrial.

De fato, transformar os modelos de negócios não é tarefa fácil, já que as novas tendências são baseadas na criação de um sistema interdependente de talentos, processos e tecnologias. Para facilitar e orientar as empresas, os especialistas do Fórum Econômico Mundial estabeleceram 10 etapas para que a transformação digital alcance os objetivos corporativos.

1. Entendimento sobre o que significa a transformação digital

Muitos líderes ainda não sabem o que significa se transformar digitalmente. As plataformas digitais são um fenômeno relativamente novo e poucos têm experiência em operá-las. Se é provável que as plataformas mediem 30% da atividade econômica global até 2030, todos devem entender seu funcionamento. Por isso, chegou a hora de reeducar rápida e completamente todos os líderes de negócios.

2. Integração da estratégia corporativa e digital

Com as lideranças entendendo as novas oportunidades e ameaças, é possível incluir a mentalidade de integração da tecnologia com a estratégia de crescimento corporativo. Essa medida exige um trabalho cuidadoso e comunicação com os acionistas.

3. Investimentos

As empresas devem investir adequadamente em modelos de negócios que ofereçam melhor valor para todas as partes interessadas. Hoje, a maioria das organizações trabalha com experimentos digitais e investimentos de longo alcance. A realocação de capital é a melhor maneira de transformar a estratégia em realidade.

4. Criação de portfólio sinérgico de modelos de negócios antigos e novos

Para chegar no auge das suas operações, as empresas mais bem-sucedidas do mundo desenvolveram um sistema integrado de seu portfólio, com todos os aspectos dos seus negócios servindo de apoio, reforço e complementação uns dos outros.

5. Reformulação do propósito da empresa

Os modelos de negócios baseados em plataformas digitais permitem que as empresas atendam ao consumidor sem investir em ativos tradicionais. Na realidade, essas organizações se concentram em facilitar a iteração entre várias partes. Por exemplo, o Airbnb não possui casas, o Facebook não desenvolve conteúdos, a Uber não fabrica carros. A ideia é mudar o escopo potencial para agregar valor ao cliente.

6. Canibalização de partes do negócio principal

Muitas empresas têm medo de que os seus negócios sejam canibalizados pelas plataformas digitais, mas essa é uma oportunidade para a criação de uma estrutura capaz de aumentar a receita e agregar valor à organização. Por exemplo, Steve Jobs, no começo, era contra permitir que outras pessoas criassem aplicativos para o iPhone. Se essa mentalidade tivesse sido mantida, a Apple não seria o que é hoje.

7. Competência em software, dados e IA

Quando se fala em transformação digital, um dos objetivos é agilizar e facilitar a tomada de decisões operacionais através do uso de máquinas. Pensando nisso, as empresas estão buscando incorporar softwares, análise de dados e inteligência artificial (IA) em seus negócios para liberar os colaboradores para atuações com foco estratégico.

8. Criação de novas métricas

Muitas vezes, as empresas se concentrar em medir o sucesso do seu modelo de negócios atual, mas não em criar novas formas de operar. Geralmente, as plataformas digitais levam até oito anos para atingir um nível importante de funcionamento. Por isso, é fundamental que todos entendam que as formas de avaliação de resultados são diferentes dos modelos tradicionais.

9. Otimização de sistemas legados VS invenção do futuro

Como dito na questão anterior, pode levar bastante tempo para que um modelo de negócios seja transformado. Existem barreiras culturais, estruturas organizacionais arraigadas e métricas inadequadas. Por isso, o ideal é não tentar lutar contra as resistências à mudança. Para os especialistas, enquanto o negócio principal está sendo otimizado, o ideal é que as empresas invistam em uma unidade de negócios separadas para a criação de novos modelos de negócios, novas métricas e talentos.

10. Construção de empreendimentos digitais em áreas estrategicamente relevantes

Essa etapa deve ser construída em paralelo com as demais é o aproveitamento de novas oportunidades de mercado através de joint venture. É improvável que os empreendedores queiram trabalhar diretamente para uma empresa estabelecida, mas valorizam seus ativos (clientes, dinheiro, IP, redes). Portanto,
quando incentivados por uma estrutura de JV baseada em ações, eles podem alavancar esses ativos para aproveitar oportunidades estrategicamente relevantes antes de outras empresas.

Se o plano é projetado de forma eficaz, de uma maneira que reduz o risco corporativo e possibilita um nível de controle, torna-se positivo para a empresa, seus acionistas e para a crescente rede de empreendedores de tecnologia que procuram sua próxima oportunidade.

 

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