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Seade adota plataforma Red Hat para rede

Fundação responsável pela estatísticas estaduais de Sâo Paulo investe para otimizar e proteger rede

Marina Pita

11/03/2008 às 18h46

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O SEADE (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) - órgão responsável pela produção e disseminação de pesquisas, análises e estatísticas socioeconômicas e demográficas no Estado de São Paulo - adotou o sistema operacional Linux, da Red Hat, para seu ambiente de intranet, extranet, monitoramento de infra-estrutura de rede, produção e desenvolvimento de páginas web, banco de dados e correio eletrônico.

Trabalhando com plataformas open source desde 1995, o SEADE fez um aporte de 36 mil reais em infra-estrutura de tecnologia da informação, autorizado em 2005, como parte do projeto Aporte do Governo do Estado de São Paulo, que beneficiou vários órgãos do Estado. Alguns dos softwares adquiridos, no entanto, não eram homologados na versão Fedora, utilizada então, o que gerou necessidade de uma nova plataforma.

"Com a implementação da plataforma Red Hat Enterprise Linux (RHEL), a Fundação, que até 2006 trabalhava com versões open source não certificadas, está solucionando também problemas de falta de suporte e de homologação de hardware e software de alguns fornecedores, cujas soluções só operam em plataformas corporativas," afirma Sérgio Rabelo, analista de infra-estrutura da Fundação.

“Investimos em servidores, em uma sala ‘quase cofre’, com acesso através de biometria e porta estanque entre outras coisas, e alguns softwares não funcionavam na plataforma usada então,” detalha Rabelo. “A portabilidade do Fedora – sistema usado anteriormente - para a Red Hat é total, o que facilitou a migração. Outras soluções semelhantes não são assim,” justifica.

A opção, além de imposta pela necessidade de baixos custos, foi escolhida por conta da necessidade de maior controle dos dados e da rede. No servidor de intranet, além da ferramenta de workflow e e-groupware para os usuários trocarem agenda e arquivos, haverá também a ferramenta CACIC (Configurador Automático e Coletor de Informações Computacionais), que fará o inventário das estações de trabalho, verificando o espaço em disco e a quantidade de memória, aplicativos instalados nas estações.

“É um produto bastante robusto, o que também impede que a rede fique indisponível para os cerca de 400 usuários do SEADE,” complementa Rabelo, que avalia como critica a disponibilidade dos sistemas.

Rabelo destaca os benefícios de monitoramento possível com a plataforma escolhida. “Além de monitoração de e-mail e gerenciamento de link de internet, se a rede ficar fora do ar, temos como saber o que aconteceu. Se tiver algum equipamento interno causando impacto negativo, por conta de uma utilização maior do que o previsto, por exemplo, podemos identificá-lo. A ferramenta nos permite também fazer filtro de conteúdo, estatística das páginas mais acessadas e do volume de visitas e de onde elas vêem no site do Seade,” complementa.

O servidor proxy com recurso de cache — que possibilita a economia de link de internet, reduzindo o tráfego na rede – também roda sobre o Red Hat Enterprise Linux. Esse servidor gerencia o tráfego de informações e cria relatórios de acessos, além de rodar a solução de filtro de conteúdo e de firewall. O proxy também funciona como um firewall de contingência, entrando em operação se o firewall principal (appliance) sofrer alguma pane. "Aqui já contabilizamos uma economia de R$ 30 mil, que é o custo de outro firewall, sem contar os serviços", diz o analista de infra-estrutura. O SEADE processa diariamente entre sete e dez mil e-mails.

Uma outra subscrição do RHEL estará no servidor de LOGs, solução para auditoria e rastreabilidade (todos os acessos feitos no ambiente internet/intranet ficam registrados nele). O servidor LOGs  também será responsável pelo armazenamento dos controles e gerenciamento dos acessos, aumentando a segurança dos dados.

Para Rabelo, a criticidade da rede no SEADE foi um dos fatores mais importantes para a escolha da Red Hat.   Além disso, o sistema de desenvolvimento de projetos baseado em Linux (Sistema Seade de Gerenciamento de Projetos), foi mais um elemento de peso na escolha da solução. Ele será migrado para o servidor de intranet.

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