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Seis dicas antes da virtualização

Gartner aponta algumas questões que devem estar na cabeça do CIO antes de virtualizar seus servidores

05/05/2008 às 2h57

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Quando o assunto é virtualização, o retornos sobre o investimento é sempre um incentivo. No entanto, questões como custos, gerenciamento, estratégia, arquitetura e software podem tornar-se problemas se não forem planejados com antecedência.  “Nos próximos cinco anos, o mercado de virtualização de servidores irá amadurecer, com o acirramento da competição e queda nos preços. Mas as empresas que não puderem esperar conseguem ter um business case interessante com rápido ROI agora, se planejarem corretamente”, garante John Enck, vice-presidente e diretor de pesquisas do Gartner.
 
Thomas Bittman, vice-presidente e analista senior do Gartner, afirma que, com a estratégia correta e um planejamento de longo prazo, as empresas serão capazes de colher os benefícios da virtualização agora e, além disso, tornar seus servidores mais eficientes. “Não apenas os problemas de espaço e energia no data center serão resolvidos, mas a TI será muito mais eficiente e flexivel”, diz. Para chegar a isso, o Gartner identificou seis melhores práticas que devem ser seguidas pelas companhias antes de virtualizar.
 
1. Comece pequeno, pense grande
Enquanto alguns consultores podem recomendar virtualizações de larga escala, o Gartner alerta que, do ponto de vista de custos, gerenciamento e cultural, começar pequeno tende a ser a melhor opção. Existem duas fases muito diferentes nos projetos de virtualização. A primeira foca na consolidação de servidores, redução de custos e aumento do uso do hardware disponível. A segunda é mais importante estrategicamente, mais complexa de implementar e traz muito mais valor ao usuário. Nessa fase, o foco muda para a entrega de novos serviços e aumento da qualidade e da velocidade dos mesmos.
 
2. Exija retorno rápido
Como o mercado está evoluindo rapidamente, as organizações precisam criar business cases com retorno rápido. A recomendação do Gartner é que o retorno venha em, no máximo, seis meses.

3. Virtualiza as aplicações certas
Nem toda aplicação é boa para ser virtualizada. Normalmente, aplicativos com muita demanda de entradas e saídas tornam-se ineficientes em máquinas virtuais. Foque em aplicações mais velhas, menores e empacotadas.

4. Defina a sua estratégia de storage
Decidir como e onde armazenar imagens e aplicações é fator crítico na determinação de quanta agilidade as empresas ganharão com a virtualização. Isto deve ser levado em conta.

5. Entenda as questões relacionadas a software
A virtualização cresceu tão rápido, que os fornecedores de software ainda estão reagindo a essa tendência em termos de precificação e modelos de licença, assim como políticas de suporte para ambientes virtualizados. Enquanto padrões não são definidos, os consumidores devem ficar atentos às politicas dos ISVs.

6. Combine as máquinas virtuais de forma eficiente
É muito mais importante encotrar uma forma de dinamicamente realocar a capacidade dos servidores do que ter um mapa de consolidação perfeito e estático. Ser capaz de lidar com o balanceamento de cargas dinamicamente é a chave para o sucesso desse tipo de projeto, especialmente em suas primeiras fases.

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