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Redes sociais: qual o futuro?

Pesquisa mostra que apenas 30% dos entrevistados pagam por serviços premium e que menos de 13% usam ou pretendem acessar as redes por dispositivos móveis

Cláudia Zucare Boscoli

20/06/2007 às 11h45

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Pesquisa recente do instituto In-Stat revelou que os sites de relacionamento estão errando a mão na hora de obter lucros com o negócio. Analisando apenas o mercado norte-americano, o In-Stat detectou que, apesar de as comunidades on-line terem alcançado um crescimento enorme nos últimos anos, o futuro de todas é ainda incerto.
A chave para o sucesso, prega o estudo, seria apostar em novos modelos de negócio. “Para um site de relacionamento ser bem-sucedido, ele tem de ter massa crítica que atraia novos membros. Há muito, essas comunidades têm focado atenção nos mais jovens, negligenciando que esta é a parcela da população mais inconstante e limitada em termos de renda”, afirma o analista Jill Meyers. A sugestão da firma de pesquisas seria focar na geração dos “baby boomers”, grande maioria da população norte-americana e donos da maior parte do capital.
O estudo revelou que o MySpace é a rede social mais popular nos Estados Unidos, com mais de 140 milhões de membros e que apenas 30% dos entrevistados pagam por serviços especiais oferecidos nestes sites. Mais: a maioria absoluta não tem planos de adquirir qualquer desses serviços por considerá-los caros e desnecessários.
Também entrando na questão da transição das tecnologias fixas para móveis, a pesquisa detectou que menos de 13% usam ou pretendem acessar as redes dessa forma. “Enquanto alguns sites se esforçam para atrair anunciantes, os outros perseguem o lucro via taxas mensais de acesso. O curioso é que eles ignoram que têm algo precioso: o banco de dados, com incontáveis perfis de consumidores e panoramas demográficos. Vender estes dados para o mercado pode ser ruim para os membros, mas me parece a única saída viável para chegar aos lucros”, diz Meyers.

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