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Qual é o papel da automação na transformação digital dos Centros de Serviços Compartilhados?

Trata-se de um dos setores que mais pode se beneficiar com o RPA e automatização dos processos

Por Graciela Arguelles*

24/03/2020 às 10h00

Foto: Shutterstock

A tecnologia Robotic Process Automation (RPA), que automatiza tarefas repetitivas integrando robôs ou softwares a diferentes processos do negócio, tem ajudado organizações de diversos setores e de todos os tamanhos a acelerar a sua transformação digital, uma vez que assume o trabalho que não precisamos ou não queremos mais fazer.

Estudos estimam que cerca de 70% a 80% de processos empresariais baseados em regras, ou seja, padronizados e pouco flexíveis, podem ser automatizados, levando a uma economia de até 80% nos custos relacionados a alguns desses processos. Pesquisas também apontam que o uso de tecnologias complementares ao RPA, como a Inteligência Artificial, possibilita até mesmo a automatização de processos mais complexos. Segundo estimativas da UiPath, fornecedora de soluções em RPA, o retorno do investimento na tecnologia se dá, em geral, em até seis meses após sua implementação.

Um dos setores que mais pode se beneficiar com o RPA e a automatização dos processos é o das empresas chamadas Centro de Serviços Compartilhados (CSC), que normalmente centralizam diversos serviços de uma mesma companhia, aglutinando vários departamentos em um só local. Os CSCs trabalham justamente para assegurar mais produtividade às empresas, por meio de entregas de serviços mais ágeis tanto aos colaboradores como aos clientes.

Curiosamente, porém, pesquisa da consultoria McKinsey revela que a maioria dos CSCs, em uma perspectiva global, ainda está tímida no percurso da jornada digital: menos de ¼ das empresas do segmento, listadas na base do levantamento, começou a trabalhar para incorporar a automatização e a análise de dados. Apenas 22% das  empresas consultadas teriam começado este movimento que traz, entre os benefícios, interação mais eficiente com clientes e parceiros, liberando profissionais para gerenciar atividades essenciais à oferta de experiências digitais mais satisfatórias aos clientes. 

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Há inúmeras oportunidades de crescimento, por meio do RPA, para diversas áreas subsidiadas hoje pelos Centros de Serviços Compartilhados, como os setores de recursos humanos, logística, tecnologia, área de pagamentos e finanças etc, destaca a UiPath. Pesquisas mostram que cerca de 40% dos processos liderados pelos CSCs podem ser automatizados, levando a um salto de 13% na produtividade, sem custos adicionais para as empresas do setor.

Entre os CSCs que já iniciaram essa jornada, a maioria (76%) reporta a redução de custos como principal benefício do uso do RPA, seguido de ganho de agilidade nos processos (68%), melhora da qualidade (48%), redução do “cycle time” (40%) e redução dos riscos aliada ao ganho de compliance (33%), diz pesquisa da Capgemini.

Por onde começar?

O primeiro passo para esta empreitada é conseguir identificar quais áreas e processos têm maior potencial de ganho com automação, não só no que diz respeito à eficiência processual e aos indicadores listados acima, mas também à satisfação dos profissionais, uma das, ou senão, a principal razão de ser do RPA.

Com um olhar profundo sobre o próprio negócio e a ajuda de um parceiro de tecnologia assertivo, os CSCs poderão desfrutar de todos os benefícios da transformação digital em uma era que ela se faz cada vez mais essencial à sustentabilidade dos negócios.

*Graciela Arguelles é Vice-Presidente da UiPath para a América Latina

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