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Qual é o papel dos líderes na 4ª Revolução Industrial?

Estudo da Deloiite indica que apenas 28% dos líderes treinarão seus talentos para novo cenário

Redação

26/04/2019 às 18h33

Foto: Shutterstock

4ª Revolução Industrial não se trata apenas de tecnologia, mas de pessoas. E é justamente com este foco que a Deloitte lança sua mais recente pesquisa “Sucesso Personificado na Quarta Revolução Industrial: quatro personalidades de liderança para uma era de mudança e incerteza”.

Realizado em 19 países, com 2.042 executivos C-level, incluindo brasileiros, o estudo chega a quatro personas ou quatro perfis de liderança no contexto de desenvolvimento da Indústria 4.0 no país e aponta que alguns estão progredindo mais do que outros ao entender melhor os desafios atuais nas quatro principais áreas de impacto: sociedade, estratégia, tecnologia e talento.

Personas 4.0

Para os líderes de negócios acostumados a dados e comunicações lineares tradicionais, a mudança para o acesso em tempo real aos dados e inteligência habilitados pela Indústria 4.0 transforma fundamentalmente o modo como conduzem os negócios. A integração de informações digitais de várias fontes e locais diferentes pode impulsionar o ato físico de fazer negócios, em um ciclo contínuo. Dessa forma, ao longo da pesquisa, foram identificadas quatro personas para este novo mundo:

Data-driven decisive (Estratégia): trabalham para desenvolver estratégias eficazes para suas empresas, em mercados em rápida transformação
Disruption driver (Tecnologia): concentram-se mais no uso de tecnologias da 4ª Revolução Industrial para proteger seus negócios do que para fazer investimentos arriscados
Talent champion (Talentos): estão mais à frente na preparação de suas forças de trabalho para o futuro; acreditam que sabem quais são as competências que suas empresas vão precisar
Social super (Sociedade): expressam um compromisso genuíno em melhorar o mundo, considerando o alto impacto da Indústria 4.0 na sociedade.

Líderes para a revolução

Os resultados da pesquisa comprovam que há ainda um longo caminho a ser percorrido para que o Brasil possa, de fato, participar da Quarta Revolução Industrial. A começar pela formação de profissionais que vão liderar essa mudança.

De acordo com a pesquisa, 54% dos entrevistados no Brasil afirmam ter dificuldade em atrair talentos com as competências necessárias, enquanto, no mundo, essa porcentagem cai para 48%. Outro dado que chama a atenção é que 38% atestam que faltam profissionais com conhecimento tecnológico e demais competências necessárias às novas necessidades. No mundo, este número é de 44%, o que mostra que se trata de uma questão premente.

Partindo destes dados, chega-se à questão central: como está a formação desses profissionais? Segundo apurou a pesquisa, apenas 29% dos entrevistados no país acreditam que o atual sistema educacional preparará suficientemente os indivíduos para que possam atuar neste cenário. E quando perguntados sobre o desenvolvimento de seus atuais funcionários, apenas 28% apontaram que os treinarão extensivamente para atender às demandas desta revolução (no mundo, esse dado sobe para 43%).

Os impactos sociais da nova revolução

Quando se fala na persona Social Super e retoma-se o conceito de olhar holístico, talvez este seja o que melhor representa o objetivo final dessa Revolução. Sob este espectro, 80% dos entrevistados indicam que desenvolveram ou alteraram, no último ano, um produto ou serviço para causar um impacto mais positivo na sociedade ou no meio ambiente. Globalmente, esse dado é de 73%.

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