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Próxima geração de tecnologias emergentes abre espaço para novos profissionais
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Próxima geração de tecnologias emergentes abre espaço para novos profissionais

Para além do impacto nos negócios, tecnologias como IA, IoT, Blockchain e 5G cria novas oportunidades no mercado de trabalho

Marcelo Falco*

15/03/2020 às 9h35

Foto: Shutterstock

Robótica, blockchain, automação, 5G, inteligência artificial, aprendizado de máquinas e uma série de outras palavras e conceitos antes ligados unicamente ao universo da TI já fazem parte do dia a dia da sociedade. Com o avanço da transformação digital e a busca por soluções que permitam uma conexão cada vez mais rápida, as chamadas tecnologias emergentes ganharam espaço e se tornaram base para o desenvolvimento de uma série de inovações.

Sua ascensão meteórica nos mais diversos segmentos da economia também obrigou empresas e profissionais de vários setores a uma mudança de mindset que, aos poucos, vem transformando a realidade do mercado. De acordo com o estudo global Accelerating the Intelligent Enterprise, da consultoria EY, em 2020 a previsão de investimentos na TI digital ainda é baixa, por volta dos US$ 8,3 milhões. Já 2021 aparece como o grande ano de virada, quando os gastos com as tecnologias emergentes podem alcançar os US$ 23,7 mi. Até 2024, os valores empregados na migração da TI convencional para a digital devem quadruplicar, chegando bem próximo dos US$ 40 milhões.

Entre as tecnologias emergentes que vão receber mais atenção nos próximos anos a Internet das Coisas (IoT) ganha destaque. Segundo a lista Top 10 Emerging Technologies da CompTIA, principal associação comercial para a indústria global de tecnologia, é a IoT que oferece as oportunidades mais imediatas para geração de novos negócios e receitas. A Inteligência Artificial (AI) está em segundo lugar, seguida pelo 5G, computação sem servidor e blockchain.

Todas essas inovações possuem aplicações práticas, despertam interesse de empreendedores, executivos, corporações e investidores por seu potencial de crescimento e de impacto. Elas também são responsáveis pelos novos hábitos de consumo e pelo novo relacionamento entre marcas e seus públicos-alvo.

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As tecnologias emergentes permitem obter informações enriquecedoras sobre os consumidores em instantes. Também trazem um rico universo de dados para análise de comportamento indicando, por exemplo, em qual horário um produto ou serviço foi mais procurado, qual imagem foi mais aceita ou por quanto tempo um usuário navegou por determinada página. Mas é preciso estar atento. Se por um lado o grande volume de elementos é positivo para os negócios, por outro os consumidores estão cada vez mais preocupados com a forma com que seus dados pessoais são captados, utilizados e compartilhados. Não à toa leis para controlar a exposição desses dados já foram incorporadas em diversos países. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) deve entrar em vigor em agosto deste ano, e promete ser bastante rígida com a disseminação de informações sem autorização prévia e expressa dos usuários.

Tomando as devidas preocupações para evitar o uso indevido ou o vazamento dos dados, o universo de possibilidades para trabalhar esses conteúdos é imenso. Os consumidores seguem, buscando cada vez mais conveniência e controle pessoal, segundo pesquisa da Euromonitor, o que faz com que as empresas precisem integrar tecnologias para automatizar operações e fornecer soluções personalizadas e multissensoriais o mais rápido possível.

O desafio é encontrar as habilidades certas para entender e misturar todos os novos ingredientes disponíveis a fim de criar soluções que ampliem o engajamento das marcas com o público, gerando interatividade. Para algumas empresas menores ou para as companhias que não investem em tecnologia, os obstáculos podem ser um pouco maiores. Mas a resposta para aproveitar os benefícios das tecnologias emergentes em sua totalidade está na contratação de profissionais aptos para dominar essas ferramentas, conectá-las com estratégias efetivas e coordená-las para aplicação nas mais varias frentes.

Novas oportunidades e novos profissionais

O avanço das tecnologias emergentes também mexe diretamente com o mercado de trabalho. Profissões mais tradicionais, com foco em esforços repetitivos e ações pouco criativas perdem espaço. Por outro lado, surgem novas oportunidades, com funções que exigem criatividade, pensamento crítico e inteligência emocional.

Levantamento feito pelo LinkedIn mostra que as profissões ligadas ao setor de tecnologia da informação e internet devem predominar no mercado de trabalho em 2020. O estudo “Profissões Emergentes” mostra que gestor de mídias sociais é o profissional com demanda mais aquecida no mercado: a procura cresceu em média 122% ao ano, entre 2015 e 2019, no Brasil. Os profissionais da área são responsáveis pela imagem, pelo relacionamento e engajamento e pela prospecção de uma empresa nos canais digitais, tudo que o novo cenário com as tecnologias emergentes pede.

O engenheiro de cibersegurança é o segundo profissional mais buscado no mercado de trabalho, com um crescimento anual de 115%. O aumento na demanda é reflexo da conectividade atual, onde a segurança de dados se tornou central para as empresas. Outras seis profissões em alta no ranking estão voltadas ao universo financeiro. Entre os destaques está o consultor de investimento, carreira que cresce 61% por ano. A função consiste em orientar os clientes na tomada de decisão de como aplicar recursos, de acordo com as expectativas e necessidades de cada pessoa.

Se preparar para ocupar esses novos cargos é fundamental. Diversas universidades em todo o mundo já perceberam a necessidade de atualizar suas matrizes e grades para atender às demandas do mundo moderno. As tecnologias emergentes precisam permear os ensinamentos que não devem mais se limitar às teorias, mas sim se estender a prática constante.

Recentemente tive a chance de palestrar sobre isso para jovens ingressos no ensino superior. A chamada geração Z, que nasceu junto com essas tecnologias, já está preparada para mergulhar de cabeça nesse universo. São nativos digitais que estão conectados o tempo todo e precisam apenas um impulso acadêmico para que eles possam brilhar em meio às inovações com uma nova visão.

Enquanto a sociedade se adapta às tecnologias emergentes e as gerações anteriores tentam explorá-las em sua totalidade, cabe aos jovens profissionais a missão de desbravar esse universo ainda mais, criando outras inovações a partir dessas ferramentas. Este é só o começo de um amplo universo de possibilidades que, mais uma vez, vai revolucionar o planeta.

*Marcelo Falco é Coordenador de Marketing do Grupo CETEC Educacional, designer Digital, professor e empresário. É mestre em Design pela Universidade Anhembi Morumbi e possui MBA em Marketing

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