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Prioridades de investimentos para os CIOs em 2019

Da análise de dados à segurança cibernética e à experiência do cliente, confira como os líderes de TI distribuirão seus orçamentos este ano

Da Redação, com Sharon Florentine (CIO/EUA)

13/03/2019 às 19h40

Foto: Shutterstock

A função de CIO continua firme, graças em grande parte à Transformação Digital, com executivos de TI adicionando novas responsabilidades, variando da análise de dados ao desenvolvimento de produtos, de acordo com o estudo o State of the CIO 2019. Para atender a essas metas e continuar a inovar, os líderes de TI experientes devem decidir cuidadosamente quais investimentos devem ser feitos para impulsionar a inovação, aumentar a participação no mercado, desenvolver e implantar novas soluções e atender às necessidades dos clientes.

Mas para onde os líderes de TI estão olhando, para garantir um maior retorno para o seu investimento?

De acordo com os resultados do estudo, essas são as 10 metas prioritárias para os 683 líderes de TI entrevistados, que devem direcionar o orçamento de 2019.

1 - Aumentar a eficiência operacional (40%)

2 - Aumentar as proteções de segurança cibernética (40%)

3 - Melhorar o atendimento ao cliente (35%)

4 - Contribuir diretamente para o crescimento do negócio (31%)

5 - Transformar processos de negócios (31%)

6 - Melhorar a rentabilidade (24%)

7 - Otimizar a produtividade do trabalhador (20%)

8 - Introduzir novos fluxos de receita digital (15%)

9 - Atender aos requisitos de conformidade (15%)

10 - Melhorar / habilitar o desenvolvimento de novos produtos (13%)

Quais tecnologias vão suportar essas tarefas?

De acordo com o estudo, a  análise de dados deve superar os aplicativos corporativos como a principal iniciativa que impulsionará os investimentos de TI em 2019. Aplicativos corporativos, citados por 26% dos líderes de TI, ocupam agora a terceira posição no rol de prioridades, acompanhados de perto das implementações de computação em nuvem, que foram citadas por 27% dos entrevistados.

Segurança e a gestão de risco mantiveram-se estáveis como a quarta iniciativa, apontadas por 26% entrevistados, mas uma prioridade muito maior para as organizações de saúde (38%).

Com a análise de dados tonando-se o centro das atenções, faz sentido que os investimentos em Inteligência Artificial (IA) e os investimentos em Machine Learning aumentem consideravelment este ano. Quatorze por cento dos CIOs
entrevistados pretende  comprar tecnologia de IA (quase o dobro dos 8% do ano passado) e 10% estão direcionados para aprendizado de máquina e sistemas cognitivos.

Outras tecnologias mais recentes e amplamente divulgadas ainda não receberam destaque em termos de alocação de orçamento. Por exemplo, a Internet das Coisas (IoT) e Agile/DevOps se mantiveram estáveis, citadas  por 9% dos entrevistados; a automação de processos robóticos (RAP) foi citada por 7%, e as Realidades Virtual e Aumentada,  por 2% dos entrevistados.

A maioria das organizações de TI terá dinheiro para financiar todas essas novas iniciativas, pois 57% dos entrevistados disseram que há planos para aumentar os orçamentos de TI este ano.  Apenas 9% dos líderes de TI norte-americanos prevêem reduções orçamentárias e 33% disseram esperar financiamento para permanecer consistente com os orçamentos do ano passado.

Assim como nos últimos anos, os gastos com TI estão se tornando muito mais descentralizados, com a TI comando pouco mais da metade do orçamento de TI e espera-se que continue assim nos próximos três anos. As organizações de TI mantêm a supervisão de cerca de 51% do total orçamento de tecnologia hoje e espera controlar 54% nos próximos três anos. Em apenas 21% das empresas respondentes da pesquisa a TI continua comandando de 90% a 100% do orçamento total de TI.

O que dizem os CIOs
Para Anthony Peters, diretor de TI da Frank, Rimerman and Co., a busca por maior eficiência operacional e melhor experiência do cliente se traduzirá em maiores investimentos na nuvem.

“Estamos focados na nuvem para aproveitar a capacidade de descarregar aplicativos para fácil implantação, gerenciamento e escalabilidade”, diz ele. "Tudo o que podemos fazer para facilitar esse processo ajudará na eficiência e, a partir disso, na experiência do cliente".

Mas, como a maioria das organizações atualmente, os gastos com segurança cibernética continuam sendo vitais para a empresa. “Segurança é sempre uma preocupação, especialmente em nossos negócios”, diz Peters.

Peters e sua equipe também estarão investindo em Analytics para facilitar a evolução da empresa para uma organização baseada em dados.

“Vamos aproveitar a análise de dados para prever a direção futura da empresa. Já temos alguns recursos de visualização de dados, mas queremos levar isso ao próximo nível, para promover a inovação de serviços, a eficiência operacional e a experiência do cliente ”, diz Peters.

Como muitos líderes de TI, Brandon Jones está embarcando em uma jornada digital. O CIO daWAEPA, uma organização sem fins lucrativos que facilita o acesso a seguros para funcionários federais, está abordando a Transformação Digital por meio de quatro pilares: clientes, parceiros, funcionários e IoT [internet of things]

“Aumentaremos as proteções de segurança, melhoraremos a experiência do cliente, transformaremos nossos negócios existentes e ampliaremos os negócios construindo uma estrutura apoiada nesses quatro pilares”, diz ele.

No centro dessa estrutura está o que Jones chama de análise orientada a resultados de negócios. “Com base nas melhores práticas e opiniões dos nossos parceiros estratégicos, investimos realmente no uso de análises para entender como esses pilares estão conectados e as relações entre eles”.

Este esforço incluirá análises adaptadas para melhorar a experiência do cliente, a integração de sistemas e os sistemas de back-office e core, diz Jones. O Analytics também ajudará a WAEPA a entender melhor as necessidades de seus clientes e parceiros.

Para atingir esses objetivos, Jones direcionará investimentos para análise de dados, tecnologias de nuvem e segurança, bem como ferramentas de experiência do cliente, incluindo Inteligência Artificial.

 

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