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Qual é o próximo passo da nuvem no Brasil?

Cloud privada, híbrida ou multicloud? Nos próximos anos, os investimentos em estratégias de nuvem continuarão sendo prioridade

Por Sandra Zanin*

10/01/2020 às 12h00

Foto: Shutterstock

A migração para o ambiente em nuvem, seja ele privado, público ou híbrido, é uma tendência irreversível do mercado, e se coloca como a pedra fundamental do processo de transformação digital de muitas empresas. De acordo com o Gartner, só o mercado mundial de serviços de nuvem pública deve crescer 17% em 2020, totalizando receita de US$ 266,4 bilhões. Já a pesquisa Red Hat Global Customer Tech Outlook 2020 mostrou que, das empresas ouvidas, 31% escolheram a nuvem híbrida por terem melhor custo/benefício, segurança e facilidade de integração de dados.

Um dos atributos-chave que se mostra presente nesse cenário é a escalabilidade de operações, cuja prova de conceito fica clara em períodos como a Black Friday. Porém, não é algo que se resume ao varejo – operações de naturezas distintas podem ter melhorias em seus negócios, incluindo empresas de educação, saúde, seguradoras e muitas outras. Enquanto a nuvem privada tem como principal vantagem a adaptabilidade à organização, permitindo customizações, comportando ambientes legados e atendendo às questões regulatórias ou culturais, a solução mantém a infraestrutura sob domínio local.

Já a nuvem pública tem como principal vantagem a escalabilidade sob demanda sem ferir critérios de disponibilidade e confiabilidade. No universo da cloud privada, o planejamento e investimento prévio são fatores importantes para acompanhar o crescimento da organização.

Diante tantas particularidades, é preciso analisar desde a arquitetura de software, até os impactos da segurança que a transição a um novo ambiente pode trazer. Faz-se necessário um passo inicial, para que sejam mapeadas as variáveis do processo e fazer uma estratégia de implementação que tenha embutida em si processos para mitigar riscos. Sem um estudo cuidadoso e parceiros de alto nível técnico, a migração para cloud pode ser um problema, ao invés de uma solução.

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Se antes, a escolha estava em apenas duas opções, hoje em dia muitas companhias mesclam ambos ambientes e utilizam o multicloud. É certo que trabalhar com mais de uma nuvem trará mais complexidade. Por isso, a análise dos benefícios de uma estratégia multicloud para os respectivos ambientes e, consequentemente, para o negócio deve partir de uma análise de cenários completa e abrangente.

Diante deste cenário, qual é o próximo passo da nuvem? É fato que o ambiente de cloud está se tornando cada vez mais sofisticado e competitivo, com serviços gerenciados em nuvem tornam-se complementos essenciais que precisam de atualização constante. E, entre diversos fatores, está o que muitas empresas precisam considerar antes mesmo da migração: a otimização de custos.

O mapeamento da melhor opção de nuvem para cada ambiente se faz necessário com o intuito de combinar performance e investimento. Para a cloud, o monitoramento de custos torna-se primordial, uma vez que é possível identificar rapidamente desvios de comportamento por performance, implantação de automação e até mesmo o uso indevido do ambiente, evitando assim impactos inesperados no orçamento. Como complemento, as revisões na arquitetura baseadas no crescimento do ambiente e ampliação de serviços poderão ser necessárias para que se mantenha a melhor relação de custo x performance.

Para as empresas que optam por essas migrações, é importante ter parcerias com provedores e consultores que possuem profundo entendimento sobre o mercado e que estejam atentos aos objetivos de negócios do projeto.

Nos próximos anos, os investimentos em estratégias de nuvem continuarão sendo prioridade, já que a globalização das corporações compreende um ecossistema diversificado para os negócios. Em um mundo em que a demanda por resultados estratégicos de serviços em nuvem continua crescendo, o caminho é a mudança organizacional em direção ao digital, em que a nuvem é a protagonista que viabiliza o fluxo dos negócios.

*Sandra Zanin é gerente geral de Engenharia, Alianças, Produtos e P&D no UOL DIVEO

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