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Service Mesh, Serveless, Cloud híbrida… Bem-vindo a 2019!

Se chegou a hora de criar aplicativos nativos na nuvem, convém incluir todas essas tendências no seu radar

Thiago Araki *

13/01/2019 às 18h40

Foto: Shutterstock

A Transformação Digital não para e, em 2019, não será diferente. O ano mal começou e já sentimos uma busca incessante das empresas para fazer mais, melhor e com menos recursos. Chegamos a um ponto no qual não dá para voltar atrás ou seguir usando as mesmas fórmulas tradicionais do passado, esperando resultados melhores ou diferentes. Por isso, novas formas de trabalho, como DevOps, que aumentam a eficiência, a qualidade e promovem ambientes mais colaborativos (inclusive para contratação e retenção de talentos), seguirão sendo almejadas por todas as organizações.

Mas para conquistar o sucesso e liderar o mercado, não adianta mudar apenas a maneira de trabalhar. O parque tecnológico precisa estar adaptado a esta nova realidade dos negócios. Nessa disputa pelos usuários-clientes, as empresas irão modernizar seus sistemas usando arquiteturas de microsserviços (apoiados pela tecnologia de containers), que darão flexibilidade e velocidade para a TI, e time-to-market ao negócio.

No entanto, à medida que as organizações passam a usar os containers e os microsserviços para a implantação rápida de aplicativos, a complexidade das arquiteturas aumenta consideravelmente. É aí que entram as novas abordagens, como o conceito de Service Mesh, que simplifica a comunicação entre os diversos microsserviços.

Dentre as diversas opções de Service Meshes, o projeto open source Istio é o que vem ganhando maior destaque. Ele permite criar uma rede de microsserviços com funcionalidades para balanceamento de carga, controle de tráfego baseado em políticas, implantações mais inteligentes, autenticação de serviço a serviço e monitoramento de toda rede, de forma fácil e transparente para qualquer tipo de aplicativo.

Outro tópico importante dentro desse cenário, e que aparece entre as inovações que deverão conquistar o mercado nos próximos anos, é a tecnologia Serverless, ou Função como Serviço (FaaS). No final de 2014, a Amazon Web Services (AWS) introduziu o Lambda, uma plataforma Serverless capaz de executar código-fonte em resposta a eventos e gerenciar automaticamente os recursos computacionais exigidos pelo programa em execução. Em 2018, o Google em conjunto outras empresas, criou o projeto Knative, cujo objetivo é trazer estes mesmos conceitos de Serverless, mas de forma nativa a qualquer ambiente Kubernetes, a tecnologia padrão e altamente popular para orquestração de containers.

A nuvem híbrida completa a lista de tendências. É a combinação de um ou mais ambientes de nuvem pública e privada, que funciona como um pool de recursos virtuais. Esse pool é orquestrado por um software de gerenciamento e automação, o que possibilita o acesso dos usuários aos recursos sob demanda por meio de portais de autosserviço, com suporte para escalonamento automático e alocação dinâmica de recursos.

Todas essas tecnologias ajudam as organizações a ter uma maior produtividade, rentabilidade e facilidade para inovar. Além disso, proporcionam agilidade e a tão necessária contenção de recursos. Amarrando a ponta final dessa linha, entra a cultura colaborativa, na qual todos têm vez e voz. Com a transformação digital, ser colaborativo se tornou uma característica essencial, fundamentada no modelo de desenvolvimento open source. A colaboração aberta é, portanto, o caminho mais rápido e seguro para alavancar a inovação.

 

(*) Thiago Araki é gerente de Arquitetura de Soluções da Red Hat

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