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SD-WAN: o efeito da mobilidade sobre a software-defined networking

Tecnologia leva a flexibilidade das redes definidas por software para os pontos remotos; primeiro passo para adotá-la é fazer um mapeamento interno

Leandro Laporta *

08/11/2017 às 8h21

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Foto:

Como
reflexo da transformação digital -  que impacta empresas de todos os
segmentos e portes com mobilidade, Inteligência Artificial e Internet
das Coisas (Internet of Things, ou IoT), entre outros - as redes e
infraestrutura precisam suportar maior capacidade de transmissão de
dados - não apenas em termos de quantidade, mas de qualidade da gestão
do tráfego. Apenas dessa forma é possível que os colaboradores estejam
continuamente conectados e inseridos nos processos corporativos – a
qualquer hora e em qualquer lugar -, com a garantia de informações
seguras. Entra em cena o Software-Defined Wide Area Network, ou SD-WAN,
conceito que leva a flexibilidade das redes definidas por software
(software-defined networking, ou SDN) para os pontos remotos.

O
grande desafio do CIO, hoje, é conseguir transformar o negócio
utilizando as tecnologias digitais. A SDN cria um centralizador, via
software, capaz de controlar todos os ativos e comunicação da rede. Com o
SD-WAN, isso passa a ser possível para todos os usuários, pois a
tecnologia  é capaz de gerenciar as várias conexões da empresa.

Imagine
um companhia com várias filiais e usuários remotos. A missão do CIO
será a de garantir que todos os pontos tenham acesso às mesmas
informações, sem prejudicar o andamento dos negócios e com segurança.
Com o SD-WAN, é possível que os escritórios da empresa e os usuários
remotos tenham uma experiência de conectividade unificada. Ou seja,
quando o funcionário se conectar de qualquer um deles, terá acesso a
toda a base de dados do negócio de forma segura. 

SDN

Mas, para adotar a tecnologia, três pontos são cruciais:

  1. Realizar um mapeamento interno

O
primeiro passo é saber a situação atual da companhia e onde ela quer
chegar. Quais aplicações são usadas? Qual o modelo de negócio da
companhia? Quais aplicações e serviços precisam estar disponíveis aos
funcionários? Como é a comunicação? Qual a política de mobilidade? As
demandas variam muito de empresa para empresa. Em uma indústria, por
exemplo, a necessidade de conexão com os ambientes fabris é maior se
comparada com um negócio de advocacia que possui apenas três
escritórios.

  1. Checar a infraestrutura atual

É
importante pensar na infraestrutura de ponta a ponta e garantir que
todos os componentes sejam compatíveis com a solução proposta para o
SD-WAN. Também é importante detalhar a interação das aplicações e
serviços em uso, momento no qual é possível identificar pontos de
atenção e oportunidades de melhoria do processo atual.

  1. Contar com uma equipe colaborativa

É
essencial contar com especialistas em infraestrutura de redes, de
aplicações e de desenvolvimento, já que a adoção do SD-WAN não é apenas
um investimento atrelado à aquisição de dispositivos, visto que exige
conscientização e colaboração dos usuários, além de atenção em
infraestrutura e segurança da informação. Para o desenvolvimento do
projeto, deve ser considerado também um consultor de negócios que, com
sua  experiência externa em superação de desafios, terá um olhar
diferenciado sobre o negócio para, assim, ajudar o CIO a entender os
próximos passos e melhores soluções.

Lembre-se:
a migração deve ser feita aos poucos. Não se trata de mudar tudo o que a
empresa já possui, mas, sim, de saber usar a infraestrutura atual. A
ideia é conseguir acrescentar uma camada de orquestramento e
gerenciamento nas aplicações. Se antes, as empresas entregavam a
internet na mão das operadoras, com a tecnologia, a companhia passa a
ter esse papel, o que auxilia na segurança de dados e na otimização do
trabalho.

 

(*) Leandro Laporta é gerente de pré-vendas Brasil da Orange Business Services

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