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Setor de TI terá de mudar drasticamente nos próximos cinco anos

Estudo identifica onde as empresas precisam melhorar para se preparar para um futuro tecnológico ágil

Da Redação

25/03/2020 às 10h00

Foto: Shutterstock

Para sobreviver às drásticas mudanças, ainda desconhecidas, que o surto do coronavírus trará às empresas, o setor de TI precisará mudar para ser relevante no ambiente de negócios, segundo levantamento do Hackett Group.

O relatório “CIO Agenda” da empresa norte-americana especializada em estratégias de negócios, mostra que as organizações deverão usar estrategicamente a TI para agregar valor aos seus negócios e a tecnologia permitirá que elas fomentem o mercado, superem concorrentes e melhorem satisfação do cliente.

Cabe ao CIO a responsabilidade de preparar as organizações para essa mudança, de acordo com o relatório. O setor gerará mais valor às empresas, entretanto é essencial a liderança do CIO para acompanhar o mercado, otimizar a experiência do cliente e permitir tomadas de decisão ágeis.

Segundo Rick Pastore, Diretor Sênior do The Hackett Group, o antigo modelo operacional de uma TI centralizada no planejamento e na execução fica muito distante do cliente, se tornando um processo lento e ineficaz. Pastore diz que a maior barreira à TI é sua incapacidade de controlar a demanda dos projetos de tecnologia, sendo assim, a “TI precisa obrigar os líderes de negócios a tomar a decisão do que entrar no pipeline e a fazer concessões e priorizar o trabalho como base apenas objetivos estratégicos”. Segundo o relatório, a função de TI deve deixar de ser de provedor de serviços para se tornar ponto estratégico nos negócios.

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As empresas com operações de TI de alto nível apresentam melhor desempenho em RH, compras, finanças e resultados, segundo o relatório. Em um novo formato, os desenvolvedores se juntam às equipes multifuncionais dedicadas a clientes e produtos, diz o diretor.

O documento orienta que as organizações redefinam seus modelos operacionais de TI em um modelo centrado no produto, em um modelo de serviço de negócios e um modelo que intermedia, integra e orquestra a operação. Sempre centrado no cliente e cercado por ações ágeis, orientadas às melhores práticas de dados e práticas digitais.

O relatório também recomenda os componentes principais para estar na base de todos os modelos, incluindo tecnologia, design de serviços, análise e gerenciamento de informações, organização e governança, parceria de serviços e capital humano.

Organizações ágeis

Essas organizações ágeis atuam com menor custo operacional (- 26%), uma margem líquida maior (30%), e lucro 49% maior, antes dos níveis de juros, impostos, depreciação e amortização, segundo o relatório, que também descreve as ações que as tornam organizações ágeis:

  • Cultura ágil com o cliente em primeiro lugar, quatro vezes mais chances de ter stakeholders de negócios que percebem a TI como um parceiro valioso;
  • Organização orientada a valor, 32% menos equivalentes em tempo integral de TI a um custo 21% menor;
  • Fortalecimento da segurança dos dados, 100% das organizações líderes veem a cibersegurança como uma competência empresarial multifuncional;
  • Gerenciamento de talentos, 20% menor turnover;
  • Modelo de implantação de plataforma digital, 28% mais transações sem intervenção humana, 54% mais processos por meio de recursos de autoatendimento.

Para as empresas alcançarem esse patamar, precisam primeiramente avaliar o que já possuem e então projetar o futuro com um plano de práticas ágeis.

Desafios

Para isso, elas precisam enfrentar ainda alguns desafios, segundo o estudo:

  • Cultura herdada, a qual apresenta maior rigidez e resistência à mudança;
  • Ameaças à cibersegurança, com aumento de volume, gravidade e complexidades dos ataques, sobretudo com o aumento de dados em aplicativos na nuvem, e ainda um tempo de resposta reduzido;
  • Infraestrutura e grandes volumes de aplicativos com estratégias de fornecimento e gerenciamento de ativos limitadas ou inflexíveis;
  • Falta de estratégia para atender alta demanda;
  • Habilidades desatualizadas;
  • Ausência de transparência de custos e muito tempo e dinheiro investidos em "manter as luzes acesas";
  • Falta de uma mentalidade de transformação e pouco suporte para laboratórios e centros de inovação.

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